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Estro

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

Livro de Poesia - Ântumos Implexos dos Airados: O Meu Vulcão - X

O Meu Vulcão.jpg            X

 

"O MEU VULCÃO”

 

Não me deixes só

No universo,

Não me tires a alegria,

O amor, a vida,

Não me faças voltar

A ser perverso,

Não me deixes tu a alma nua,

Não me abandones minha querida.

 

Não me deixes perdido, só,

Na solidão emerso,

Não deixes minha alma ressentida.

Não quero ficar só,

Abandonado neste mundo,

Não quero estar perdido

Ou ser imundo…

 

Ó vida escura, sombria, sem calor,

Estou cego, não consigo olhar.

Quero morrer. Tenho a alma fria

Gelada pela dor,

Eu não vou conseguir aguentar,

Pois não posso viver sem teu amor.

Estou cego, a vida quero abandonar,

Sem teu amor eu quero,

Eu tenho de morrer,

Assim não, por favor,

Assim eu vou fender…

 

Como um raio vou fender meu ego,

Vou estilhaçar-me pelo infinito

Vou gritar ao sonho

Que não nego

Que ela para mim é Sol,

Luz, mito.

Vou gritar que a amo

E embora cego,

Nela vejo um diamante

E não permito

Que alguém jamais te ame

Como eu te amava,

Porque senão,

Meu vulcão

Vai verter lava!

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Ântumos Implexos dos Airados: Cancro de Amor - III

Cancro de Amor.jpg           III

 

“CANCRO DE AMOR”

 

Cancro de amor,

Julgo ser obsessão.

Há quem lhe chame de verdadeiro amor,

Todavia, é o pior dos tumores.

Corrói por dentro e por fora

A alma infetada por tamanha maleita.

Quando se infiltra e implanta

Mina o pensamento e o existir e

Nunca, jamais, por nunca mais,

Tem cura, tratamento ou solução.

 

Em cada palavra que se escreve,

Em cada frase dita e transmitida,

Sente-se o vento,

Que sopra da distância,

Que, a pouco e pouco, assim aparta,

De quem ama, o ser doente,

Na melancólica tortura

Em que se torna o dia-a-dia,

Todos os dias.

 

O teu amor tem nome clínico

De loucura obsessivo-compulsiva,

Uma forma de existires num mundo à parte,

Longe da realidade das coisas,

Dos seres e dos sentimentos.

Tu não amas, mas pensas que sim,

Enquanto alimentas em crescendo

A pira inflamada da tua paranoia.

 

É triste que assim seja.

Eu torno-me a nuvem insegura

Que choveu,

Enquanto tu serás a terra firme

Que jamais foi saciada.

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Tetrásticos de Supercílio Trépido: Amor na Internet nos Anos 90 - XII

Amor na Internet nos Anos 90.jpg

                   XII

 

"AMOR NA INTERNET NOS ANOS 90"

(canção em “rock ‘n’ roll” para a banda “Rock da Garagem”)

 

Ah! Só no meu quarto entrei

Pensando: já me perdi.

Ah! O amor procurei…

Oh! O amor nunca eu vi.

 

Ah! Meu PC, eu liguei,

Feito uma marionete,

Em frente fui e busquei

Um amor na internet.

 

Fui de canal em canal,

No IRC da EFNET

Espreitei no Portugal,

Depois fui à UNDERNET.

 

Fui ao Turma e ao Patota,

E ao Poesia também,

Continuei minha rota

Ah! Procurando meu bem.

 

Do Algarve até ao Rio,

Pelo Brasil eu passei,

A todos fui sem desvio,

Cada canal procurei…

 

Foi então que um olá

Me acordou e em frenesim

Descobri no Marajá

Um coração para mim.

 

Ah! Em palavras amei

Feito uma marionete,

Ó meu Deus, eu encontrei

Um amor na internet.

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Os Anexins de um Vate Sólito: O Amor Dessa Mulher - XXXVII

O Amor Dessa Mulher.jpg                   XXXVII

 

"O AMOR DESSA MULHER"

 

Perguntam-me o que tenho e pouco digo.

