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Estro

Estro do meu ego guarda o que sou: poemas. contos, pensamentos, artes plásticas, fotografias, produtos do meu sentir.

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Livro de Poesia - Divagações Quase Líricas - Fado Portugal em Três Cantos - XVI - Canto Por Fim - Do Afinal ao Querer - III (Último)

Fado Portugal Canto Por Fim.jpg

                    XVI

 

                    III

 

"FADO PORTUGAL EM TRÊS CANTOS"

 

               Canto Por Fim

 

         “Do Afinal ao Querer”

 

Se política, ai, for Fado

Neste país afinal

Desde logo é explicado

Porque tudo vai tão mal.

 

Temos do défice a dor

Por nunca mais estar pago

Somos o financiador,

Espremem-nos bago a bago!

 

O Fado é choro de um Povo,

Canta da Alma seu mal,

Seja velho, seja novo,

O Fado é Portugal!!!

 

Ladrão é quem tira o pão

A quem só migalhas tem

E diz ter toda a razão

Do alto do seu desdém…

 

Que o Fado de Portugal

É ver como esta gente

Nos of'rece no Natal

Um orçamento demente.

 

O Fado é choro de um Povo,

Canta da Alma seu mal,

Seja velho, seja novo,

O Fado é Portugal!!!

 

Um Fado destes só dura

Ai, enquanto o Povo deixa…

Perguntem à Ditadura

Se deste Povo fez gueixa…

 

Se crise é parte do Fado,

Da forma, como vivemos,

Ai, também temos traçado

Um dia ser como q'remos!

 

O Fado é choro de um Povo,

Canta da Alma seu mal,

Seja velho, seja novo,

O Fado é Portugal!!!

 

Gil Saraiva

 

Nota: Trilogia de Fados criada para o meu amigo fadista “Zé de Angola”

 

 

 

Livro de Poesia - Divagações Quase Líricas - Fado Portugal em Três Cantos - XVI - Canto Primeiro - De Amália a Camané - I

Fado Portugal Canto Primeiro.jpg

                    XVI

 

                      I

 

"FADO PORTUGAL EM TRÊS CANTOS"

 

               Canto Primeiro

 

         “De Amália a Camané”

 

Se Amália ao Fado deu

A pose, a figura, a voz,

Ao partir permaneceu

Inspiração para nós.

 

Do Fado foi diva enorme

E o Fado retribuiu,

Pois que o Fado nunca dorme,

O Fado não se extinguiu…

 

O Fado é choro de um Povo,

Canta da Alma seu mal,

Seja velho, seja novo,

O Fado é Portugal!!!

 

Carlos do Carmo, Mariza,

Mais Mísia ou Marceneiro,

Qualquer Fado nos avisa

Que vida é água em ribeiro…

 

Diamante ou madressilva,

Com dor, saudade, censura,

Sátira de Hermínia Silva,

O Fado é dor na Loucura.

 

O Fado é choro de um Povo,

Canta da Alma seu mal,

Seja velho, seja novo,

O Fado é Portugal!!!

 

Dulce Pontes, Ana Moura,

E até Fernando Farinha,

Servem de pá e vassoura

De um sofrer que se adivinha…

 

Carminho e Camané

Cantam amor, sofrimento,

Cantam como o Povo é,

Cantam todo o seu lamento.

 

O Fado é choro de um Povo,

Canta da Alma seu mal,

Seja velho, seja novo,

O Fado é Portugal!

 

Gil Saraiva

 

Nota: Trilogia de Fados criada para o meu amigo fadista “Zé de Angola”

 

 

 

Livro de Poesia - Divagações Quase Líricas - A Rua do Prior - XV

A Rua do Prior.jpg

          XV

 

"A RUA DO PRIOR"

(letras para canções do nada, à noite)

 

Estava já na Univer,

Faro era a cidade,

Pra eu ir viver,

Estudar até tarde...

 

Eu consegui entrar,

Eu consegui entrar,

No ensino superior...

Meu Deus, vou ser doutor...

Se eu conseguir sair

Se eu conseguir sair

Da Rua do Prior...

Meu Deus, vou ser doutor...

 

E na Tuna Académica

Com outros cantava,

As canções da polémica,

Que a noite ensinava...

Ia dos Arcos ao «Kream»,

Do Empório ao «Chessenta»...

