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Estro

Estro do meu ego guarda o que sou: poemas. contos, pensamentos, artes plásticas, fotografias, produtos do meu sentir.

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Livro de Poesia - O Próximo Homem II: Hino à Mulher

Hino à Mulher.jpg

I

 

"HINO À MULHER"

 

No mundo existe um ser, quase irreal,

Ao qual foi dado o nome de Mulher...

 

E é tão bonito ouvir dizer Mulher...

 

Mulher

Ou o berço mais perfeito,

Mais subtil,

A fonte de toda a Humanidade,

Aquela luz que brilha

Dia e noite

A todos quantos lhe chamaram

Mãe!

 

E é tão bonito ouvir dizer Mulher...

Mulher,

Nogueira que os anos reduziram

A mobília de luxo, estilizada,

De porte antigo,

Austero e imortal;

Ou em mesa de sala,

Gasta, enegrecida,

Onde outras gerações contam segredos

Aos nós ou aos ouvidos da

Avó...

 

E é tão bonito ouvir dizer Mulher...

 

Mulher

Ou vida que cresceu e que floriu

Sob o olhar da águia e do falcão;

Até que ganhou asas... liberdade;

Até olhar pra trás e num sorriso

Dizer que já foi nossa a nossa

Filha!

 

E é tão bonito ouvir dizer Mulher...

 

Mulher

Ou alma ou coração; tão terno... tão piedoso...

O cofre-forte, o banco da saudade,

A gema cristalina em mais pureza,

O símbolo mais casto da justiça,

O sinónimo exato para um

Anjo!

 

E é tão bonito ouvir dizer Mulher...

 

Mulher

Ou espada reluzente, tão certeira,

Tantas vezes fria que foi neve,

Mordaz, esperta, vingativa,

Uma artimanha feita de truques,

Trevas e tristezas, refletindo no espelho

Lucifer!

 

E é tão bonito ouvir dizer Mulher...

 

Mulher

Ou miragem de outros Tempos neste Tempo;

A gota de água que ao cair deleita

A terra que a recebe saciada;

A estrela mais notável porque bela,

O termo mais correto p’ra

Beleza...

 

E é tão bonito ouvir dizer Mulher...

 

Mulher,

Tambor, apocalipse de emoções,

Ritmo frenético dos homens, o gosto,

Aquele sabor a sal tão doce...

Os dias que nem têm uma hora

Pra quem olha pra ti e grita: "Amor";

Pra quem nasce pra ti e quem, um dia,

Já dentro do teu corpo diz

Mulher!

 

E tu

Simplesmente sorris,

Porque é bonito ouvir dizer

Mulher...

 

No mundo existe um ser quase irreal...

 

Gil Saraiva

Livro de Poesia - O Próximo Homem II : Introdução

O Próximo Homem II.jpg

 

Introdução

 

Quando em novembro de 1994 decidi publicar “O Próximo Homem” em versão inédita e integral na internet, então apelidada de autoestrada da comunicação, foi com a clara intenção de ser o primeiro a fazê-lo em toda a Web.

Pouco tempo depois a página era editada em formato eletrónico antes ainda de ter passado para papel… conforme a net foi evoluindo foi mudando de site, mas manteve-se sempre online. Agora, depois de ter os poemas publicados de forma, mais ou menos avulsa no blog: https://plectro.blogs.sapo.pt, regressa novamente, mas desta vez com ordem e à razão de um poema por dia, a uma casa, onde estou a publicar online todos os meus livros de poesia. Estou a falar do blog: https://estro.blogs.sapo.pt.

A decisão de editar o primeiro livro eletrónico, inédito e integral, e de o colocar, enquanto pioneiro, à disposição de todos na rede mundial de computadores e similares, teve como objetivo colocar um marco português na internet. Não se tratou de um padrão, como os dos Descobrimentos Portugueses, nem mesmo de uma lança em África, apenas o espírito foi o mesmo. Sermos nós, os portugueses, os primeiros a fazê-lo. Só em novembro de 1998, quatro anos depois, é que o livro passou, finalmente, a papel, através da sua publicação integral na Plectro Magazine.