Querem saber se agora algo vai mal.

Tentam subir à força o meu moral,

Procuram mesmo, até, um inimigo.

 

E chega a haver quem pense que há perigo,

De que algo aconteceu de irracional:

Talvez a pandemia em Portugal

Ou um embargo estúpido de trigo.

 

Como se qualquer coisa assim, à solta,

Justificar pudesse o meu tormento,

A que não vou chamar de sofrimento,

 

Mas sim, talvez, de angústia ou de revolta.

Pois quase posso ter o que quiser,

Menos forçar o amor dessa mulher.

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Os Anexins de um Vate Sólito: Amor no Meio do Caos - XXXV

Amor, no Meio do Caos.jpg                        XXXV

 

"AMOR, NO MEIO DO CAOS"

 

Entram em Cabul talibans, por terra,

Treme o Haiti, para a calamidade,

Relembra a pandemia um tal de Sade,

Na Turquia água e fogo são a guerra,

 

Ardem na Califórnia vale e serra,

Entra na Arménia o fogo na cidade,

Na Alemanha, inundação não escolhe idade,

Em Córdoba bebé de calor berra,

 

A lama traz à Bélgica injustiças,

Pesadelos de trevas, d’ Hiroxima.

Se arrasta globalmente esta chacina,

 

Que não dá folga à morte ou tem preguiças.

Mas se, no meio do caos, lá, penso em ti

Descubro eu, afinal, porque nasci.

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Os Anexins de um Vate Sólito: É Amor - XIII

É Amor.jpg

  XIII

 

"É AMOR"

 

Por entre abraços, beijos e caricias,

Gritos roucos, gargantas sequiosas,

Murmúrios de prazer, odores de rosas

Em dedos recobertos de perícias,

 

Num contorcer de corpos e malícias,

De ondas loucas de tensões nervosas

Nas línguas que tocando generosas

Aqui, ali, além, buscam delícias,

 

Eu penetrei cruel e orgulhoso

E ela me conquistou entre seus ais,

Com seu pedir por mais, por muito mais,

 

Com sádicas dentadas, com seu gozo.

Sexo sem sentimento tem valor,

Mas feito entre quem ama… hum, é amor!

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Díscolas de Runim Iaiá: O Meu Amor - XXXIII

O Meu Amor.jpeg

    XXXIII

 

“O MEU AMOR”

 

O desespero, que em minha alma mora,

Provém de já saber eu vou partir,

Provém do meu chorar por ir sair

P’ra longe desse amor que me devora.

 

A louca solidão em mim demora,

Fruto é de eu não mais te ir ver sorrir,

Provém, meu bem, de não poder fugir

A este amor que sinto a toda a hora.

 

Mas esta dor, que fere meu coração,

Provém de me dizeres que sou passado,

Mais uma de quem mal tu estás lembrado,

 

E mesmo assim te dou o meu perdão.

A solidão, o desespero e a dor

Jamais superarão o meu amor!

 

Ariana Telles

 

 

 

Livro de Poesia - Díscolas de Runim Iaiá: Pousada Praia do Amor - IV

Pipa Pousada Praia do Amor.jpg

                     IV

 

"POUSADA PRAIA DO AMOR"

 

Foi na Praia do Amor, com muito amor,

Que nossos corpos nus se passearam,

Que em Pipa, Brasil, a tudo ousaram,

Onde um dia enterrei a minha dor…

 

Homónima pousada sem pudor,

Testemunhou aqueles que se amaram

E triste viu partir os que a deixaram,

Afagando quem fica, com fervor…

 

Senti nessa pousada a alegria,

O teu terno carinho do aconchego

Regar-me a alma, em máximo sossego,

 

Num romance de amor, que em mim floria

Sem pressa, sem pressão, tão natural,

Que para mim Brasil foi Portugal!

 

Ariana Telles

 

 

 

Livro de Poesia - Desvarios em Sol-Posto - Ninguém ou Nada - VI

Ninguém ou Nada.jpg

           VI

 

"NINGUÉM OU NADA"

(Fado do Amor Sentido)

 

Trago guardado na memória

Uma simples negra caixa,

Um registo, a minha história,

Um passear pela Baixa...

