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Estro

Estro do meu ego guarda o que sou: poemas. contos, pensamentos, artes plásticas, fotografias, produtos do meu sentir.

Estro do meu ego guarda o que sou: poemas. contos, pensamentos, artes plásticas, fotografias, produtos do meu sentir.

Livro de Poesia - Divagações Quase Líricas - Arrepio - IX

Arrepio.jpg

      IX

 

"ARREPIO”

 

Procuro-te aqui!

Na net infinda,

Entre canais de banalidades perdidas

Por entre os nomes estáticos,

 hirtos, estacionados...

Procuro-te, apenas por teimosia...

Porquê?

 Porque algo me diz que vai valer a pena,

 Porque quero um dia sentir o arrepio

Que um qualquer nome de flor ou de cristal

Em mim provocará,

Sejas tu Rosa ou Esmeralda,

Num chamamento privado

Que começa com um sorriso

E termina na eternidade...

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Divagações Quase Líricas - Filho do Vento - VIII

Filho do Vento.jpg

         VIII

 

"FILHO DO VENTO"
(letras para baladas nossas)

 

Eu sou um filho do vento,
Filho de um deus menor,
Mas guardo no pensamento
Uma alma bem maior...

Uma alma bem maior,
Dentro de mim caladinha,
Lágrima de meu suor,
Mais pura áurea que a minha...

Se, no meu triste sentir,
Essa alma for um bónus,
Espero não ver surgir
Um dia os cornos de Cronos...

Eu sou um filho do vento,
Filho de um deus menor,
Mas guardo no pensamento
Uma alma bem maior...

Se eu sou um filho do tempo,
Se de Cronos sou nascido,
Mais seria um contratempo
De por ele eu ser traido...

E guardo no pensamento
Uma alma bem maior...
Eu sou um filho do vento...
Filho de um deus menor!

 

Gil Saraiva

 

Nota: Letra para a Banda de garagem “Rock Spot Alive” (anos 80).

 

 

 

Livro de Poesia - Divagações Quase Líricas - Querida - VII

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    VII

 

"QUERIDA"
(balada para uma noite de amor)

 

Querida, meu amor,
Apenas esta palavra poderá,
Um dia,
Ter valor:
Querida!

Querida, meu amor,
Será que esta noite tu escutarás...?
Tu escutarás...?
Ó...por favor,
Tu me escutarás...?

Amar-te, amar-te, amar-te...
Meu Deus será verdade?
Amar-te... para a eternidade...
Hum... eternidade...
Nada mais há assim,
Como a força que me vem de mim...

Querida, meu amor,
Será que esta noite tu escutarás...?
Tu escutarás...?
Ó...por favor,
Tu me escutarás...?

Eu venho, eu venho, eu venho-me
Em sonhos de prazer,
Onde te vejo vir,
Onde viver
É caminho a seguir...
Oh... eu amo-te...

Eu amo, eu amo, eu amo-te,
Meu Deus será verdade?
Será para a eternidade?
Como poder saber
A sorte que me irá caber...?

Querida, meu amor,
Será que esta noite tu escutarás...?
Tu escutarás...?
Ó...por favor,
Tu me escutarás...?

Querida...
Eu venho, eu venho, eu venho-me
Ooh... dentro de ti,
Quando te vejo vir...
Oh... eu venho...
Venho...
Venho...
Oh... ooooh... oh... ooohhhh....
Eu venho-me...

 

Gil Saraiva

 

Nota: Letra para a Banda de garagem “Rock Spot Alive” (anos 80).

 

 

 

Livro de Poesia - Divagações Quase Líricas - Até Ser Dia - VI

Até Ser Dia.jpg

       VI

 

"ATÉ SER DIA"

 

Durante toda a noite
Caminhei...
Molhado pela chuva
E p'lo desejo...

Durante toda a noite,
Quis um beijo...
E só a chuva insípida
Beijei!

Durante toda a noite
Procurei...
Mas, se eu gritei
Por ti,
Gritei ao vento...

Durante toda a noite
Não te vejo...
E só a ti em sonhos
Te toquei...

Até ser dia
A chuva cai
E o vento
Nunca me falou de ti...

 

Gil Saraiva

 

Nota: Letra para a Banda Iris – Música: Até Ser Dia (Editora Vidisco - Disco de Platina, 2 d’Ouro, 1 de Prata).

 

 

 

Livro de Poesia - Divagações Quase Líricas - Distância - V

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        V

 

“DISTÂNCIA”

 

Sempre que entro no Facebook ou
Num canal de chat,
Repleto de alcunhas,
Nicks ou pseudónimos,
Em que a tela flui
Como a corrente de um rio eu
Lembro os tempos
Em que "computador"
Era uma palavra complicada...

Quando para falar
Com o outro lado do mundo
Era preciso olhar bem
Para o dinheiro disponível na carteira
Como quem olha para o fundo de um poço
Procurando descobrir
Onde se encontra
A linha de água
E fazer contas aos segundos
Que matariam milhões
De atlânticas ou indicas
Saudades...

Longe vai o Homem...
Quando o horizonte se conquista
Nos limites do desconhecido...

Quando um sorriso
Se transmite
Pelo mundo
Anunciando que a distância
Existe apenas
Se quisermos...

