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Estro

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

Livro de Poesia - Trovador Binário - O Corsário - XV

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      XV

 

“CORSÁRIO”

 

Existem,

No imaginário de cada um de nós,

Tesouros lendários

Em forma de alma gémea que,

Desde todo o sempre

E em todos os espaços,

Hipnotizaram os ecos da nossa consciência sensitiva...

 

É a eles que busco,

Que procuro qual detetive,

Amador na forma e no projeto,

Esperançoso

Na busca permanente

E teimosa,

Por aqui e ali,

Por todo o lado,

Onde possam existir indícios teus.

Tu tens a tenacidade oculta,

Que me dá forças

E me faz afoito.

Pronto para me aventurar

Pelo desconhecido do quotidiano

E perguntar por ti

Sem medo, sem receio,

Sem me deixar demover ou enganar.

 

Jamais paro uma demanda

Que me proponha a realizar,

E hoje,

Meu amor que desconheço,

Busco por ti destemido

qual corsário...

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Trovador Binário - Continuar - XIV

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       XIV

 

” CONTINUAR”

 

Quem procura existências,

No etéreo lusco-fusco da net,

Encontra apenas passivas reticências...

De vidas incompletas,

Porque carentes de ser

E de saber para onde vão,

Como devem parar,

Como querem existir

E para quê continuar...

 

Quem procura essências

Tem de persistir,

Para poder continuar…

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Trovador Binário - Acordado - XIII

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     XIII

 

"ACORDADO"

 

A noite estava branca de luar,

Morena de estrelas,

Uma aragem corria suave

Vinda da janela...

 

Sentei-me ao computador...

Poisei o copo...

 

Liguei-me à net

E tive mais uma noite

Inesquecível...

 

Do outro lado

Tu sorrias teclas de ternura,

Asteriscos

Que os meus olhos devoravam

Como se de beijos se tratassem

A revestir-me a pele

E os sentidos...

 

Sonhei,

Mas acordado...

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Trovador Binário - O Ser da Noite - XII

O Ser da Noite.jpg

         XII

 

O SER DA NOITE”

 

Para um vagabundo dos limbos,

Um haragano, o etéreo,

Um Senhor da Bruma,

A menina, enquanto mulher,

É a fragrância que lhes tolda a mente,

Fundindo-os a todos

Num ser ímpar que vive da sombra, 

Buscando o odor feminino que,

Com a noite,

Lhe invade a razão,

Fazendo-o sonhar que o impossível

Apenas demora mais tempo.

 

Uma amálgama de sensações odoríferas

Onde a higiene, o perfume e sexo

Se transmutam num só cheiro,

Que embriaga o cérebro

E lhe desperta o corpo,

Tornando o mais pacato dos homens

Em predador feroz,

Sedento de uma presa que se anuncia

Na diáspora das sombras

E da bruma.

 

Tudo se desfoca na neblina da Lua,

Até a razão, a inteligência e o ego.

O instinto consegue fundir-se

Em harmonia com o sentimento,

O amor com o sexo,

O animal com o racional,

Gerando aquela coisa estranha

A que se chama homem,

Esse urbano selvagem

Que busca, insano,

Pela alma gémea que o entenda

Nessa demanda

Consagrada pelos poetas,

A que muitos ainda chamam de amor.

 

Enquanto mulher,

A presa torna-se armadilha,

Flor singular num jardim de espinhos,

Capaz de fazer sangrar a alma

Do mais empedernido predador.

Tornando-o escravo da demanda,

Doce vassalo e jardineiro

Que não teme os espinhos,

Os venenos, os caminhos sinuosos,

Da noite onde a bruma

Faz o papel de manto da Lua,

No jardim da essência emocional,

Rendida à paixão

A que simplesmente chama sentimento.

 

A prosa de uma resposta

Transfigura-se em poema,

O sonho ganha moldes de imperfeita realidade,

O pensamento identifica-se como emoção,

O paradoxo vira quotidiano

E a mulher significa felicidade…

 

Para o ser da noite

A luz chega com o crepúsculo,

Na janela perdida,

Na bruma efémera de um luar.

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Trovador Binário - A Saudade - XI

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       XI

 

"A SAUDADE"

 

A saudade aperta,

Na noite desperta e ávida…

Finalmente tu apareces,

Ali, no meu monitor.

 

Menina desse lado da internet,

Diz-me…

Porque penso em ti

Se não te conheço...

 

Quem és?

Onde estás?

O que fazes?

Com quem vives?

 

O que gostas de fazer

Nas noites em que a chuva

Ou a falta de agasalho na algibeira

Te prende em casa?

 

Suspiro...

