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Estro

Estro do meu ego guarda o que sou: poemas. contos, pensamentos, artes plásticas, fotografias, produtos do meu sentir.

Estro do meu ego guarda o que sou: poemas. contos, pensamentos, artes plásticas, fotografias, produtos do meu sentir.

Livro de Poesia: Portaló - Parte I - Paisagens - IV - Bênção de Orixá

Benção de Orixá.JPG

               IV

“BENÇÃO DE ORIXÁ”

 

Lá do alto, mirando,

Vimos o oceano,

Pelas ondas,

Nos cumprimentando,

Com luvas de espuma alva,

Qual polidez gentil de anfitrião…

E nós agradecemos,

Acenando,

Felizes pela doce receção.

 

As nuvens se agitaram de alegria,

Fazendo chuva morna,

Em cortesia…

Em torrentes de água cristalina,

Lavando o solo e a paisagem,

Que o Sol secou,

Como rotina,

Em raios de ouro e areia,

Das praias, das dunas,

Dos caminhos,

Qual convite ao namoro

Em Lua Cheia,

Que entre nós chegará

Com mil carinhos….

Porque é bonito amar sem oxalá

Qual bênção divina de orixá.

 

Gil Saraiva

 

* Parte I - Paisagens ou o Sortilégio da Paixão

Livro de Poesia: Portaló - Parte I - Paisagens - III - Chegada à Bahia da Paixão

Chegada à Bahia da Paixão.JPG

                          III

 

“CHEGADA À BAHIA DA PAIXÃO”

 

Quem não queria poder

Ver mais além?

Partilhar um momento com alguém

Na chegada à Bahia,

Que encantada,

Nos recebe, ao aterrarmos,

Agradada,

Porque lhe sorrimos nós também…

 

Se olhar a Bahia,

Nessa altura,

Entre beijos trocados

Com candura,

Lá do ar,

Nas nuvens de algodão,

Nos faz tremer,

E mais, sonhar

Com a proeza agora iniciada…

Também sorrimos

Com o coração,

Porque ao descermos vamos encontrar

Um outro bem,

Um cristalino estro,

Que inspira mais do maestro,

De quem chega sabendo áquilo que vem…

 

Nada do que sentimos é em vão,

Tudo em nós fica, se retém,

Porque tudo traduz nossa paixão!

 

Gil Saraiva

 

* Parte I - Paisagens ou o Sortilégio da Paixão

Livro de Poesia: Portaló - Parte I - Paisagens - II - Bahia

Bahia.JPG

     II

 

“BAHIA”

 

Há quem diga que o céu

Pode esperar…

Neste momento meu,

Basta ficar

Mais perto,

Mais certo

Desse paraíso, por fim,

Localizar…

Terra sagrada onde Eva

Viu Adão,

Sonhos que a vida leva

Num rio de paixão…

 

Vamos

Para o sonhado mundo

Da nossa imaginação.

Iniciamos, lá do fundo,

A viagem final com um sorriso,

Por que é bom

Viajar para o paraíso…

 

Primeiro a Via Láctea,

Galáxia nossa

no Universo imenso…

Uma vez localizada

Procurar a agulha no intenso

Palheiro celestial

E, quando encontrada,

Desvendar por fim o Sistema Solar,

Berço do nosso bem,

Do nosso mal,

Coisa nossa,

Casa, terra, lar…

 

Depois…

Depois o Sol, os Planetas…

Olha a Terra… oceanos, continentes…

Paz e guerra…

E finalmente,

Já focando os trópicos,

Bem na nossa frente,

Mais perto,

Mais à vista, mais concreto,

Avistar o triângulo sul-americano,

Ouvir o leopardo, a harpia

E o tucano…

 

Solos de Vera Cruz,

Solo brasileiro,

Que Portugal, há tempos,

Viu primeiro…

 

Avistar, agora, bem mais perto

O azul e verde da Bahia,

Imagem inversa do deserto,

De mata atlântica,

Que vibra de harmonia…

Terra brilhando plena

À luz do Astro Rei,

Joia maior que descrever nem sei…

 

Eis, ali, na nossa frente,

A sagrada Bahia,

Finalmente…

Imagem venerada

Que se guarda, qual tesouro,

Que brilha mais que o ouro,

Num verde e azul por si só tão reluzente…

 

E quase gemo de prazer e depois grito:

“- Amor, caramba! Isto é Bahia

E é tão bonito!”

 

Gil Saraiva

 

* Parte I - Paisagens ou o Sortilégio da Paixão

 

Livro de Poesia: Portaló - Parte I - Paisagens - I - Mais Perto do Céu

Mais Perto do Céu.JPG

PORTALÓ (MEMÓRIAS DA BAHIA)          -----"-----         PARTE I: PAISAGENS OU O SORTILÉGIO DA PAIXÃO

             I

 

“MAIS PERTO DO CÉU”

 

Quem não tem

Fantasias nesta vida?

