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Estro

Estro do meu ego guarda o que sou: poemas. contos, pensamentos, artes plásticas, fotografias, produtos do meu sentir.

Estro do meu ego guarda o que sou: poemas. contos, pensamentos, artes plásticas, fotografias, produtos do meu sentir.

Livro de Poesia - Díscolas de Runim Iaiá: Venham - XLIV

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  XLIV

 

"VENHAM"

 

Devagar... quando passo com meu passo,

Serpenteando as formas ao passar,

Sinto sempre o constante cobiçar

Daqueles que desejam um pedaço

.

Da minha coxa... ventre... do regaço...

Do meu corpo que passa a baloiçar!...

Sonham comigo à noite, ao copular,

Aqueles por quem passo... a quem trespasso!...

.

Imploram o meu corpo... prós servir...

Chamam-me nomes... p’lo babar da boca,

P’las gargantas viris (e a voz é rouca)!...

.

Que venham todos... juntos... me sentir...

O que me importa, a mim, o que há de vir

Se já morreu o quem... que me pôs louca!...

 

Ariana Telles

 

 

 

Livro de Poesia - Díscolas de Runim Iaiá: A Nova Atena - XLIII

A Nova Atena.jpg

       XLIII

 

"A NOVA ATENA"

 

Homens!... Ouvi a minha prece louca,

Este grito de alerta que vos mando.

Vós, que pensais que tendes o comando,

Escutai o que diz a minha boca.

 

E não vos fala uma cabeça oca

Como já é normal pensardes quando

Vos dirigis a nós. Ficai escutando

Em vez de me berrardes, em voz rouca,

 

Ordens já sem sentido de tão gastas.

Sou eu a pioneira da revolta;

A voz do Tempo nas palavras castas,

 

No uivo irado que a garganta solta!

Eu sou a nova Atena ou Lucifer

Lutando pró triunfo da mulher!

 

Ariana Telles

 

 

 

Livro de Poesia - Díscolas de Runim Iaiá: Além da Morte - XLII

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       XLII

 

"ALÉM DA MORTE"

 

Eu amo-te, Ah!... Como eu te amo vida,

Luz, alma gémea, em mim redescoberta,

Tu és o rosto azul, na sala aberta,

Ao Sol que da janela, de fugida,

 

Te torna mundo, terra agradecida,

Por seres nascente, fonte, na deserta

Planície de mim, por ti desperta,

Qual Primavera solta, ao ar florida!...

 

Eu te amo, meu amor, flor encantada,

Perfume que o meu ser à força quer,

Deus, que por Deus, de mim, fará mulher,

 

Para tornar minha alma apaixonada!

Tu és o meu cometa, a minha sorte,

E neste verso, és meu... além da Morte!

 

Ariana Telles

 

 

 

Livro de Poesia - Díscolas de Runim Iaiá: Chegou o Sol - XLI

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       XLI

 

"CHEGOU O SOL"

 

Chegou bem quente o Sol pela manhã...

E chora a estrada lágrimas de asfalto,

Secam os charcos, quebra-se o basalto

E pelas arcas ganha mofo a lã...

 

Foi assim ontem, hoje... e amanhã

Promete o Sol subir inda mais alto,

Que o astro este país tomou de assalto,

Tornando a defensiva inútil, vã...

 

Chegou bem quente o Sol, chegou o V'rão,

Molda-se o vidro preso na janela,

Enchem as praias, chega a confusão...

 

Falou-me, à alma o Sol, sorriu-me a estrela,

Mas confundiu-se, mesmo estando perto,

Pensou que este meu ser era o Deserto!

 

Ariana Telles

 

 

 

Livro de Poesia - Díscolas de Runim Iaiá: Desabrochar - XL

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         XL

 

"DESABROCHAR"

 

Ter no sentir o brilho do poente,

Ter o olhar profundo, inconformado,

Que mais parece ser o resultado

Do espelho que da alma é transparente...

 

Ter no sorriso a luz de um branco quente,

Num cativar exclusivo, arrebatado,

Que tem de simpatia e de pecado

Tanto como de vida e de inocente...

 

E ser sereia e mar na Internet

Ou flor crescendo em bruto na colina...

