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Estro

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

Livro de Poesia - Os Anexins de um Vate Sólito: É Amor - XIII

É Amor.jpg

  XIII

 

"É AMOR"

 

Por entre abraços, beijos e caricias,

Gritos roucos, gargantas sequiosas,

Murmúrios de prazer, odores de rosas

Em dedos recobertos de perícias,

 

Num contorcer de corpos e malícias,

De ondas loucas de tensões nervosas

Nas línguas que tocando generosas

Aqui, ali, além, buscam delícias,

 

Eu penetrei cruel e orgulhoso

E ela me conquistou entre seus ais,

Com seu pedir por mais, por muito mais,

 

Com sádicas dentadas, com seu gozo.

Sexo sem sentimento tem valor,

Mas feito entre quem ama… hum, é amor!

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Díscolas de Runim Iaiá: O Meu Amor - XXXIII

O Meu Amor.jpeg

    XXXIII

 

“O MEU AMOR”

 

O desespero, que em minha alma mora,

Provém de já saber eu vou partir,

Provém do meu chorar por ir sair

P’ra longe desse amor que me devora.

 

A louca solidão em mim demora,

Fruto é de eu não mais te ir ver sorrir,

Provém, meu bem, de não poder fugir

A este amor que sinto a toda a hora.

 

Mas esta dor, que fere meu coração,

Provém de me dizeres que sou passado,

Mais uma de quem mal tu estás lembrado,

 

E mesmo assim te dou o meu perdão.

A solidão, o desespero e a dor

Jamais superarão o meu amor!

 

Ariana Telles

 

 

 

Livro de Poesia - Díscolas de Runim Iaiá: Pousada Praia do Amor - IV

Pipa Pousada Praia do Amor.jpg

                     IV

 

"POUSADA PRAIA DO AMOR"

 

Foi na Praia do Amor, com muito amor,

Que nossos corpos nus se passearam,

Que em Pipa, Brasil, a tudo ousaram,

Onde um dia enterrei a minha dor…

 

Homónima pousada sem pudor,

Testemunhou aqueles que se amaram

E triste viu partir os que a deixaram,

Afagando quem fica, com fervor…

 

Senti nessa pousada a alegria,

O teu terno carinho do aconchego

Regar-me a alma, em máximo sossego,

 

Num romance de amor, que em mim floria

Sem pressa, sem pressão, tão natural,

Que para mim Brasil foi Portugal!

 

Ariana Telles

 

 

 

Livro de Poesia - Desvarios em Sol-Posto - Ninguém ou Nada - VI

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           VI

 

"NINGUÉM OU NADA"

(Fado do Amor Sentido)

 

Trago guardado na memória

Uma simples negra caixa,

Um registo, a minha história,

Um passear pela Baixa...

 

Um sorriso, um olhar,

E coisas que já mudaram,

Um passado por passar,

Também trago as que ficaram...

 

Mas de tudo o que passou,

Do que eu vi, do que eu vivi,

Ninguém ou nada igualou

O que ‘inda hoj' sinto por ti...

 

Lembro os amores do passado,

Os amigos, os momentos,

Quem está vivo ou acabado,

As ruas, os monumentos...

 

Lembro as mudanças já feitas

Nas fachadas, nas cidades,

Lembro ações imperfeitas,

Revoluções, liberdades...

 

Mas de tudo o que passou,

Do que eu vi, do que eu vivi,

Ninguém ou nada igualou

O que inda hoje sinto por ti...

 

E se há quem eu nunca esqueça,

Locais agora só meus,

Também há quem não mereça

Sequer o banco dos réus...

 

Tudo e todos amo enfim,

Pois tudo foi o que sou:

Histórias, um resto de mim,

Que cresceu, que se alterou...

 

Mas de tudo o que passou,

Do que eu vi, do que eu vivi,

Ninguém ou nada igualou

O que inda hoje sinto por ti...

 

Ninguém ou nada igualou

O que inda hoje sinto por ti...

 

Gil Saraiva

 

Nota: Letra de Fado escrita para o meu amigo fadista Zé de Angola.

 

 

 

Livro de Poesia - Devaneios de Estros Imémores - Amor na Internet - VIII

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           VIII

 

"AMOR NA INTERNET"

(rap do engate da net)

 

Foi Domingo à noite, depois do jantar,

Que eu vim «pará» rua, p’ra uma volta dar...

Meu passo alarguei, «prá» Baixa de Faro,

Na Disco, pensei, não vai sair caro...

 

‘Tava chateado, pois não tinha rodas,

Sem carro é tramado, andar nestas modas...

 

A Rua do Crime tava abandonada,

Os bares sem ninguém, a Disco fechada...

De olhos no chão, tão apoquentado,

Chamou minha atenção um papel queimado:

Anunciando o Cibercafé, diversão promete,

Copos e Internet, fui ao «Seu Café».

 

‘Tava chateado, pois não tinha rodas,

Sem carro é tramado, andar nestas modas...

