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Estro

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

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Livro de Poesia - Os Anexins de um Vate Sólito: Pandemia, Democracia, Anarquia - XXXII

Pandemia, Democracia, Anarquia.jpg                                XXXII

 

"PANDEMIA, DEMOCRACIA, ANARQUIA"

 

Em qualquer cidade portuguesa

Importa, mais que tudo, o capital.

O fim sempre será comercial,

Pois dele se gera o luxo e a riqueza

 

De quem vive de gente sem defesa.

Tomou a pandemia Portugal…

Pode passar de presa a canibal

O nosso povo triste de pobreza?

 

Sofreu durante os anos do fascismo

E sofre durante a democracia,

Penou no tempo vil do comunismo,

 

Não se deu bem sequer com monarquia.

Nem mesmo a salvo está no socialismo,

Talvez tentar, quem sabe, a anarquia.

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Sortilégio Tropical: Lisboa. - XXXV

(entre cá e lá...)

Lisboa.jpg

 XXXV

 

"LISBOA"

 

Nesta cidade gente se amontoa...

Entre autocarros... carros... me baralho...

Eterna confusão... progresso falho...

Feito para gastar cada pessoa...

 

E num ritmo feroz... onde ressoa

Aquilo a que ainda chamam de trabalho:

Descanso à sombra fresca de um carvalho

Num dos muitos jardins que tem Lisboa!

 

Não quero essa vivência envenenada,

Que esta cidade vibra, goza a vida,

Na floresta de asfalto arquitetada,

 

Lisboa, para tudo, tem saída.

Com o Tejo a compor a aguarela

Cortejo a capital porque ela é bela!...

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia: O Próximo Homem II - O Próximo Homem

Homem.jpg

"O PRÓXIMO HOMEM"

 

Há sempre um Próximo Homem

Para onde quer que seja...

 

Do: soldado ao comandante,

Marinheiro ao almirante,

Varredor ao vereador,

Segurança ao diretor,

 

Há sempre...

Desde o sacristão ao Papa,

Do lixeiro ao presidente,

Em qualquer ponto

De um mapa,

Do ausente ao residente,

 

Há sempre...

Um Próximo Homem

Para onde quer que seja:

 

Porque o mundo continua

E nada pode parar,

Desde o tráfego da rua,

Às rotas do céu e mar...

Tudo tem alternativa,

Pra tudo ter solução,

Pois em qualquer narrativa,

Desde a Bíblia ao Corão,

 

Há sempre um Próximo Homem

Para onde quer que seja...

 

Mas nestas democracias,

Deste Mundo Ocidental,

Por entre burocracias

E fundos do capital,

Pesa o voto de quem vota,

Não sem a legal batota

Da promessa original

 

Porque:

Há sempre, um Próximo Homem

Para onde quer que seja...

 

Seja homem ou mulher

Será o que convier...

Mas sempre haverá um próximo,

Um alguém, um outro ser,

Que virá depois do outro e do outro que vier...

 

Se eu for o Próximo Homem

De um outro que hoje saiu,

Haverá um outro então,

Que ainda não se previu,

Que depois de mim virá

E não sei o que fará, porque:

 

Há sempre... um Próximo Homem

Para onde quer que seja...

 

E havendo... que viva o Próximo Homem ...

Porque o outro já não está...

O dilema surgirá só quando

O Próximo Homem

Não tiver um outro alguém

Para o Próximo ser também...

 

Gil Saraiva

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