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Estro

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

Livro de Poesia - Ântumos Implexos dos Airados: Faz-me Isso... - IV

Faz-me isso.jpg            IV

 

"FAZ-ME ISSO…"

 

Tu és sonho eterno,

Como eterno é o infinito.

És linda, meiga e pura,

Como pura é a verdade.

És flor singela,

És deusa, és mito.

És um fogo ardente,

Como ardente é o amor.

És fonte de vida,

És a eternidade!

 

Dá-me carícias, faz-me miminhos,

Com doce sorriso que, jamais omisso,

É matéria prima de lares, de ninhos,

E faz-me isso, isso… isso…

 

Tu para mim és corpo,

Que me faz ferver.

Desejo e espírito,

Com quem quero amar.

Pensamento e mente

De quem sabe querer:

O que com razão

Quer conquistar.

A quem por amor

Irá pertencer.

Por quem, com justiça,

Há de querer lutar!

 

Dá-me carícias, faz-me miminhos,

Com doce sorriso que, jamais omisso,

É matéria prima de lares, de ninhos,

E faz-me isso, isso… isso…

 

Desfazem milho as mós

De velhos moinhos,

Que são como nós,

Jamais perdidos, carentes, sozinhos,

Nunca esquecidos, porque nunca sós.

Assim, completamente apaixonados,

Tão juntos e unidos nos segundos,

Que viram momentos, que são mundos,

Que espelham corações enamorados,

Que vivem meses, anos, beijos e abraços,

Num corpo a corpo, em sangue vivo,

Plasmado no amor, ausente crivo,

De quem produz farinha sem cansaços,

Ao ritmo de impulsos desejados

Fazendo da farinha pão,

No forno da paixão dos nossos laços.

 

Dá-me carícias, faz-me miminhos,

Com doce sorriso que, jamais omisso,

É matéria prima de lares, de ninhos,

E faz-me isso, isso… isso…

 

E correm muitas, muitas vezes,

Os sonhos, os anseios, as notícias,

Assim, intimamente unidas,

Num corpo a corpo cuja mente,

Ao agarrar assim as nossas vidas

Se funde para sempre, eternamente,

Até termos um dia acabado,

De ser egos, de ser corpos, de ser gente.

Unidos somos sexo, sem complexo,

Verdade apaixonante e nostalgia,

Raiz, presente livre, futuro por diante,

Atração forte, fatal e penetrante

Sexo, sensibilidade e simpatia.

 

Dá-me carícias, faz-me miminhos,

Com doce sorriso que, jamais omisso,

É matéria prima de lares, de ninhos,

E faz-me isso, isso… isso…

 

E eu sei que sou teu, que te pertenço,

Tu sabes que eu te amo, que te adoro.

És menina do olhar cristalino, puro,

Sereia de um mar de amor feito futuro.

Meu prazer é ver-te, ter-te em tudo,

É sentir que te tenho para amar,

No passado, hoje e amanhã

Ou sempre que me venho deitar.

Sei que sou teu, menina

Dos olhos loucos de amor

Que me viciam,

Mais do que tabaco ou heroína.

 

Dá-me carícias, faz-me miminhos,

Com doce sorriso que, jamais omisso,

É matéria prima de lares, de ninhos,

E faz-me isso, isso… isso…

 

Anda, vem, amor, amada minha,

Conta-me as verdades

Que em teu corpo se criaram,

Faz-me perguntas, cria uma adivinha,

Conta-me as paixões que te inflamaram

E diz-me segredos, bem pequeninos,

Dos instantes esquecidos que passaram.

Anda, conta-me as dores,

Os teus poucos calvários,

Terei eu sido o esperto

Entre os otários?

Fala-me das horas que galgaram

Esse teu terno ser, que me ilumina,

Os momentos que passaram e ficaram,

Fala-me de ti, doce menina.

 

E dá-me carícias, faz-me miminhos,

Com doce sorriso que, jamais omisso,

É matéria prima de lares, de ninhos,

E faz-me isso, isso… isso…

 

Gil Saraiva

 

 

 

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