Não pretendi, todavia, que pensassem na proeza e na primazia de ser o primeiro a fazê-lo, de divulgar a coisa como um feito inabalável. Não seria verdade afirmá-lo, apenas se tratou de colocar um marco. Sim, porque, apesar de tudo, se tratou do primeiro livro a estar integralmente publicado na internet e isso acabou por ser um marco histórico, que foi divulgado pelas próprias revistas de informática da época.

Porém, se alguém se interrogasse porque é que ninguém o tinha feito ainda a resposta seria mais simples do que possa parecer à primeira vista. Aliás é mesmo tão evidente que salta aos olhos daqueles um pouco mais atentos.

Primeiro que tudo, convém não esquecer que a rede dava os seus primeiros passos mais definidos e, depois, quem seria tolo suficiente para colocar online, gratuitamente, um livro de forma absoluta e integral? Quem editaria um livro à disposição de milhões, em versão completa, antes sequer de o ter vendido, primeiramente, em papel?

Talvez só eu mesmo. Eu que me queria servir disso para deixar um marco, mesmo sabendo que, comercialmente, a ideia não passava de um absurdo. Eu que preferi a inovação ao dinheiro agi em conformidade: publiquei e fiquei muito feliz porque fui o primeiro a fazê-lo, anos antes de o “eBook” ter sido inventado.

Esta segunda versão apresenta algumas restruturações por força do evoluir dos tempos, das vontades, e dos gostos. É, digamos, uma versão reformatada.. Contudo, “O Próximo Homem” continuará a ser um livro de alerta poético. Quem sabe um dia não chama a atenção que alguém com poder para fazer com que alguma coisa, efetivamente, se resolva.

Quando em novembro de 1994 decidi publicar “O Próximo Homem” em versão inédita e integral na internet, então apelidada de autoestrada da comunicação, foi com a clara intenção de ser o primeiro a fazê-lo em toda a Web.

Pouco tempo depois a página era editada em formato eletrónico antes ainda de ter passado para papel… conforme a net foi evoluindo foi mudando de site, mas manteve-se sempre online. Agora, depois de ter os poemas publicados de forma, mais ou menos avulsa no blog: https://plectro.blogs.sapo.pt, regressa novamente, mas desta vez com ordem e à razão de um poema por dia, a uma casa, onde estou a publicar online todos os meus livros de poesia. Estou a falar do blog: https://estro.blogs.sapo.pt.

A decisão de editar o primeiro livro eletrónico, inédito e integral, e de o colocar, enquanto pioneiro, à disposição de todos na rede mundial de computadores e similares, teve como objetivo colocar um marco português na internet. Não se tratou de um padrão, como os dos Descobrimentos Portugueses, nem mesmo de uma lança em África, apenas o espírito foi o mesmo. Sermos nós, os portugueses, os primeiros a fazê-lo. Só em novembro de 1998, quatro anos depois, é que o livro passou, finalmente, a papel, através da sua publicação integral na Plectro Magazine.

Não pretendi, todavia, que pensassem na proeza e na primazia de ser o primeiro a fazê-lo, de divulgar a coisa como um feito inabalável. Não seria verdade afirmá-lo, apenas se tratou de colocar um marco. Sim, porque, apesar de tudo, se trotou do primeiro livro a estar integralmente publicado na internet e isso acabou por ser um marco histórico, que foi divulgado pelas próprias revistas de informática da época.

Porém, se alguém se interrogasse porque é que ninguém o tinha feito ainda a resposta seria mais simples do que possa parecer à primeira vista. Aliás é mesmo tão evidente que salta aos olhos daqueles um pouco mais atentos.

Primeiro que tudo, convém não esquecer que a rede dava os seus primeiros passos mais definidos e, depois, quem seria tolo suficiente para colocar online, gratuitamente, um livro de forma absoluta e integral? Quem editaria um livro à disposição de milhões, em versão completa, antes sequer de o ter vendido, primeiramente, em papel?