 

Já frente ao PC mostraram-me a rede,

Olhei, já se vê, e matei a sede...

Só que eu afinal queria o prometido:

Diversão fatal - Era-me devido...

Foi-me dito a mim "- O «IRC»

É melhor assim, você escreve e lê...

E com gente fala, deste inteiro mundo,

E quando se cala, resposta: um segundo..."

 

‘Tava chateado, pois não tinha rodas,

Sem carro é tramado, andar nestas modas...

 

Num Canal entrei e lá fui falando...

Muito conversei... e o tempo passando...

Uma da manhã: Foi a gargalhada,

(Nem conto à mamã), tinha namorada...

 

‘Tava excitado, falando de modas,

Namoro encontrado, sem usar rodas...

 

Eu falei no Turma, depois no Patota,

Fui ao Portugal sem fazer batota...

Era de Lisboa, essa rapariga,

P’la foto era boa, era mais que amiga...

Minha namorada encontro marcou,

Disse entusiasmada: "- Ao Algarve vou..."

 

‘Tava excitado, falando de modas,

Namoro encontrado, sem usar rodas...

 

O tempo passou e à data marcada,

Ela lá chegou, meio envergonhada...

Nós fomos à praia, disco e hotel,

Que daqui não saia, foi melhor que mel...

 

‘Tava excitado, falando de modas,

Namoro encontrado, sem usar rodas...

 

Não vem em disquete o IRC,

‘Tá na Internet e basta um PC,

Escrever e ler, um olho piscar,

Fácil de fazer, vou sempre voltar...

 

‘Tava excitado, falando de modas,

Namoro encontrado, sem usar rodas...

 

Gil Saraiva

 

Nota: Letra para a Banda de garagem “Rock Spot Alive” (anos 80).

 

 

 

Livro de Poesia - Estrigas do Dilúculo dos Lamentos: Vós - XX

Vós.jpg

 XX

 

"VÓS"

 

Vós ó mulher, amiga ou namorada;

Vós ó vida, na qual existe alguém;

Vós ó beleza, em vós simbolizada;

Vós ó terna menina, meiga mãe;

 

Vós que sois nada mais que um simples nada;

Vós procurais o quê? Procurais quem,

Por entre a multidão, de madrugada?

Que desejais de mim, ó seres do além?

 

Vós sois carnes sedentas de desejo...

Vós sois cardos, nos homens, entrançados...

Vós ó arte pintada em azulejo,

 

Vós ó fonte da vida, dos pecados,

Que mais quereis de mim, neste momento,

Se a vós eu entreguei já meu talento?...

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Sintra-me: Doce Amor - XXIV

Doce Amor.jpg                                                                                                                                                                                                                                       Ribeira de Colares

      XLV

 

"DOCE AMOR"

 

Na lareira arde, em chamas, o azinho;

Na Serra, a bruma esconde a própria Lua;

Na Praia das Maçãs, a onda sua

Uns salpicos de Mar, que não de vinho...

 

Na ribeira, em Colares, mais um patinho

Mergulha atrás da uva e, já na rua,

Passa uma turista seminua

Que, por azar, não deu com o caminho...

 

Inveja a Várzea as árvores do serrado,

Enquanto alguns saloios a cultivam,

Para que os frutos cheguem ao mercado...

 

Nesta terra, onde Amor e História privam,

Artesanato e vinho, de mãos dadas,

Fazem do Amor as formas das queijadas!

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Sortilégio Tropical: É Apenas Amor - XI

(entre cá e lá...)

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           XI

 

"É APENAS AMOR"

 

É apenas amor, mas se isso é tudo

Como posso viver tão longe agora?

Como sorrir à dor que me devora

Se o espelho cada vez é mais sisudo?

 

Como posso viver se esta demora

Me afasta de teu ventre de veludo?

É apenas amor o grito mudo

Que dentro do meu peito, em fogo, chora!...

 

É apenas amor, por ti, amor...

Meu olhar turvo, a voz meio abafada,

A mão dormente, o corpo sem calor,

 

O vazio da mente enevoada...

Tem apenas amor meu Universo

E já nem forças tenho p'ra outro verso!...

 

Gil Saraiva

 

 

Livro de Poesia - Falcão Peregrino: Eu Espero - VI

Eu Espero.jpg

VI

 

"EU ESPERO"

 

Penso sozinho, eu sei,

Na solidão...

E o silêncio, nas sombras,

Não me ajuda...

Apenas faz crescer

Minha paixão...

Apenas me corrói

E me tortura

Em processos de mágoas

E loucura!...

 

E como se agrava a minha dor...

Em mil momentos de pavor...

Pois quanto mais eu penso,

Mais eu sei,

O quanto me doi

E me magoa,

Ter na solidão a voz amiga

Ou um riso cínico de intriga!...

 

Onde estará o meu amor?

Será que me deseja

Ou que me insulta?

E pensará em mim

A flor oculta?