Ter tudo, enfim, e ser adrenalina

 

De quem num só olhar se compromete...

Ser simples como um cravo ou margarida,

Desabrochar na mão que me der vida...

 

Ariana Telles

 

 

 

Livro de Poesia - Díscolas de Runim Iaiá: Oiço... - XXXIX

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XXXIX

 

"OIÇO…"

 

Oiço dizer que a morte é coisa horrível,

Do pior que nos pode acontecer...

Oiço também que a sida é inflexível,

Que quem a tem já sabe o que é morrer...

 

Oiço falar da guerra, irredutível,

Que jovens aos milhares faz perecer...

Oiço ainda que a fome, indiscritível,

É capaz de matar quem quer viver...

 

Oiço e volto a ouvir, já nem tem conta,

E não entendo a fundo a gravidade,

O que talvez até seja uma afronta.

 

Mas como poderei eu ter piedade

Se, para mim, é bem maior a dor

Que oiço pra aí dizer, chamar de amor?

 

Ariana Telles

 

 

 

Livro de Poesia - Díscolas de Runim Iaiá: Segredos - XXXVIII

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 XXXVIII

 

"SEGREDOS"

 

Meus dedos resvalando aí, por ti,

Não são como serpentes, repelentes.

Ávidos de desejos meigos, quentes,

Sedentos são do que eu já possuí.

 

São meus lábios beijando aqui, ali,

Como vampiros negros, envolventes,

Envolvidos em ti, absorventes,

Só p’ra te retirar o que eu extraí.

 

Te devoro, mesmo não tendo fome,

A boca em promontório atinge o cume,

Me derreto por ti, em lento lume,

 

E o teu olhar, em mim, já me consome.

Minha boca, meus lábios e meus dedos

Adoram devorar os teus segredos.

 

Ariana Telles

 

 

 

Livro de Poesia - Díscolas de Runim Iaiá: Perdi de Vista - XXXVII

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     XXXVII

 

"PERDI DE VISTA"

 

Vivi eu tanto tempo em companhia

Desse teu amor meigo, majestoso,

Desse teu lindo ser, tão poderoso.

Juntos, feitos canção ou melodia.

 

Vivi eu tanto tempo em harmonia,

A teu lado feliz, um ser vaidoso,

Sem saber como era doloroso

O amor perder, enquanto me perdia.

 

Perdi de vista o teu olhar celeste,

Que em minha atmosfera repousava,

Na terra onde eu antes habitava.

 

Perdi de vista tudo que me deste.

Não me verás chorar. Eu juro aos céus.

Porque partiste sem dizer adeus?

 

Ariana Telles

 

 

 

Livro de Poesia - Díscolas de Runim Iaiá: Os Parabéns - XXXVI

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    XXXVI

 

“OS PARABÉNS”

 

Faz anos que nasceu o meu amor.

As aves cantaram nesse dia

E logo o céu expandiu sua alegria

Mostrando a sua força, o seu esplendor,

 

Quando o rosto sentiu, consolador,

 Refletindo-se leve, em harmonia,

Nessa força feliz, que ali sorria

Sem mágoas, sem saudades e sem dor.

 

E para quem, então, o escutava

Fez anos, registou o calendário

Teve, sem fantasia, aniversário

 

Que nasceu quem a mim se destinava.

Pena que flor não seja em seu jardim…

Sozinha, os parabéns canto ‘inda assim.

 

Ariana Telles

 

 

 

Livro de Poesia - Díscolas de Runim Iaiá: Matar a Sede II - XXXV

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        XXXV

 

"MATAR A SEDE II"

 

Pouco depois da minha meninice,

Nesse dia, no qual te conheci,

Eu renasci, amor, e só por ti

Tenho a certeza. Sim! Não foi tolice,

 

Foi antes um ataque de meiguice,

Que me chegou ao ventre e que sem ti

Me faz achar que nada eu vivi

Como se em toda a vida eu só dormisse.

 

E preciso não foi que houvesse sexo

Para me sentir bela, doce, leve,

Qual gota de água, derretida neve,

 

Que brilha, à luz do Sol, num só reflexo.

Sinto-me presa, qual osga em parede,

Vá! Vem, em mim, amor, matar a sede!

 

Ariana Telles

 

 

 

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