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Estro

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

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Livro de Poesia - Ântumos Implexos dos Airados: Cancro de Amor - III

Cancro de Amor.jpg           III

 

“CANCRO DE AMOR”

 

Cancro de amor,

Julgo ser obsessão.

Há quem lhe chame de verdadeiro amor,

Todavia, é o pior dos tumores.

Corrói por dentro e por fora

A alma infetada por tamanha maleita.

Quando se infiltra e implanta

Mina o pensamento e o existir e

Nunca, jamais, por nunca mais,

Tem cura, tratamento ou solução.

 

Em cada palavra que se escreve,

Em cada frase dita e transmitida,

Sente-se o vento,

Que sopra da distância,

Que, a pouco e pouco, assim aparta,

De quem ama, o ser doente,

Na melancólica tortura

Em que se torna o dia-a-dia,

Todos os dias.

 

O teu amor tem nome clínico

De loucura obsessivo-compulsiva,

Uma forma de existires num mundo à parte,

Longe da realidade das coisas,

Dos seres e dos sentimentos.

Tu não amas, mas pensas que sim,

Enquanto alimentas em crescendo

A pira inflamada da tua paranoia.

 

É triste que assim seja.

Eu torno-me a nuvem insegura

Que choveu,

Enquanto tu serás a terra firme

Que jamais foi saciada.

 

Gil Saraiva

 

 

 

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