Que saudades que tenho de não te conhecer...

 

Gil Saraiva

 

 

 

 

Livro de Poesia - Trovador Binário - Mais Um Sorriso - X

 

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           X

 

"MAIS UM SORRISO"

 

No silêncio sepulcral

Da minha cave

O barulho da máquina

Que se liga,

Uma vez mais

À rede,

Faz-se ouvir...

 

Um absoluto virtual

Enche a tela

Do monitor...

 

E outra vez,

De novo,

Estou na net...

.

Na solidão dos silêncios,

Embalados pela rádio

Em nostalgia,

Eu encontro

A companhia das palavras

De quem,

Como eu,

Busca um devir...

.

Mais um sorriso

E já não estou sozinho...

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Trovador Binário - Sem... - IX

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  IX

"SEM…"

 

Para ser um mito

De alguém

Eu teria de existir

Antes de ser,

De ter vivido

Antes de existir,

De ser sonhado

Antes de conhecido ser...

 

Porém,

Por tudo isso...

Não passo de simples rumor

Nas gargantas

De quem nunca me imaginou...

 

Sou um Vagabundo Dos Limbos,

Sou Haragano, O Etéreo,

Condenado a não sentir

O cheiro da rosa...

 

Sem que uma pétala

Deslize entre meus dedos,

Qual torrente de um rio

Com margem certa...

 

Sem que um espinho

Me prove que o sangue

Ainda corre em minhas veias...

 

Sem que a beleza de uma flor

Me cegue de amor,

Qual rosa do rio

Que murmura segredos de infinito

Em meus ouvidos...

 

Sou um Vagabundo Dos Limbos,

Haragano, O Etéreo,

Prisioneiro do aroma suave

De uma simples flor,

Mas longe de ganhar raízes

Nas profundezas íntimas

Desse botão aberto ainda

Sem destino...

 

Nos caminhos da flor,

Qual seiva

Que alimenta a planta,

Eu continuo

Sem rumo

Meu caminho para a extinção...

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Trovador Binário - O Fio... - VIII

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  VIII

 

"O FIO..."

 

Que o meu grito aos astros

Se oiça nos confins do firmamento...

 

E que o seu eco se espalhe

Pelo infinito mundo das mensagens...

 

Que eu seja entendido

Ao menos uma vez...

 

Minhas palavras

São lágrimas de limbos

Que para se entenderem

Têm de ser sentidas

Por quem, como eu,

Chora o deserto para que nele

Uma flor possa nascer...

 

Se eu choro lágrimas de vagabundo

É porque estou condenado

A procurar um fim prá solidão...

 

Porque a solidão

Tem saída neste labirinto...

Mas quantos encontram

O caminho certo?

 

Quantos conhecem

O homem solitário,

Este ser que existe nas memórias

De quem com ele,

Um dia,

Foi feliz...

 

Vem amor, vem,

Juntos descobriremos o fio

Que nos conduz

À luz dos sentimentos,

Ao fim da sentença eterna

De vaguearmos perdidos pelos limbos...

 

Vem amor, vem,

Que o fio da vida

Pode a qualquer hora terminar...

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Trovador Binário - O Vaso - VII

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   VII

 

"O VASO"

 

Aceita meu vaso,

Sê a minha flor,

Para que te possa regar

A cada dia

De sorrisos

E de mimos

No mais íntimo

Da nossa alienação...

 

Aceita meu vaso,

De barro feio...

Bruto na forma,

Naïf no desenho,

Para que nele

Possas ser

A minha flor...

 

Aceita meu vaso,

No decoro do silêncio

Da nossa cumplicidade...

Deixa que nele te implante

Meiga flor silvestre...

 

E que te regue...

E que te cuide...

E que se murchares,

Por falta de carinho,

Se quebre o vaso;

E seque eu,

Na essência desta alma

Que lhe deu o barro...

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Trovador Binário - Onde Estás? - VI

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         VI

 

"ONDE ESTÁS?"

 

 

Onde estás?...

Tu iluminas

Meus sonhos

Noite após noite

Como se eterna fosse

A tua luz...

 

Onde estás?...

Tu que me fazes

Sentir gente

Por entre gente

Que jamais o foi...

 

Onde estás?

Tu que saíste

Do cotidiano das imagens

Pra te instalares

Pra sempre

Em minha mente....

 

Onde estás?

Tu que és a seiva

Que me corre nas veias,

O gosto

Que me vem à boca,

O odor que me invade

O cérebro escravizado...

A flor oculta

Que floresce em meus sentidos...

 

Onde estás?

Diz-me pra que eu possa

De novo ser alguém!

 

Gil Saraiva

 

 

 

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