Talvez só eu mesmo. Eu que me queria servir disso para deixar um marco, mesmo sabendo que, comercialmente, a ideia não passava de um absurdo. Eu que preferi a marca ao dinheiro. Eu que foi exatamente o que fiz, publiquei e fiquei muito feliz porque fui o primeiro a fazê-lo. Anos antes de o “eBook” ter sido inventado.

Esta segunda versão apresenta algumas restruturações por força do evoluir dos tempos, das vontades, e dos gostos. Contudo, “O Próximo Homem II” continuará a ser um livro de alerta poético. Quem sabe um dia não chama a atenção que alguém com poder para fazer com que alguma coisa, efetivamente, se resolva.

Por outro lado, sem desprimor do primeiro objetivo, “O Próximo Homem II” é também um hino aos sentimentos dos homens, embora as mulheres não fiquem de todo esquecidas. Por aqui, facilmente se encontram, versos de amor, de ternura, de impulso, de carinho, de raiva, de revolta, de mágoa, de injustiça, de medo, de tristeza e de saudade. Uma mescla que nos torna únicos enquanto seres na pequena parcela do universo que conhecemos.

A vida não é uma tarefa fácil para “O Próximo Homem” como nunca o foi para os seus antecessores. É a batalha eterna entre o que se quer e o que se tem, o que se despreza e o que se ama, o que se perde e o que se ganha. Sair vencedor nos primeiros grandes confrontos e saber agir de acordo com isso, conseguindo enfrentar as derrotas e tirar delas as lições necessárias para alcançar futuras vitórias é o segredo para que alguém se possa tornar “O Próximo Homem”. É o segredo para a compreensão e, mais do que tudo, a fórmula certa para o amor.

Gil Saraiva

 

Livro de Poesia - Quimeras de Quimera II: Quimera

Quimera.jpg

"QUIMERA"

 

Quimera, monstro e animal sagrado,

Na antiga Grécia, foi mitologia...

Quimera, imagem, sonho encantado

Da minha atual, nova, poesia...

 

Quimera que morreu por ter lutado,

Naquele tenebroso, último dia,

Com Belerofonte, imortal soldado,

Que sempre que lutava não perdia...

 

Quimera, um sonho meu interrompido

Numa imaginária primavera...

Quimera, esse monstro adormecido,

 

No meu corpo cansado já de espera,

Onde os amores, que me dá Cupido,

São só Quimeras de uma só Quimera...

 

Gil Saraiva

Livro de Poesia - Quimeras de Quimera II: Tu

Tu.jpg

 

"TU"

 

Tens nessa voz o timbre de outros hinos;

Tens nesse corpo a carne apetitosa;

Tens nessa pele a seda mais sedosa;

Tens belos os teus olhos cristalinos;

 

Tens brilho nos cabelos leves, finos;

Tens nos lábios o rosa de uma rosa;

Tens nos nervos a fibra corajosa;

Tens tu, no sangue, a raça dos latinos!...

 

Tens tudo o que te deu a natureza...

E nada mais de bom podia dar:

Carinho, inteligência, amor, beleza,

 

Dedicação e calma... mais: sonhar…

Mas te perdi. Teu ser já me não quer,

Como posso ser teu? Diz-me, mulher...

 

Gil Saraiva

Livro de Poesia - Quimeras de Quimera II: Acorda

Acorda.jpg

"ACORDA"

 

Para um amor sentir, estando ele ausente,

E olhar eu para quem não posso ver,

Para uns lábios beijar, sem deles saber,

E para estar contigo no presente,

 

Com muito amor, apaixonadamente,

Sem a tua presença eu poder ter:

Eu fecho os olhos... sinto-me mover...

E quando volto a olhar, na minha frente,

 

Reconheço essa imagem sempre bela,

As formas desse corpo em que me deito,

O sorriso da boca mais singela,

 

Os olhos desse tom, lindo, perfeito...

