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Estro

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

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Livro de Poesia - Estrigas do Dilúculo dos Lamentos: Adeus Mãe - XI

Adeus Mãe.jpg

      XI

 

"ADEUS MÃE"

 

São as chagas de Cristo em cada palma,

Soluços que o meu peito não contém...

Flagelos mais de mil, aqui... além...

São lágrimas de fogo em noite calma!

 

São farrapos dispersos da minha alma,

Que parecem morrer com minha mãe...

Recordações, saudades, sei lá bem...

São como as roxas malhas de uma talma,

 

Quais sombras de mistério... vago fumo...

Folhas seguindo o vento, neste outono

Rolando pelo chão. Um fim de um sono

 

De quem velou por mim e me deu rumo!...

Chora-me o ser... por fim, grita-me a boca

Uns sons, que já não saem da voz rouca.

 

Gil Saraiva

 

 

 

2 comentários

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    Gil Saraiva 03.05.2021 16:03

    Claro que podes menina loira.

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