Porque será que amar

Também é dor...?

 

Talvez se sinta só,

Para além das estrelas,

Através de imaginária ponte...

Através da linha do horizonte

Vem com as ondas do mar,

Vem para amar...

 

Espuma de raiva incontida

De querer e me não ter,

Mas de ser vida...

Mas de ser, ser...

 

Ela sabe, ao certo,

Que a desejo...

Me conhece bem

Em cada beijo...

Ai! Como posso eu

Viver sem ela...?

 

Eu quero o meu amor aqui,

Comigo...

Brilhando com o brilho

De uma estrela!...

 

Sinto algures alguém...

Sinto um respirar na escuridão...

E sinto mesmo

Sem sentir ninguém

Porque oiço bater um coração,

No silêncio dos limbos

Que não vejo,

No escuro vagabundo

Onde desejo,

Qual Haragano,

Um etéreo ser,

Sem forma definida...

 

Eu a verei até,

Talvez, quem sabe,

Um outro Inverno...

 

E esperarei de pé,

Mesmo que a força acabe,

Na calote cristálica, glaciar,

No frio gelado de tão externo...

 

Se tiver de aguardar...

Aguardarei...

Aguardarei por meu amor eterno!...

 

Como um raio de Sol ela será...

Tão radiante

O gelo fundirá

E nada esconderá o seu semblante!

 

Viajar pela noite viajarei...

Guiando-me pela luz sem ter sinais...

A luz do seu amor, do meu amor,

A luz dos nossos ideais!...

 

E agora, por fim, nada mais digo...

Sei... sou... desejo... quero...

Eu sei, meu amor, o que consigo,

E grito:

"-Acredita amor... amor... eu espero!..."

 

Gil Saraiva

 

 

Livro de Poesia: Serra da Lua: A Mensagem da Terra - II

A mensagem da Terra.jpg

                II

 

" A MENSAGEM DA TERRA"

 

Olá amor...

Digo eu,

Sorrindo,

Como sempre,

Séculos de felicidade,

Qual geólogo ou geofísico

Que encontra a plena realização,

De toda uma vida,

Ao julgar explicar a formação

Das cadeias de montanhas

Ou do genuíno batólito que fez nascer,

Um dia,

Num remoto passado,

A Serra da Lua...

 

Olá amor...

Sabes,

Minha querida,

Tu que és como a teoria

Que parece ser definitiva,

Firme,

Estática,

Mas que evolui

Pelos resultados das novas observações

De um verdadeiro existir que,

Como tu,

Entre tese e antítese,

Constrói a essência

Que te torna única...

Que te faz bela...

Que te concebe assim:

Perfeita,

Singela,

Singular…

 

Olá amor...

Tu és o fenómeno

Onde eu recomeço

A cada dia,

Desde o mais primitivo início,

A minha apaixonada investigação,

Observando diretamente,

A nu,

O conhecimento de ti...

Porque existo por e para ti,

Para te ver sorrir

Porque te sentes amada,

Viva e confiante…

Tu és o onde

Aonde eu procuro a confirmação

Do transcendente amor

Que me invade as veias

E me explode

O coração...

 

Olá amor...

Tu és a mensagem da Terra,

A voz da Serra da Lua,

O ser que me faz Sintra...

Tu és o grito celta do druida

Na Lua Cheia,

No fim de um rito único e sagrado…

Tu és o sortilégio do mago

Na bruma,

Da qual eu sou Senhor…

O elemento que transforma

A pedra em rocha,

O batólito em História,

A História em mito,

O mito em lenda,

A lenda em tradição,

A tradição em romance

E o romance

Em amor...

 

Olá amor...

Tu és a mensagem da Terra

O estrato mais subtil,

Mais puro

Porque, apenas em ti,

A pedra vira amor

E o sedimento:

Pilar!

 

Olá amor...

Tu és a árvore

Que veio de fora

E que fez verde a Serra toda...

A raiz que se expandiu

Transmitindo a palavra

Que se fez fértil,

Que se fez vida,

Que te fez tu,

Que em mim gerou felicidade!...

 

Olá amor...

Tu és a onda que chega

Num perpétuo renovar das areias,

Sombrias de minério,

Da Praia Grande,

De onde espalhas a tua mensagem,

Tão permanente

Como as pegadas que os

Dinossauros deixaram,

Para sempre,

Eternizadas nas rochas,

Agora verticais...

Tu és o milagre

Que me fez homem,

Que me fez servo,

Que me fez dono,

De ti e tu de mim,

Numa simbiose irrepetível

Porque verdadeira,

Sentida e universal…

 

Olá amor...

Tu transmites,

Pelo brilho

Da espuma e do granito,

Pela bruma,

Névoa ou neblina.

Pela magia ritual

De uma saudade,

Que amar é existir

Em fusão e harmonia...

Pois que esta é,

Na forma cristalina,

A Mensagem da Terra!

 

Olá amor…

E obrigado!

 

Gil Saraiva

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