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Estro

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

Livro de Poesia - Díscolas de Runim Iaiá: Gota de Água - XXVII

Gota de Água.jpg

      XXVII

 

"GOTA DE ÁGUA"

 

Amor que pela dor é mais amor.

Amor pela distância incendiado.

Amor louco, servil, escravizado!

A dor doce e ardente, qual licor

 

Me queimando os meus lábios de pudor,

Me dilatando o ventre delicado.

Amor que pela dor é meu reinado

Naquele homem, com garras de condor,

 

Que Apolo é, para mim, em meu poema!

Um homem sensual, voluptuoso...

Só ele é, a meus olhos, virtuoso,

 

Por ele nasce, em mim, a dor suprema!

Oh! Mas que importa a minha imensa mágoa,

Se é dor, que por amor, é gota de água.

 

Ariana Telles

 

 

 

Livro de Poesia - Eco dos Sentidos: Oração - IV

Oração.jpg

 

      IV

 

“ORAÇÃO”

(REZAR, AMAR, MATAR...)

 

OH! Deuses do Mundo Antigo,

Ancestrais Protetores do Homem,

Escutai a Oração do Bom Destino

Fazendo de mim um vosso amigo.

Antes que forças do mal me tomem,

Antes que eu entre em desatino,

Antes que em corpo de homem

Vire menino.

 

Ó Elementais Deuses do Planeta,

A Vós eu peço proteção e amparo,

À Terra que me dê raízes,

Eu peço a força do Cometa,

A precisão robusta do disparo,

O saber, que vem de Vós, juízes.

 

Da Água, quero a força do mais forte,

Do Fogo, a ousadia e a coragem.

Ao sopro, ao vento, ao Ar,

Suplico, enfim, por ter um Norte

Nesta vida que vivo de passagem

E onde apenas quero eu rezar.

Pedir, pelo direito de poder amar.

 

A Vós Elementais Deuses deste mundo,

Eu rezo pelo justo direito que à Paz

Temos todos nós, bem lá no fundo.

Se Vós quiserdes eu serei capaz,

De cumprir sortilégios num segundo,

Protegei-me dos males que vida traz,

HIV, Gripe das Aves ou Antraz…

Não quero eu maus olhados ou inveja,

Que busco por fortuna e bem-estar,

Que a vela vermelha me proteja,

Que depois de rezar eu possa amar.

 

Ah! Deuses, que meu sangue vire a cera,

Que arde no Vosso Divino Altar,

Sete pedras de sal e me façam forte,

Que roxa vela me ajude a superar

Dores, sofrimentos e má sorte

No meu duro caminho, nesta vida,

Procurando, firme e protegido, de vencida

Poder vencer o mal, vencer a morte!

 

Pela fragrância do cravo

Venha um futuro

De propriedade, riso, excitação,

Que a citronela acidifique o muro

De qualquer queixa, dor,

Lamentação.

 

A Vós, Elementais Deus das Verdades,

Eu rogo contra o negativo não,

Que o aroma a ópio traga claridades,

Mantendo feliz e hirto, em qualquer chão,

O meu ser, orando por matar saudades,

Ao implorar, rezar, amar, nesta oração.

 

Líder de mim, a alma satisfeita,

Se entrega ao mais alto Orixá,

Enquanto meu corpo se deleita,

Com Vossa Divina ajuda de oxalá.

Para que assim seja, porque assim será!

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia: Portaló - Parte II - Portaló - III - Paisagem e Paisagens

Paisagem.JPG

                      III

 

“PAISAGEM E PAISAGENS”

 

Do ocre das fachadas

Das acomodações e dos chalés

Imagens de cor ficam gravadas,

Se destacam os detalhes, lés-a-lés,

Das madeiras, dos alçados,

Das varandas,

Passadeiras, caminhos, cordas bambas,

Delimitando espaços e picados…

 

São os chalés, por fora, salpicados

De espreguiçadeiras inovando

Ora repouso ameno,

Ora pecados,

Que cabe a cada um ir desvendando…

 

Tudo se vira ao porto, ao mar

E a Valença,

Ponto continental no horizonte,

Que a noite, ao cair, faz revelar

Do outro lado da água, bem de fronte,

Pelas luzes, as formas e a presença

Que olhando podemos vislumbrar…

 

É neste contexto que te chamo

De sonho, de alma, de paixão,

É nesta paisagem que te amo,

Na relva, na varanda, no colchão…

Perco-me em teu olhar

E sou feliz,

Feliz por te sentir,

Por te tocar,

Por saber que amanhã

Vou acordar

Com tua fragrância em meu nariz…

 

Mas mais do que esta ilha

Deslumbrante,

Inventada para amores intensos,

Vivos,

Tu és, amor, hoje e doravante

A paisagem de meus passos

Ainda conjuntivos…

Mas em montes e vales me quero perder,

Nas tuas paisagens vou viver,

Sem precisar de outros atrativos…

São paisagens reais que amo e friso

Só porque adoro estar no paraíso…

 

Gil Saraiva

 

* Parte I I - Portaló ou o Sortilégio do Paraíso

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