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Estro

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

Livro de Poesia - Sortilégio Tropical: O Teu Natal - XXV

(entre cá e lá...)

O Teu Natal.jpg

       XXV

 

"O TEU NATAL"

 

Hoje é Natal, Natal na minha vida.

Tocam os sinos p’la minha alma fora...

E em cada canto do meu ser, agora,

Tudo vibra sem conta nem medida!...

 

É Natal! É Natal porque é nascida,

Do ventre desse Amor, a nova aurora,

Filha de nós os dois, pequena amora,

Fruto de louca noite, sem dormida...

 

Hoje é Natal! O teu Natal Diana!

E em lágrimas de riso choro amor...

Hoje é Natal, é vida feita flor...

 

Tem a minha alma nova soberana.

Temos os dois o bem mais desejado:

A Taça da Vitória, um El Dourado...

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Sintra-me: Doce Amor - XXIV

Doce Amor.jpg                                                                                                                                                                                                                                       Ribeira de Colares

      XLV

 

"DOCE AMOR"

 

Na lareira arde, em chamas, o azinho;

Na Serra, a bruma esconde a própria Lua;

Na Praia das Maçãs, a onda sua

Uns salpicos de Mar, que não de vinho...

 

Na ribeira, em Colares, mais um patinho

Mergulha atrás da uva e, já na rua,

Passa uma turista seminua

Que, por azar, não deu com o caminho...

 

Inveja a Várzea as árvores do serrado,

Enquanto alguns saloios a cultivam,

Para que os frutos cheguem ao mercado...

 

Nesta terra, onde Amor e História privam,

Artesanato e vinho, de mãos dadas,

Fazem do Amor as formas das queijadas!

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Sortilégio Tropical: Abelha... - XXIII

(entre cá e lá...)

Abelha.jpg

  XXIII

 

"ABELHA"

 

Como um zangão perdido andava eu,

Sem rumo, sem destino, sem um lar,

De flor em flor sem néctar apanhar,

Sem Sol, sem luz, sem meta ou apogeu…

 

Era uma vida vã, num escuro breu,

De flor em flor, sem asas, sem voar,

Um inútil zangão que só, sem par,

Não tinha o que doar, pouco era seu…

 

Por fim, chegou um dia, a primavera,

Por toda a parte flores despontavam,

Muitos insetos, aves, proliferavam,

 

Mas eram, para mim, como quimera.

Foi no verão... na beira de uma telha...

Que encontrei descansando a minha abelha…

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Sortilégio Tropical: Contigo... - XXII

(entre cá e lá...)

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     XXII

 

"CONTIGO…"

 

Contigo quero ter o sexo porno,

Lascivo, sado, louco, inconcebível...

Contigo quero ter indescritível

Noite de amor, ao rubro, como um forno...

 

Contigo quero ser metal no torno,

Pronto pra ver moldado de impossível

Meu aço, às tuas mãos, inconcebível...

Contigo quero ter o beijo morno,

 

Dado como os amantes imortais,

Em noites, por poetas, não sonhadas...

Contigo quero ver as madrugadas

 

Plenas de mimo e amor, entre teus ais...

Contigo quero amar, louco, varrido,

Em ti me quero perder, ficar perdido!...

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Sortilégio Tropical: Gare do Oriente - XXI

(entre cá e lá...)

Gare do Oriente.jpg

          XXI

 

"GARE DO ORIENTE"

 

No terminal da Gare do Oriente

Uma nova visão encontro enfim...

E sem olhar p'ra trás eu vejo, em mim,

O pôr-do-sol sumir tão sorridente

 

Mais par’cendo nascer de Ocidente

Do que lugar à noite ir dar por fim...

A "Expo-dos-sentidos", um jasmim,

Perfuma cada poro e minha mente...

 

E o teu odor num beijo me penetra,

Receios de impossível chegam já,

Mas tens tu no olhar a forma Electra

 

Que a tua voz transforma em oxalá...

Vamos loucos fazer amor, dueto,

Seremos tu e eu num só soneto!...