Pela Rua do Crime

Com a franja na venta...

Até ao Cofre descia,

Espreitava o Porto Fino...

Mais uma vez fugia

Pró Vértice sem tino...

Pois a noite em Faro é assim

Estudar será no fim...

 

Eu consegui entrar,

Eu consegui entrar,

No ensino superior...

Meu Deus, vou ser doutor...

Se eu conseguir sair

Se eu conseguir sair

Da Rua do Prior...

Meu Deus, vou ser doutor...

 

E os anos já passaram,

Certas tascas mudaram...

A cerveja é a mesma,

«Super Bock» à maneira,

Quem não bebe dez é lesma,

Quem vai às vinte é asneira...

A cerveja é a mesma,

Os copos é que não,

Quem não bebe dez é lesma

Ou já é doutor então...

 

Eu consegui entrar,

Eu consegui entrar,

No ensino superior...

Meu Deus, vou ser doutor...

Se eu conseguir sair

Se eu conseguir sair

Da Rua do Prior...

Meu Deus, vou ser doutor...

 

Mas que importa

Se há cadeira

Em setembro p’ra fazer...

Mais um ano à maneira

Ficarei por prazer...

Os papás vão compreender...

Só se é jovem

Uma vez... compreender...

Eles vão... talvez...

 

Pois: eu consegui entrar,

Eu consegui entrar,

No ensino superior...

Meu Deus, vou ser doutor...

Se eu conseguir sair

Se eu conseguir sair

Da Rua do Prior...

Meu Deus, vou ser doutor...

 

Gil Saraiva

 

Notas: Letra para Banda de garagem “Rock Spot Alive” (anos 80). R. do Prior vulgo R. do Crime

 

 

 

Livro de Poesia - Divagações Quase Líricas - No Beque - XIV

No Beque.jpg

       XIV

 

"NO BEQUE..."

(letra para um rock ligeiro)

 

A tua imagem,

Vi na maré,

Se olhei pra ti...

Já sei quem é...

Vens de passagem,

Toma um café,

Dorme comigo...

No meu chalé...

 

Tens pele de marfim,

Toca-me furor,

E, de dentro de mim,

Em ti explode amor...

 

No beque, no beque,

Nua te vi na proa

A navegar...

No beque, no beque,

Olhei pra ti...

Vamo-nos amar...

 

Toca-me a pele,

Vem-me encontrar...

Amor subi...

Nesse teu pomar...

Põe Ravel...

Quero ficar

Dentro de ti...

Quero madrugar...

 

Tens um puro amar

No brilhar do sorrir...

Vem navegar,

Vem que eu me quero vir...

 

No beque, no beque,

Nua te vi na proa

A navegar...

No beque, no beque,

Olhei pra ti...

Vamo-nos amar...

 

Gil Saraiva

 

Nota: Letra para a Banda de garagem “Rock Spot Alive” (anos 80).

 

 

 

Livro de Poesia - Divagações Quase Líricas - O Tempo - XIII

O Tempo.jpg

    XIII

 

"O TEMPO"

 

O tempo

Quando tem tempo

Para nos dar um tempo,

Vem a tempo,

Trás bom tempo

 

Há que dar tempo

Ao tempo.

 

Que o tempo

Que não tempo,

Não serve para ninguém.

 

O impossível

Apenas demora mais tempo.

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Divagações Quase Líricas - Mensagem - XII

Mensagem.jpg

       XII

 

” MENSAGEM”

 

Mensagem que me conforte

Só da mão de um cauteleiro,

Que vende fortuna e sorte

A quem a comprar, certeiro.

 

Não culpes o mensageiro,

Que mensagem não escreveu,

Se não gostas, vê primeiro

Quem foi quem a remeteu.

 

Se vier numa garrafa

Uma mensagem assim,

Cheira a mofo e não se safa,

De já não falar de mim.

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Divagações Quase Líricas - Balada dos Montes Quentes - XI

Balada dos Montes Quentes.jpg

                     XI

 

"BALADA DOS MONTES QUENTES”

 

À noite sonhei contigo,

Sonhei um sonho de amor,

Vi em teu peito um abrigo,

Nele sequei meu fulgor...

 

Senti a pele macia,

Sob a dureza dos cumes,

Senti que todo eu ardia

Num epicentro de lumes...