Filmes não vividos,

Só sonhados…

Soluções impossíveis

Que parecem ter saída,

Raciocínios absurdos,

Mas na perfeição elaborados…

 

Caminhos percorridos

Pela mente,

Porque foram,

Por ela,

Imaginados.

 

Sonhar uma viagem,

Mas tão secretamente,

Que não se encontram

Excertos registados…

 

E assim…

Descobri um ponto no infinito,

Preciso, definido,

Desvendado,

E vê-lo mais perto,

Cada vez,

Sem palavras usar,

Nem mero grito,

A pouco e pouco

Melhor sendo focado,

Redesenhando,

Com espantosa nitidez,

As formas, os traços,

As imagens,

Que na memória recordam as paisagens…

 

Quem não teve

Fantasias nesta vida?

Quem não sentiu saudades

Mesmo que apenas de fugida?

 

Foi destapado o esquecimento,

O véu,

Que nos prova o quanto,

De verdade,

Já vivemos plena felicidade,

Mais perto,

Bem mais perto do céu…

 

Gil Saraiva

 

* Parte I - Paisagens ou o Sortilégio da Paixão

 

 

Livro de Poesia: Portaló (Memórias da Bahia) - Introdução e Dedicatória

Portaló.JPG

Introdução

Portaló, Memórias da Bahia, é um livro de poesia dedicado à descoberta de um amor adulto, sério, intenso, com travos de sensibilidade e sensualidade que se degusta no ato e se sente nas fragrâncias da volúpia que nos invade o olfato e que se descobre nas impressões táteis do cruzar das dermes. Um amor cálido, como a própria Bahia, quer na exploração improvisada das mãos, que comandam dedos, como se de batedores se tratassem, na demanda das sensações primitivas, encobertas pela suave e macia apresentação contemporânea da moda, acetinada por cremes, loções e elixires perfumados de exotismo, urbanidade, beleza e transcendência.

Um amor selvagem, influenciado pela mata atlântica de uma Bahia perdida nos costumes genuínos, quantos deles ainda com fôlegos tribais de ancestralidade inata e natural que, quase sem aviso, nos invade em sons perturbados de animais, que desconhecemos, na penumbra ou através dos nossos próprios gemidos, durante os intensos momentos de prazer que partilhamos a dois. Aliás, um amor tribal, no trocar de olhares cúmplices e concupiscentes, perdidos um no outro ou na paisagem que se transfigura, entre a urbanidade e a selva, e que se revela perfeita na beleza do nosso próprio enquadramento romântico, em perfeito devaneio.

Enfim, um amor onde ecoam os sons ocultos que emitimos, as frases que trocamos, dos olhares que se deleitam em beijos de paixão tão luxuriante como o horizonte marítimo que nos rodeia, seja na chegada matinal da aurora interrompendo o breu, seja no crepúsculo que, suavemente, nos afasta do mais erótico pôr-do-sol alguma vez presenciado. Um amor de haragano, essa palavra nascida no Brasil, que na lusofonia ganhou créditos de equídeo difícil de domar, de vagabundo perdido nas margens de uma Bahia única, que nos torna vadios e etéreos aos sons da Bossa Nova, das Mornas e dos Sambas de tempos de outrora. Um amor etéreo, como a transmissão das radiolas de qualidade rudimentar, que propagam no presente, pelos ares, a musicalidade dos sucessos do passado.

Um amor gritado para o universo humanizado pela internet imaterial, eletrónica, inumana, etérea e impulsiva, difundido nos computadores, nas televisões, nos telemóveis, nos “ipads”, “iphones” e outros ais bem mais carnais, mas igualmente repletos de energia, vitalidade, vibração e imagens de inesquecível esplendor, por esse novo limbo incorpóreo de comunicação infinita, num mundo de sinergias ativas, mutantes e em perpétuo movimento.

Numa palavra um amor haragano, etéreo e corpóreo como nós, como eu. Um amor vagabundo da palavra e nesses limbos denominados internet, onde registo os instantes onde fui átomo e universo, num portal mágico, histórico e de pedra erigido,  um portaló velhinho, numa baía com quem nos fundimos na plenitude indeterminada de atos, gestos, vislumbres e palavras que tornam a enseada sagrada, maiúscula, ornamentada de agá, de haragano, e que na nossa voz se diz Bahia.

Em resumo, este é o livro de um amor em Portaló, aquele hotel mágico do Morro de S. Paulo, na ilha de Tinharé, no seu arquipélago, na Bahia, nesse Nordeste único por quem morro de saudades, que samba Brasil e grita amor. No caso, o meu amor. Quiçá, o nosso amor.

