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Estro

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

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Livro de Poesia - Tetrásticos de Supercílio Trépido: Rimas do Malandro - XIV

Rimas do Malandro.jpg                    XIV

 

"RIMAS DO MALANDRO"

 

Meu amor é cor-de-rosa,

Não tem pele de lagarto,

Tem uma boca formosa,

Dá-lhe uso… não me farto.

 

Vive noutra dimensão,

Lá num mundo sensual.

Meu amor é coração,

Meu amor não é normal.

 

Beija, chama-me Tarzan,

Quem ela apanha se esvai,

Noite, tarde ou manhã,

Quem escorrega, também cai.

 

Vista grossa, nariz fino,

Tem uma peida bem feita,

Não tem peito de menino,

Mesmo sem sono se deita.

 

Usa, não sabe porquê,

Lá, por onde faz xixi,

O meu amor já se vê,

Tem orgulho no pipi.

 

Romance é casa com telha,

De alicerces bem fortes,

Diz-me que quando for velha

Há de ter tempo p’ra cortes.

 

Diz que amor é p’ra fazer,

Não serve de guarda-fatos,

Quando come é p’ra comer,

Responde pelos seus atos.

 

Gil Saraiva

 

 

 

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