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Estro

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

Livro de Poesia - Divagações Quase Líricas - No Beque - XIV

No Beque.jpg

       XIV

 

"NO BEQUE..."

(letra para um rock ligeiro)

 

A tua imagem,

Vi na maré,

Se olhei pra ti...

Já sei quem é...

Vens de passagem,

Toma um café,

Dorme comigo...

No meu chalé...

 

Tens pele de marfim,

Toca-me furor,

E, de dentro de mim,

Em ti explode amor...

 

No beque, no beque,

Nua te vi na proa

A navegar...

No beque, no beque,

Olhei pra ti...

Vamo-nos amar...

 

Toca-me a pele,

Vem-me encontrar...

Amor subi...

Nesse teu pomar...

Põe Ravel...

Quero ficar

Dentro de ti...

Quero madrugar...

 

Tens um puro amar

No brilhar do sorrir...

Vem navegar,

Vem que eu me quero vir...

 

No beque, no beque,

Nua te vi na proa

A navegar...

No beque, no beque,

Olhei pra ti...

Vamo-nos amar...

 

Gil Saraiva

 

Nota: Letra para a Banda de garagem “Rock Spot Alive” (anos 80).

 

 

 

Livro de Poesia: Portaló - Parte II - Portaló - I - Rústica Entrada

Rústica Entrada.jpg

                 

 

“RÚSTICA ENTRADA”

 

Quem chega

O porto atravessa

E o portal;

Se de barco chegou

É natural

Que no verde pasmem os olhos,

Sem pressa,

Porque a paisagem

É de ritual,

De verdes, aos molhos

Das árvores caindo

De todos os tons,

O chão colorindo,

Bichos, gente, sons…

 

A dois passos somente

O Portaló,

Ali, alegremente,

Como um sol-e-dó,

Parece,

Pela rústica entrada,

Convidar quem passa,

A prolongar a estada,

Com seu ar de graça…

 

Ali entrámos dois, um tu e eu,

Dali saímos um,

Que em nós cresceu

De amor como nenhum

Outro, jamais assim, se conheceu.

 

Vivemos plenitude,

Amor, alegria, fusão

Com atitude,

De quem, do nós, fez pão

Com devoção,

Amassando a farinha

Do amor

Que de nós vinha,

Com garra, com paixão

E com fervor.

 

Rustica entrada aquela do hotel,

Onde rústicos refinámos a vida,

Sem sabermos que mais tarde,

À despedida,

Seria pura e doce como o mel

Das abelhas aplicadas,

O amor que ali crescera

De forma desmedida

Nas nossas almas

Para sempre entrelaçadas…

 

Rústica entrada…

Perfeita estada…

 

Gil Saraiva

 

* Parte I I - Portaló ou o Sortilégio do Paraíso

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