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Estro

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

Livro de Poesia - O Donaire do Proterótipo Ordinário: Balada da Cara Metade - XII

Balada da Cara Metade.jpg                           XII

 

"BALADA DA CARA METADE”

(Cantar com a música da “Canção do cigano” de Alberto Ribeiro)

 

Ninguém me falou de ti,

Procurei-te com fervor,

Cara metade eu vivi

Na busca do teu amor.

 

Lá chegou aquele dia

Em que, por fim, te encontrei.

Tu não sabes da alegria,

Nem de tudo o que eu passei.

 

Onde estavas minha amada?

Que tanto tempo levei

A bater na porta errada

Ah! Até que, um dia, entrei.

 

Nunca te vi à janela.

Jamais me cruzei contigo.

Foste oculta Cinderela

Escondida num abrigo.

 

Foi um dia, por acaso,

Aquele em que eu te encontrei,

Disseste: “- Nunca me caso!”

Mas contigo eu me casei.

 

Eras tu minha outra face,

Ficou meu rosto feliz.

Tinhas o porte e a classe,

Tinhas o que eu sempre quis.

 

Ó mulher, mulher paixão,

Tu és a minha verdade.

És face desta união,

És minha cara metade!

 

Gil Saraiva

 

Nota: Letra para a Banda de bairro “Ecos da Cidade” (últimos 20 anos).

 

 

 

Livro de Poesia - Desvarios em Sol-Posto - Cara de Pau - IV

Cara de Pau.jpg

         IV

 

"CARA DE PAU"

 

Um pau

Muito habilidoso

Se levanta com jeitinho,

E ataca poderoso,

Com força...

Devagarinho...

Ajudado pela mão,

Se roçando pela mata,

Sem sentir a confusão

Do atrito que o maltrata...

 

Um pau

Muito habilidoso

Que sabe ser carinhoso;

Forte e firme,

Quando engata...

 

E o pequeno buraco

Ao saber

Que se avizinha

A mestria desse taco:

Ou já sabe

Ou adivinha

O que o espera em seguida,

Ao que tem

Que dar guarida...

 

E, num ato corajoso,

Se entrega

A total repouso...

 

O momento

É derradeiro:

Vai esse pau,

Finalmente,

Atacar firme, certeiro,

Com precisão evidente...

 

Que grande cara de pau,

Esse pau que tudo arrisca,

Sem fazer

Cara de mau,

Guloso do que petisca…

 

E o buraco,

Entre a relva,

Fica à espera,

Sem ruído,

De ouvir, rasgando a selva,

Esse pau evoluído...

 

Rolando devagar,

Já sem pressas de chegar,

Aí vem

Sem dizer nada,

A bola por ele tacada,

Que por fim

Se faz entrar...

 

Ah!

Jogada tão perfeita,

Nunca no golfe

Foi feita!

Vamos todos aclamar!

 

Gil Saraiva

 

 

 

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