Livro de Poesia - Os Anexins de um Vate Sólito: Pandemia, Democracia, Anarquia - XXXII
XXXII
"PANDEMIA, DEMOCRACIA, ANARQUIA"
Em qualquer cidade portuguesa
Importa, mais que tudo, o capital.
O fim sempre será comercial,
Pois dele se gera o luxo e a riqueza
De quem vive de gente sem defesa.
Tomou a pandemia Portugal…
Pode passar de presa a canibal
O nosso povo triste de pobreza?
Sofreu durante os anos do fascismo
E sofre durante a democracia,
Penou no tempo vil do comunismo,
Não se deu bem sequer com monarquia.
Nem mesmo a salvo está no socialismo,
Talvez tentar, quem sabe, a anarquia.
Gil Saraiva