 

Passei a língua molhada

Sobre essa derme aquecida,

Esqueci de tudo, de nada,

E renasci para a vida...

 

À noite sonhei contigo,

Sonhei um sonho de amor,

Vi em teu peito um abrigo,

Nele sequei meu fulgor...

 

Trinquei de leve, com jeito,

A carne fofa, encantada,

E essa trinca em teu peito

Deixou-me a calça molhada...

 

Logo envolvi os meus lábios,

A doce alvura cercando,

Beijos que, não sendo sábios,

Lá aprenderam amando...

 

À noite sonhei contigo,

Sonhei um sonho de amor,

Vi em teu peito um abrigo,

Nele sequei meu fulgor...

 

Suguei-te doido, perdido,

Mamei sem sede de leite,

De novo fui atrevido,

Senti nas calças o azeite...

 

Fervia já, todo eu,

Nessas montanhas montado,

Tocando no que era teu

E me sentindo tocado...

 

À noite sonhei contigo,

Sonhei um sonho de amor,

Vi em teu peito um abrigo,

Nele sequei meu fulgor...

 

E as minhas mãos deslizaram

Sobre os pecados mortais,

E, essa carne apertaram,

Entre os meus e os teus ais...

 

E já a roupa tiravas,

Nesse sonho que sonhei,

Logo quando te entregavas,

Por azar, eu acordei...

 

À noite sonhei contigo,

Sonhei um sonho de amor,

Vi em teu peito um abrigo,

Nele sequei meu fulgor...

 

E os seios, de almofada,

Eram só penas de pato,

Na fronha que, enfeitiçada,

Quase conseguiu um ato...

 

Simples pano de algodão,

De um palácio fez cabana,

Mente quem diz, sem razão,

Que o algodão não engana...

 

Gil Saraiva

 

Nota: Letra para a Banda de garagem “Rock Spot Alive” (anos 80).

 

 

 

Livro de Poesia - Divagações Quase Líricas - Maminha Camoniana - X

Maminha Camoniana.jpg

               X

 

"MAMINHA CAMONIANA”

 

Ai! Maminha gentil, que me fugiste

Tão cedo, neste hotel, fiquei pendente,

Sem poder levantar, novamente,

O que antes facilmente punha em riste.

 

Sei lá o que te deu e te pôs triste,

A ti e à tua gémea tão ardente,

Se eu algo fiz de errado, um acidente,

Remédio tem de ter. Porque saíste?

 

Jamais, maminha minha, vou perder-te

Sem saber o que foi, porque acabou,

Regressa, por favor, que quero ver-te,

 

A bandeira não mais se hasteou…

Não me deixes assim sem poder ter-te,

Sem ti, e a tua irmã, não sei quem sou.

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Divagações Quase Líricas - Arrepio - IX

Arrepio.jpg

      IX

 

"ARREPIO”

 

Procuro-te aqui!

Na net infinda,

Entre canais de banalidades perdidas

Por entre os nomes estáticos,

 hirtos, estacionados...

Procuro-te, apenas por teimosia...

Porquê?

 Porque algo me diz que vai valer a pena,

 Porque quero um dia sentir o arrepio

Que um qualquer nome de flor ou de cristal

Em mim provocará,

Sejas tu Rosa ou Esmeralda,

Num chamamento privado

Que começa com um sorriso

E termina na eternidade...

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Divagações Quase Líricas - Filho do Vento - VIII

Filho do Vento.jpg

         VIII

 

"FILHO DO VENTO"
(letras para baladas nossas)

 

Eu sou um filho do vento,
Filho de um deus menor,
Mas guardo no pensamento
Uma alma bem maior...

Uma alma bem maior,
Dentro de mim caladinha,
Lágrima de meu suor,
Mais pura áurea que a minha...

Se, no meu triste sentir,
Essa alma for um bónus,
Espero não ver surgir
Um dia os cornos de Cronos...

Eu sou um filho do vento,
Filho de um deus menor,
Mas guardo no pensamento
Uma alma bem maior...

Se eu sou um filho do tempo,
Se de Cronos sou nascido,
Mais seria um contratempo
De por ele eu ser traido...

E guardo no pensamento
Uma alma bem maior...
Eu sou um filho do vento...
Filho de um deus menor!

 

Gil Saraiva

 

Nota: Letra para a Banda de garagem “Rock Spot Alive” (anos 80).

 

 

 

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