E sinto-te alegre e me falando:

- Acorda, Amor, acorda, estás sonhando!...

 

Gil Saraiva

 

 

Livro de Poesia - Quimeras de Quimera II: Infinito

Infinito.jpg

"INFINITO"

 

Um astro brilha lá no firmamento;

Um ponto que me aponta o infinito;

Um cometa indicando um velho mito,

Formado há muito já no pensamento

 

Por não caber no nosso entendimento,

Como não coube no do antigo Egipto,

E, nem nessa Índia velha do sânscrito

Ou mesmo até no Novo Testamento...

 

Tantos sonhos pra lá da estratosfera;

Lendas de deuses, Deus, de Lúcifer;

Mat'rialismos, carne....... só mister!

 

Ah! Pobres humanos quem vos dera

Poder, como eu, viver qualquer quimera,

No infinito amor desta mulher!

 

Gil Saraiva

Livro de Poesia - Quimeras de Quimera II: Tu e Eu

Tu e Eu.jpg

"TU E EU"

 

Unidos, tu e eu, por nosso amor,

Por esse doce amor que em nós nasceu,

E, muito superior ao de Romeu

Ou ao da bela dama Leonor;

 

Amor mais forte que o Adamastor...

E que ninguém se atreva, nem Morfeu,

Nem Júpiter, nem Vénus, nem Orfeu,

A tentar pôr fim ao seu vigor.

 

Tu e eu, no amor que nos juntou,

No amor que jamais nos separou,

Os deuses venceremos, pois, unidos:

 

Somos mais fortes do que o forte Marte,

Mais amorosos do que mil Cupidos,

Mais belos e perfeitos do que a Arte!

 

Gil Saraiva

Livro de Poesia - Quimeras de Quimera II: Cansada...

Cansada.jpg

"CANSADA"

 

Cansada de viver ali sozinha,

Com tanta gente sempre à sua volta;

Mas se sentindo presa quando à solta

Nesse grito de raiva se continha...

 

Cansada de calar a ladainha,

Daqueles entre quem se sente envolta,

Ela implora o momento da revolta,

Que jamais chega e nunca se adivinha...

 

Tão cansada de mágoas, deceções,

Desgostos e tristezas: podridões...

Tão mortalmente farta, dolorida,

 

Ela que já foi bela, jovem, nova,

Tão descansada está em fria cova

Que não me lembro já se teve vida!...

 

Gil Saraiva

Livro de Poesia - Quimeras de Quimera II: Medo...

Medo.jpg

 

"MEDO..."

 

Na noite os pensamentos se refletem

No fumo de um cigarro a consumir...

No desejo real de querer fugir

Dos desejos que uns olhos comprometem...

 

E as sombras nas paredes medo metem...

E no ar o silêncio faz-se ouvir...

E em mim sobe o desejo de sentir

O amor que os teus lábios me prometem...

 

Mas tenho medo que à noite me iluda...

- Quem és? Tu que me olhas ternamente ...!?

E essa sombria sombra respondeu:

 

- Sou uma amiga que te ofereceu ajuda.

- Mas diz-me quem és tu? (Disse insistente).

- Eu sou a Morte, o Fim, o Apogeu!

 

Gil Saraiva

Livro de Poesia - Quimeras de Quimera II: O Julgamento

O Julgamento.jpg

"O JULGAMENTO"

 

Juntem-se as águas já sob esses céus,

E a Morte tape a fria face crua,

Que o Sol se esconda por detrás da Lua,

Que lá no alto Olimpo trema Zeus...

 

No julgamento já nem falta um deus;

O cansado Mercúrio apenas sua;

Vénus observa feminina e nua

E agora se aproximam os dois réus...

 

O Amor vai ser julgado, e por Dante,

Que no inferno tem associados,

Eu, se este tribunal tem o desplante

 

De condenar os dois apaixonados,

Peço a Cristo que logo, nesse instante,

P’la morte acabe então com tais jurados!

 

Gil Saraiva

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