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Sortilégio Tropical: A Casa da Serra - XX

(entre cá e lá...)

A Casa da Serra.jpg

(Aldeia de Salgueirais, Celorico da Beira)        

           XX

 

"A CASA DA SERRA"

 

Por entre um tique-taque conhecido

E os assobios do austero e magro vento

Crepita na lareira, enraivecido,

Um fogo que à casa traz alento.

 

Zanga-se o fogo, agora tão esquecido,

Mas o velho granito, em pensamento,

Comenta, com um brilho divertido:

"- Ciúmes doutra chama em movimento..."

 

Nessa casa da serra, em Salgueirais,

Linda aldeia que o mapa não aponta,

A chama do amor entre os mortais

 

Tem dias que ao pudor rubor desponta...

Pois que entre tiquetaques conhecidos

Crepitam corações de amor tecidos....

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Sortilégio Tropical: Palavra - XIX

(entre cá e lá)

Palavra.JPG

     XIX

 

"PALAVRA"

 

Ter da palavra o dom, que não da vida,

Para escrever assim cada momento...

Letra a letra explicar um sentimento,

Numa linguagem clara, esclarecida...

 

Poder dizer que te amo, chamar querida,

Sendo apenas teu em pensamento...

Não tem, amor, o mesmo envolvimento,

Mas tem, por certo, a mesma cor garrida,

 

A mesma forma, o mesmo imperativo,

A mesma dor, paixão irresistível,

Apenas com bordados de impossível,

 

Num tom que é por demais subjetivo.

Ter na palavra o dom sem alma irmã

É ser na vida dor... ou esperança vã!...

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Sortilégio Tropical: Egoísmo - XVIII

Egoísmo.jpg

    XVIII 

 

"EGOÍSMO"

 

Vi, na TV, agora, ao meio dia,

Imagens da mortal inundação...

Vi, através da chuva que caía,

Gotas de sangue e lama em confusão...

 

Encontrei, nesta pandemia,

Gritos desalojados de ilusão...

Ouvi um pandemónio de agonia

Num baixinho "caim" de um velho cão...

 

Senti, no ar, na noite, pela rua,

O desespero dessa pobre mãe

Tapando com seu corpo a filha nua...

 

Provei, de madrugada, aqui, também,

Aquele egoísmo frio da minha alma:

De ver noutros a dor... dormiu mais calma!...

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Sortilégio Tropical: Férias de Sonho - XVII

(entre cá e lá...)

Férias de Sonho.jpg

          XVII

 

“FÉRIAS DE SONHO”

 

Com a Estrela no céu, no mês sombrio,

Rumando a Belém, ao Salvador,

Fomos os dois, num feliz torpor,

Sorrindo espreitar, por entre o frio,

 

Em autocaravana, num desvio,

Entre Sintra e Cascais, ver o valor,

O custo, do teu sonho, sonhador:

Umas férias sonhadas sem vazio.

 

Escolhemos a “Daisy” e arrancámos,

Via Serra da Estrela, agradecendo

O sonho feito vida, um estupendo

 

Profetizar digno de Nostradamus…

Nessa viagem fomos, afinal,

Guiados pela Estrela do Natal!...

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Sortilégio Tropical: Jardim da Parada - XVI

(entre cá e lá...)

Jardim da Parada.JPG

            XVI

 

“JARDIM DA PARADA”

 

No Jardim da Parada pulsa vida,

Qual retrato moderno em bairro antigo,

Onde não paira nunca qualquer p'rigo

Do viver na Lisboa concorrida…

 

Campo de Ourique lá lhe dá guarida,

Agradece o Jardim, se torna abrigo

Das gentes que partilham só consigo

Um espaço quase feito por medida…

 

Teófilo de Braga é o jardim

Onde brincam crianças todo o dia,

Onde uma “suecada” em alegria

 

Junto ao coreto quase não tem fim…

Cá namoram casais e a tarde tarda…

Que a Maria da Fonte a todos guarda…

 

Gil Saraiva

 

 

 

 

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