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Estro do meu ego guarda o que sou: poemas. contos, pensamentos, artes plásticas, fotografias, produtos do meu sentir.

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Livro de Poesia - Crença em um Fanal na Chona Lôbrega: Introdução

Capa Crença de um Fanal na Chona Lôbrega.jpg

Introdução

 

No seguimento dos afinismos que ligam quem escreve a quem o poderá vir a ler, é fácil de entender a “Crença em um Fanal na Chona Lôbrega” mesmo que o título fuja aos vocábulos mais correntes, nele se acaba por descobrir a “Esperança em um Farol na Noite Tétrica” ou, como diz o povo, “A Luz ao Fundo do Túnel”. Por mais lúgubre e sinistra que nos pareça a vida, enquanto ela se ancorar numa esperança firme e num acreditar que depois da tempestade tem sempre de chegar um tempo de bonança, não há como não lutar e assim sobreviver.

Todavia, longe dos berços dourados das histórias de encantar, existe um mundo em que nem tudo é justo, correto, educado ou sensível. Na realidade do quotidiano a vida é uma mistura heterogénea entre bem e mal, onde as fronteiras, de ambos os lados, são difusas, mal definidas e quase sempre sem grandes defesas ou segurança entre elas.

Um fanal pode não ter a grandiosidade do Farol de Alexandria, mas, apesar de tudo, não deixa de ser uma luz, que nos dá crença e esperança, na chona lôbrega, qual noite sinistra, em que por vezes nos sentimos envolvidos. Neste momento particular da história da humanidade, em que se enfrenta uma pandemia sem rosto, que colhe sem piedade os anciãos da sabedoria humana, património que são dos povos do mundo, importa resistir, ter a fé, a crença, a esperança, na mais ténue luz que se veja a brilhar.

Gil Saraiva

 

Nota: Os poemas deste livro foram criados entre 2019 e 2020.

 

 

 

Livro de Poesia - Eco dos Sentidos: O Farol - III

O Farol.jpg

        III

 

"O FAROL"

 

Rasgando a escuridão da noite

O farol

Dá vida às negras trevas...

 

Anónimo de coisas e pessoas

É estátua velha,

Acesa e nunca realmente vista

Nas memórias

De quem por ali passa...

 

É indiferente a todos nós...

Está lá!

Cumpre o seu destino!

Porquê louvar?

 

Rude de calor já não atrai...

Distante fogo

Onde restou a luz que,

Enquanto dura a escuridão,

Não mais se apaga...

 

"- A Ocidente nada de novo!"

Parece dizer continuamente.

 

Porém,

Quando uma noite

O farol fechar os olhos...

Deixar de brilhar na tempestade

Ninguém mais, dele, se irá esquecer...

 

Que a memória é marcada a aço

Qual tatuagem de ferro e fogo,

Quando a desgraça

Nos afunda o Ser...

 

Gil Saraiva

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