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Estro

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

Livro de Poesia - Eco dos Sentidos: Palavras - V

Palavras.jpg

       V

 

"PALAVRAS"

 

Pensemos

Em tudo o que nos constitui,

Em qualquer universo

De existir...

 

Aqui!

Neste mundo em que vivemos,

Enquanto seres

Que se desenvolvem

Pela comunicação das partes com o todo...

 

Na nossa realidade,

De humanos que se movem

Pelas relações entre eles

E o próprio meio...

 

Aqui,

Onde aquilo que mais depressa

Se devora, consome

Ou se assimila e que,

Por outro lado,

Mais produz, cria

Ou desenvolve é,

Com inequívoca certeza,

A Palavra.

 

Esse conjunto de letras certas,

Absolutas ou relativizadas,

E não um qualquer paleio

Ou palavreado em abstrato...

 

Não se trata

De uma simples conversa

Sem sentido

Ou mera circunstância...

Não!

 

Importa sim

O do ato criativo

Que nos ajuda a pensar e progredir...

 

Importa realmente a expressão última

Que nos torna comunicativos,

Únicos e humanos:

A Palavra.

 

Em suma

Nada é tão apelativo

Como uma boa meia dúzia

De doces palavras...

 

Ditas no momento correto,

Na altura exata, à pessoa certa!

É imenso o valor dessa

Palavra!...

 

Tudo se constrói pela linguagem!

Tudo se pensa pela soma

De palavras

Em continuo turbilhão...

Tudo se vive e vibra nas

Palavras...

 

Ficção ou realidade;

Sonho ou existir;

Ser ou Não Ser;

Meu Deus...

Palavras!

 

A tentação última dos poetas:

Sobreviver depois do Ser!

 

E renascer

Nas páginas que deixam

Para a eternidade...

 

Somatórios de letras,

Que lhes darão vida,

Após a morte:

Palavras!

 

Gil Saraiva

 

 

Livro de Poesia - Eco dos Sentidos: Oração - IV

Oração.jpg

 

      IV

 

“ORAÇÃO”

(REZAR, AMAR, MATAR...)

 

OH! Deuses do Mundo Antigo,

Ancestrais Protetores do Homem,

Escutai a Oração do Bom Destino

Fazendo de mim um vosso amigo.

Antes que forças do mal me tomem,

Antes que eu entre em desatino,

Antes que em corpo de homem

Vire menino.

 

Ó Elementais Deuses do Planeta,

A Vós eu peço proteção e amparo,

À Terra que me dê raízes,

Eu peço a força do Cometa,

A precisão robusta do disparo,

O saber, que vem de Vós, juízes.

 

Da Água, quero a força do mais forte,

Do Fogo, a ousadia e a coragem.

Ao sopro, ao vento, ao Ar,

Suplico, enfim, por ter um Norte

Nesta vida que vivo de passagem

E onde apenas quero eu rezar.

Pedir, pelo direito de poder amar.

 

A Vós Elementais Deuses deste mundo,

Eu rezo pelo justo direito que à Paz

Temos todos nós, bem lá no fundo.

Se Vós quiserdes eu serei capaz,

De cumprir sortilégios num segundo,

Protegei-me dos males que vida traz,

HIV, Gripe das Aves ou Antraz…

Não quero eu maus olhados ou inveja,

Que busco por fortuna e bem-estar,

Que a vela vermelha me proteja,

Que depois de rezar eu possa amar.

 

Ah! Deuses, que meu sangue vire a cera,

Que arde no Vosso Divino Altar,

Sete pedras de sal e me façam forte,

Que roxa vela me ajude a superar

Dores, sofrimentos e má sorte

No meu duro caminho, nesta vida,

Procurando, firme e protegido, de vencida

Poder vencer o mal, vencer a morte!

 

Pela fragrância do cravo

Venha um futuro

De propriedade, riso, excitação,

Que a citronela acidifique o muro

De qualquer queixa, dor,

Lamentação.

 

A Vós, Elementais Deus das Verdades,

Eu rogo contra o negativo não,

Que o aroma a ópio traga claridades,

Mantendo feliz e hirto, em qualquer chão,

O meu ser, orando por matar saudades,

Ao implorar, rezar, amar, nesta oração.

