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Estro

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

Livro de Poesia - Ântumos Implexos dos Airados: A Complexidade do Dois em Um - VII - Dilemas do Um a Um - 3

Silemas do Um a Um.jpg                  3

 

“DILEMAS DO UM A UM”

 

Um a um

Se quebram votos de união

E viram as costas vidas destinadas

A se entenderem,

Entre fervor e paixão,

Pelo tempo que dura a eternidade.

 

De brilhantes os diamantes ficam foscos,

Tornam-se joias falsificadas.

Tudo o que é simples,

Evidente e sentido

Ganha foros de complexidade

E a vida passa a valer

Muito pouco

Entre as almas desgastadas.

 

Um a um

O nunca vira mais

E é preocupante ser demais…

Não quero esse nunca mais,

Nunca mais poder dizer:

Um pouco mais nunca é demais,

Porque não pode um jamais

Negar que eu quero sentir

Minha carne e meu desejo

Entre teus ais.

 

Um a um,

Sinto o doer de um nunca mais…

Nunca mais poder fazer

Brilhar o teu olhar,

Nunca mais ver

Esse sorrir que me ilumina

Em teu sorriso,

Apenas porque nunca mais,

Mas nunca mais?

 

Como aceitar de ti,

Sem me sentir quem nunca fui,

Esse imperfeito nunca mais?

 

Um a um

Os dois voltam a dois

E deixam de ser um,

Já sem raiz

E eu choro perdido de ser,

De existir e de viver feliz!

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Ântumos Implexos dos Airados: A Complexidade do Dois em Um - VII - Um a Um - 1

casal-na-neve_1328-817.jpg                                      VII

 

“A COMPLEXIDADE DO DOIS EM UM”

 

Um a um.jpg        1

 

" UM A UM"

 

Um a um

Passam os anos,

Formando nossas vidas.

Mesmo que nunca se sinta o amor,

Ele sempre existe

No eco profundo

Das inspirações recalcadas,

Lá, onde a saudade

É nossa irmã

E aonde a dor,

Velha madrasta

Sempre pronta

A agitar-nos o stress,

Procura uma oportunidade

Para emergir uma vez mais.

 

Por isso, a poesia

Reveste-nos o sangue,

Resguardando os seres

Das margens da mágoa,

Da loucura,

Da raiva

E da frustração.

 

Um a um,

Os sentimentos deixam marcas,

Que não vemos a olho nu.

Vidas em comum,

Onde o invulgar é,

Paradoxalmente,

A harmonia ser

O denominador comum

E natural.

 

Gil Saraiva

 

 

 

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