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Estro

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

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Livro de Poesia - Estrigas do Dilúculo dos Lamentos: À Laia de Introito - Balança - I

Capa Estrigas do Dilúculo dos Lamentos.jpg

À LAIA DE INTROITO

No seguimento dos meus livros de poesia mais sombrios ou mais chegados ao Reino da Bruma cujo primeiro foi “O Próximo Homem” seguido de “Sintagmas da Procela e do Libambo”, ambos em verso livre, vem agora, a fechar a trilogia das mágoas este terceiro, das Feiticeiras da Aurora das Mágoas, com o título: “Estrigas do Dilúculo dos Lamentos”. Arquivar sentimentos, principalmente dor, mágoa, lamentos e pesar, não será o mesmo, certamente, que guardar latas de conserva.

Muitos destes poemas deixaram atrás de si um nevoeiro intenso de desalento, de desanimo e, não poucas vezes, de desconhecimento na fé, na sorte e na própria vida. Só o arquivo em palavras me permite viver com estes instantes, momento e vivências arrumados no baú da minha existência.

É enquanto Senhor da Bruma, da minha bruma, que eu trato de tudo expor, muito bem organizado em poemas, por vezes textos, para que o amanhã possa existir sem que a memória do passado me venha ensombrar a alma. A este meu arquivo, por livros, blogues, narrativas ou uma qualquer forma de poesia, eu devo a sanidade de prosseguir. Foi esta a minha solução, pode não ser perfeita, mas cada um tem a sua.

Gil Saraiva

 

  • Nota: Sonetos publicados entre 1982 e 2020

Balança.jpg

     I

"BALANÇA"

A vida, que se vive sem viver,
É o peso da morte na balança,
Que pende para o lado do sofrer
No prato negro da insegurança...

A vida, que se vive sem haver
Dentro dela uma mínima esperança,
É combate onde sem se combater
Se abandona o direito de mudança...

E se, na vida, eu não poder amar,
Sujeito-me ao consolo de chorar,
Pois que a vida, sem ti, é gargalhada...

É um eco cretino em minha mente...
Uma dentada dada por serpente
Nesta minha existência envenenada!...

 

Gil Saraiva

 

 

 

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