 

Líder de mim, a alma satisfeita,

Se entrega ao mais alto Orixá,

Enquanto meu corpo se deleita,

Com Vossa Divina ajuda de oxalá.

Para que assim seja, porque assim será!

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Eco dos Sentidos: O Farol - III

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        III

 

"O FAROL"

 

Rasgando a escuridão da noite

O farol

Dá vida às negras trevas...

 

Anónimo de coisas e pessoas

É estátua velha,

Acesa e nunca realmente vista

Nas memórias

De quem por ali passa...

 

É indiferente a todos nós...

Está lá!

Cumpre o seu destino!

Porquê louvar?

 

Rude de calor já não atrai...

Distante fogo

Onde restou a luz que,

Enquanto dura a escuridão,

Não mais se apaga...

 

"- A Ocidente nada de novo!"

Parece dizer continuamente.

 

Porém,

Quando uma noite

O farol fechar os olhos...

Deixar de brilhar na tempestade

Ninguém mais, dele, se irá esquecer...

 

Que a memória é marcada a aço

Qual tatuagem de ferro e fogo,

Quando a desgraça

Nos afunda o Ser...

 

Gil Saraiva

Livro de Poesia - Eco dos Sentidos: Transcendente - II

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               II

 

"TRANSCENDENTE"

 

Eu sou

Como a tempestade tropical,

Apareço

Vindo dos confins do universo,

Fulminante,

Devastador,

Impondo meu ritmo

A cada grão de areia,

Mas cedo me vou

De novo embora,

Seguindo sem rumo

A ilusão perpétua do futuro...

 

Não se pode querer

O que não se agarra...

 

Mas até eu sonho com dias

Que não se encontram

No quotidiano de meu existir...

 

Sonho com noites

Sem teclas de internet,

Com noites viciadas

Em toques de êxtase,

Fundido ao transcendente

Pelo amor...

 

Gil Saraiva

Livro de Poesia - Eco dos Sentidos: Acho Que Morri... - I

Acho Que Morri.jpg

                 I

 

"ACHO QUE MORRI..."

 

Para que servem meus olhos

Se não te vejo no horizonte...

 

Minhas mãos perderam-se

Pois não sinto a tua derme

Entre meus dedos...

 

E paladar pra quê?

Se o teu gosto perdi

Nos confins

De uma amazónica saudade...

 

Seria talvez melhor

Ter nascido surdo

Eu que não mais escutei

A doce melodia dessa tua voz...

 

De que me serve sentir

O odor das flores

Se já não cheiro mais

A infinita loucura

Do teu ser...

 

Acho que morri!

Mas se morri...

Como posso pensar

Ainda em ti? Obrigado…

 

Gil Saraiva

 

 

Livro de Poesia - Gota de Lágrima: Vergonha - IV

Vergonha.jpg

        IV

 

"VERGONHA"

 

No eco dos sentidos

Mais profundos

Procuro com fervor

Uma outra idade...

 

E lembro os velhos tempos

Com saudade...

E, outra vez,

Vivo-os, por segundos...

 

Mas se meus anos

Foram tão fecundos,

E já alguns eu tenho

Em minha idade,

Noventa devo ter eu

De ansiedade

Pois tenho o Ser e a Alma

Moribundos,

Perdidos entre sonhos,

Vagabundos...

 

Meu eco,

Do sofrer,

Viveu imune

Até dele alguém

Fazer denúncia...

 

Não mais poderá

Ficar impune...

E a vida irá mudar

Se houver renúncia...

 

Meu ego

Esqueceu como se sonha...

Ficou dentro de mim,

Por ter vergonha!...

 

Gil Saraiva

ESTRO: A Inspiração Poética de Quem dá Voz ao Eco dos Sentidos...

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Serve o presente post para agradecer aos mais de 500 visitantes que nestes 2 meses de existência do ESTRO aqui vieram ler os versos que escrevo. Sem leitores o poeta sobrevive, não vive. 

A todos o meu reconhecido obrigado.

Gil Saraiva

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