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Estro

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

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Livro de Poesia - Desvarios em Sol-Posto - Zé Ninguém - VIII

Zé Ninguem.jpg

       VIII

 

"ZÉ NINGUÉM"

 

Ele é mesmo

Um Zé Ninguém,

Ninguém sabe

De onde vem,

Como pode então

Um dia

Ele ser alguém?

 

Ele não tem

Opinião,

Nem passado, nem futuro,

Tem na mão

Um presente sem seguro...

 

Zé Ninguém

És tu e eu,

Outro alguém

Que já viveu...

Zé Ninguém,

Quantos assim o mundo tem?

 

Zé Ninguém

Não topa nada,

Não entende uma charada,

Mas serás tu mesmo cego

Zé Ninguém?

 

Zé Ninguém

Existes,

És ninguém,

Persistes,

És espantoso

Zé Ninguém

Nunca desistes...

 

Ele não tem

Opinião,

Nem passado, nem futuro,

Tem na mão

Um presente sem seguro...

 

Zé Ninguém

És tu e eu,

Outro alguém

Que já viveu...

Zé Ninguém,

Quantos assim o mundo tem?

 

Ele é mesmo

Um Zé Ninguém,

Ninguém sabe

De onde vem,

Como pode então

Um dia

Ele ser alguém?

 

Como pode então

Um dia

Ele ser alguém?

 

Como pode então

Um dia

Ele ser alguém?

 

Gil Saraiva

 

Nota: 1) Letra para a Banda de garagem “Rock Spot Alive” (anos 80).

 

 

 

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