 

Gil Saraiva

 

 

 

 

Livro de Poesia - Divagações Quase Líricas - O Jogo - IV

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    IV


“O JOGO”

 

No retângulo verde de um estádio
O sibilar de um apito faz-se ouvir,
Dá a volta ao mundo,
Por satélite,
Nas ondas do éter de uma rádio,
Em páginas de internet sem ter fim…

O jogo, seja ele qual for, é emoção
Para quem veste a camisola das equipas.
Chamam-lhe futebol,
Desporto rei,
Imitam-no os catraios pelas ruas,
Tem regras,
Árbitros e lei,
Não tem raça, não tem credo,
Nem tem filosofia.

São os novos gladiadores do nosso mundo,
Num circo máximo sem Roma,
Nem romanos,
Representam terras, vilas e cidades,
Nações, povos, países, continentes,
Fazem girar milhões na economia,
E nascer, nos adeptos,
Tristeza ou alegria.

O jogo existe para que o povo vibre,
Esquecendo impostos,
Taxas, fome, stress e agonia,
Esquecendo a luta árdua
E crua do trabalho,
Esquecendo doenças,
Mortes e injustiças.
O jogo é mesmo assim, mas afinal,
Qual vício que nos consome o ser,
Nem damos conta de que o jogo
É apenas um jogo e nada mais.

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Divagações Quase Líricas - Oftalmologista - III

Oftalmologista.jpg

            III

 

"OFTALMOLOGISTA"

 

Quero beber a lágrima do teu ser...

Da colheita do amor que não da dor...

Quero sentir o gosto amargo da ausência

Porque só o poderei conhecer

Por te ter tido presente e viva,

Respirando existir perto de mim.

 

Mas onde estás?

Porque não vejo?

Pena que nem tudo

Se resolva no oftalmologista...

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Divagações Quase Líricas - Entala Gay - II

Entala Gay.jpg

        II

 

"ENTALA GAY"

 

Entala gay,

Depois não digas que eu não te avisei,

Ahah, aguentai

Que ser feliz é ser gay, sem ai.

 

Entala gay,

Que o confinar já passou a lei…

Ahah, entala gay,

Mas não passes tu

Por onde eu passei!

 

Concorda: Assine,

Quem não concordar que se indiscipline,

O ser dif'rente se valorizou,

Agora que o país já os aceitou…

 

Entala gay,

Entala tu que eu não entalarei

 

Ahah, agora sei,

Que de empurrão podes chegar a rei.

 

Entala gay,

Mas não passes tu

Por onde eu passei!

Ahah, entala gay,

Ou canta isto como eu cantei!

 

Concorda: Assine,

Se não concordar que se indiscipline,

O ser dif'rente se valorizou,

Agora que o país já os aceitou…

 

Entala gay,

Entala tu que eu não entalarei

 

Ahah, agora sei,

Que de empurrão podes chegar a rei.

 

 

Gil Saraiva

 

 

Notas; 1) Em vez de lido este poema deve ser cantado com a música Enola Gay dos OMD.

          2) Pelos direitos dos LGBT, pelo direito à diferença.

          3) Enola Gay – Bombardeiro B-29 americano responsável pelo lançamento da Bomba   

                  Atómica em Hiroxima (o nome de código do avião era Little Boy).

         4) Letra para a Banda de garagem “Rock Spot Alive” (anos 80).

 

 

 

Livro de Poesia - Divagações Quase Líricas - Saudação - I

Saudação.jpg

         I

 

"SAUDAÇÃO"

 

De novo a noite me “teleporta” até este espaço

Sem espaço,

Onde juntos trocamos palavras,

Que brotaram do íntimo de nossas vidas,

Para o etéreo mundo dos sonhos de poeta,

Onde nos juntamos

Na partilha virtual de nossas essências.

 

A todos desejo que a noite seja propícia...

Em alegria...

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Divagações Quase Líricas - Introdução

Capa Divagações Quase Líricas.jpg

Introdução

 

As Divagações Quase Líricas são desabafos simplistas deste ser vagabundo que me invade o ego em dias de um quotidiano sem inspirações de elevado gabarito, escritas sem quaisquer preocupações de estilo ou de forma, num ocasional pedacinho de papel que se apanha à mão, sem requintes estilísticos ou de um outro género que exija uma preocupação mais elaborada. Não há poeta que não as escreva. Porém, poucos são aqueles que guardam estes registos obscuros, que lhe mancham a reputação e lhes põem em causa o plectro, o estro e toda a sua poesia.

Contudo, este divagar despreocupado, espelha sem preconceitos a matriz mundana de quem os inscreve nos seus textos, registando estes devaneios sem se preocupar com rótulos de mediocridade ou de incompetência poética. Afinal, tratam-se somente de apontamentos de um prato que em vez de confecionado e testado acabou por se bastar a si mesmo, no momento em que foi escrito, sem querer servir outros propósitos mais ou menos eruditos.

A todos os que se derem ao trabalho de ler estas Divagações Quase Líricas pede-se que as entendam como momentos de espontaneidade simples e sem objetivos ou aspirações de índole poética.

 

Gil Saraiva

 

 

 

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