 

Um sorriso, um olhar,

E coisas que já mudaram,

Um passado por passar,

Também trago as que ficaram...

 

Mas de tudo o que passou,

Do que eu vi, do que eu vivi,

Ninguém ou nada igualou

O que ‘inda hoj' sinto por ti...

 

Lembro os amores do passado,

Os amigos, os momentos,

Quem está vivo ou acabado,

As ruas, os monumentos...

 

Lembro as mudanças já feitas

Nas fachadas, nas cidades,

Lembro ações imperfeitas,

Revoluções, liberdades...

 

Mas de tudo o que passou,

Do que eu vi, do que eu vivi,

Ninguém ou nada igualou

O que inda hoje sinto por ti...

 

E se há quem eu nunca esqueça,

Locais agora só meus,

Também há quem não mereça

Sequer o banco dos réus...

 

Tudo e todos amo enfim,

Pois tudo foi o que sou:

Histórias, um resto de mim,

Que cresceu, que se alterou...

 

Mas de tudo o que passou,

Do que eu vi, do que eu vivi,

Ninguém ou nada igualou

O que inda hoje sinto por ti...

 

Ninguém ou nada igualou

O que inda hoje sinto por ti...

 

Gil Saraiva

 

Nota: Letra de Fado escrita para o meu amigo fadista Zé de Angola.

 

 

 

Livro de Poesia - Devaneios de Estros Imémores - Amor na Internet - VIII

Amor na Internet.jpg

           VIII

 

"AMOR NA INTERNET"

(rap do engate da net)

 

Foi Domingo à noite, depois do jantar,

Que eu vim «pará» rua, p’ra uma volta dar...

Meu passo alarguei, «prá» Baixa de Faro,

Na Disco, pensei, não vai sair caro...

 

‘Tava chateado, pois não tinha rodas,

Sem carro é tramado, andar nestas modas...

 

A Rua do Crime tava abandonada,

Os bares sem ninguém, a Disco fechada...

De olhos no chão, tão apoquentado,

Chamou minha atenção um papel queimado:

Anunciando o Cibercafé, diversão promete,

Copos e Internet, fui ao «Seu Café».

 

‘Tava chateado, pois não tinha rodas,

Sem carro é tramado, andar nestas modas...

 

Já frente ao PC mostraram-me a rede,

Olhei, já se vê, e matei a sede...

Só que eu afinal queria o prometido:

Diversão fatal - Era-me devido...

Foi-me dito a mim "- O «IRC»

É melhor assim, você escreve e lê...

E com gente fala, deste inteiro mundo,

E quando se cala, resposta: um segundo..."

 

‘Tava chateado, pois não tinha rodas,

Sem carro é tramado, andar nestas modas...

 

Num Canal entrei e lá fui falando...

Muito conversei... e o tempo passando...

Uma da manhã: Foi a gargalhada,

(Nem conto à mamã), tinha namorada...

 

‘Tava excitado, falando de modas,

Namoro encontrado, sem usar rodas...

 

Eu falei no Turma, depois no Patota,

Fui ao Portugal sem fazer batota...

Era de Lisboa, essa rapariga,

P’la foto era boa, era mais que amiga...

Minha namorada encontro marcou,

Disse entusiasmada: "- Ao Algarve vou..."

 

‘Tava excitado, falando de modas,

Namoro encontrado, sem usar rodas...

 

O tempo passou e à data marcada,

Ela lá chegou, meio envergonhada...

Nós fomos à praia, disco e hotel,

Que daqui não saia, foi melhor que mel...

 

‘Tava excitado, falando de modas,

Namoro encontrado, sem usar rodas...

 

Não vem em disquete o IRC,

‘Tá na Internet e basta um PC,

Escrever e ler, um olho piscar,

Fácil de fazer, vou sempre voltar...

 

‘Tava excitado, falando de modas,

Namoro encontrado, sem usar rodas...

 

Gil Saraiva

 

Nota: Letra para a Banda de garagem “Rock Spot Alive” (anos 80).

 

 

 

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