Este livro divide-se em duas partes. A Parte I: Paisagens ou o Sortilégio da Paixão. A Parte II: Portaló ou o Sortilégio do Paraíso.

Gil Saraiva

Dedicatória

Em termos de dedicatória poderia tecer aqui as banalidades do costume, mas estas, felizmente, não se aplicam. É bem melhor transmitir o que me vai no íntimo, neste meu sentir, deste meu estro renascido no brilho desse teu olhar.

Dedico este livro a quem deu, finalmente, uma razão de ser e de existir ao meu quase meio século de vida. Eu sabia que teria de haver uma razão, mas nunca imaginei que fosse tão doce, tão compensadora e tão gratificante. Este livro é para ti amor. Tu que, um dia, me fizeste sentir que eu era alguém. Este é para ti, para mais ninguém.

Gil Saraiva

Livro de Poesia: Achas de um Vagabundo - Os Azares de um Homem de Sorte

Os Azares de um Homem de Sorte.jpg

"OS AZARES DE UM HOMEM DE SORTE"

 

Sou um homem de sorte!

Perguntam-me porquê?

Coisa mais simples:

Tenho a sorte de ser feliz,

Alegre,

Um otimista, enfim...

 

Mas e a Vida corre bem?

Ah... a Vida...

Essa ingrata criatura,

Sem forma ou rosto,

Nem sempre corre

Quanto mais bem...

 

Se é pra subir,

Subir na Vida,

Quase gatinha

A pobre atrapalhada.

Mas a descer é mestre,

Dá cartas,

Tem os recordes todos

E as medalhas...

Parece andar a jato,

É campeã!

 

Nos momentos sem altos

E sem baixos

Marca passo,

Conta um por um,

Como se cada passo

Fosse ouro

Que há que guardar para sempre,

Qual tesouro!...

 

É prima dos Azares a minha Vida,

Com eles convive sem pudor,

Dão-se tão bem,

No dia-a-dia,

Que chego a pensar

Se não seria melhor

Que casassem por amor!...

 

Se casa, carro, mulher,

Perco de uma vez apenas,

Diz-me a Vida que é banal...

Um azar nunca vem só!...

 

E se um outro azar houver

É normal,

É natural:

Seja a falência da firma,

Seja o que Deus quiser...

Um azar nunca vem só!

 

Mas sou um homem de sorte!

Estou vivo,

Choro e coro

Com todas as minhas forças...

E nem a madrasta Morte

Me bate à porta, faz tempo...

Para rir

Basta um sorriso

De quem me quer

Como sou...

 

Ah! Sim...

Eu sou um homem de sorte...

Tudo o resto são más línguas;

Coisas

Que o vento levou...

 

E se a tal,

A minha Vida,

Comigo quiser viver,

A sorrir

Tem que aprender,

Que eu tenho mais que fazer

Que aturar os primos dela,

Esses Azares

Sem gosto,

Viciados no desgosto...

 

Sorriam, estou bem disposto,

Pois sou um homem de sorte,

Para quem sempre é Natal

Ou Páscoa ou Carnaval...

Sou um ser dos alegres

Que sorri até para o não!...

 

Os Azares de um homem de sorte

Valem pouco, nada são!...

 

Gil Saraiva

 

 

Livro de Poesia - Paradigmas do Meu Ego: Já Se Vai... - XI

Já Se Vai.jpg

     XI

 

"JÁ SE VAI..."

 

Vem

Voar comigo entre palavras...

A volta ao mundo daremos

Em segundos pela "net"...

 

Vem!

Temos a riqueza suprema

Dos "chats" que trocamos,

Em letras que tudo dizem

Nas frases que em conjunto

Constituem um sentido...

 

Vamos

Sentir o vento

Nos acentos das palavras...

O mar em cada til

Salgado de emoção...

 

Vem!!!

Vamos provar

As nossas bocas

Nos símbolos simples

Das chavetas...

Ah!

 

Vem!...

Que "net" é lenta ainda

Mas a noite é curta

E já se vai...

 

Gil Saraiva

Livro de Poesia - Paradigmas do Meu Ego: Possa Ser Eu! - X

Possa Ser Eu.jpg

           X

 

"POSSA SER EU!"

 

Meu amor...

No espaço diminuto do meu cérebro

Não consigo enclausurar o amor que sinto...

É vasto demais,

É denso, é forte,

E nem zipado cabe entre neurónios...

 

Poderia eu arquivá-lo nessa rede,

Aquela a que chamamos de Internet,

Em servidores sem fim...

"Terabytes" e "Terabytes" de sentir...

Mas é pequena a "Net",

É curta, é vã...

 

Ah, mas então...

Só dessa forma se tornaria a rede

Um sentimento só,

Somente e apenas...

Mas tanto ficaria por expressar,

Pois está por inventar o “chip”

Ou a memória

Que possa processar o verbo amar

Com a dimensão e a dignidade

Que este deve possuir...

 

Porém...

Um processo existe, um meio, uma forma,

De saberes, ó meu amor, o quanto te amo...

Há um condensador do meu sentir

Que podes ler sem erro,

“Bug” ou vírus

Que o afete...:

 

O brilho dos meus olhos quando a retina

Capta a tua imagem e a retém

Lá para lados desse órgão interno

A que teimamos dar por nome:

Coração!...

 

O fenómeno pode não ser sensível

À ânsia da descoberta do sentir

Através de quaisquer materiais...

Ah... Mas se amares...

Vais poder ler o brilho oculto

Aos olhos de um outro qualquer alguém

E, meu amor, que esse alguém

Possa ser eu!

 

Gil Saraiva

Livro de Poesia - Paradigmas do Meu Ego: Não por Mim..- IX.

Não por mim.jpg

         IX

 

"NÃO POR MIM..."

 

Às vezes

Acho-me um ser híbrido...

Não importa se o sou

Mas o que penso...

É como se metade do que me constitui

Fosse sentir

E só a outra parte de mim

Fosse homem nato...

 

Sou,

Tal como o dia tem na noite

Uma outra face,

Um ser ambidestro

No que toca à mística

Representada pelo coração...

 

Um quase ser criança

Entre pudores que,

Nesta idade que tenho,

Já extintos deveriam estar.

 

Mas corre-me nas veias

O devir...

A sensação última de atingir

A plenitude das coisas

Simples e pequenas

Que permanecem fiéis à memória

De quem realmente as viveu

Com existência.

 

Mas para que falo eu isto?

Que importância tem?

Para que raio interessa

Um tal assunto?

Ahhhhhhh...

 

Importa refletir,

Sentado nas escadas alvas e frias

Do mármore que edifica e marca

Cada registo do que sou,

Tentando sempre

Ir mais longe no pensar...

 

O que me move?

Ou, talvez, o que me comove?

Ou, ainda, o que me demove...?

 

É delicioso poder concluir que,

Em cada caso,

A chave é sempre a mesma:

Sentimentos!

Vindos de dentro,

Da arca radioativa do amor

À qual chamamos

Alma...

 

Sentimentos,

Desempacotados,

Pelo espírito

Que nos torna humanos,

Postos a render

Para que possamos desfrutar,

A cada pegada impressa

No caminho da vida,

A realização

Do que deveríamos ser

Para que o existir tenha um propósito:

Felizes sermos!...

 

A demanda pela verdade

É um falso caminho se,

No final da linha,

Não encontrarmos

O amor!

 

É pela sensualidade dos corpos

Que a alma,

Feita espírito inventivo,

Nos mostra a excelência de uma espécie

Com milénios de existir:

O Ser Humano.

 

Um ser que não se reproduz apenas,

Mas que se funde em harmonia

Sempre que a longa busca,

Pela alma gémea,

Se conclui com êxito.

 

Ser sensual

É ser-se humano

E ter com isso a esperança

De perpetuar a espécie

Por forma a poder gritar bem alto,

Aos quatro ventos:

É amor!...

 

Às vezes

Acho-me um ser híbrido...

Não pelo que sou

Mas pelo que os meus olhos captam

Do mundo

A que chamamos evoluído...

Onde sensualidade

Se confunde com pornografia,

Tal como o bem

Se confunde com o mal...

 

Às vezes

Acho-me um ser híbrido,

Mas não por mim...

Não por mim... 

 

Gil Saraiva

Livro de Poesia - Paradigmas do Meu Ego: Um Copo - VIII

Um Copo.jpg

    VIII

 

"UM COPO"

 

Um copo de cerveja

E um cigarro...

E a música apalpando toda a gente...

 

Um copo de cerveja

E um cigarro...

E gente sentindo o corpo quente...

 

Um corpo que deseja

E mais um charro...

E o álcool subindo calmamente...

 

Um corpo que deseja

E o mais que agarro...

E outro corpo aquecendo lentamente...

 

Um litro se despeja,

Zarpa o carro...

E o leito se aproxima ardentemente...

 

Um litro se despeja,

Zarpa o carro...

E zarpa o sangue no corpo da gente...

 

Um fogo que se inveja,

Coze o barro…

E… unindo dois corpos fortemente:

 

É movimento,

Ritmo, ternura,

É febre,

Suspiros e loucura;

É infinito

Num tempo finito,

No segundo louco da expansão...

 

Um grito se solta

E é bizarro...

É suor, saliva e sucos de emoção...

 

Um grito se solta,

Coze o barro

No exato momento da fusão!...

 

É já... ainda não...

E mais... agora!...

É vem... amor...

É dia dos sentidos,

É noite, ardor,

É dentro e fora,

É grito que se quebra em mil gemidos!...

 

Gil Saraiva

 

 

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