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Estro

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

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Livro de Poesia - Sintagmas da Procela e do Libambo: Poema Homónimo - IX

Sintágmas da Procela e do Libambo.jpg

                          IX

 

“SINTAGMAS DA PROCELA E DO LIBAMBO”

 

Tratados da pobreza,

Miséria, destruição,

E da desgraça,

Crónicas conjunturais de pandemias mil,

Anunciadas…

Tsunami terra adentro

Arrasando vidas estacionadas,

Nas margens de um mar

Antes sem ameaça.

 

Grilhetas e correntes

De vidas ainda escravizadas

Pela fome, pela doença,

Pela guerra que não passa,

Despojos e ruínas que não esquece o tempo.

 

Tudo e todos descendentes

De mortes antecipadas,

Que chegam cedo,

Às vezes a vidas ainda agora começadas.

 

Horrores de um século que ao passado

Não fica a dever coisa nenhuma…

 

Sintagmas da procela e do libambo,

Sinais que o tempo teima em replicar,

Tragédias na sombra de um melambo,

De uma acácia, de um castanheiro,

De uma árvore a abater ou a queimar…

Sintagmas do caos,

Apeadeiro de vivências

De dor ou sofrimento,

Num mar de tumulto derradeiro,

Procela ou maremoto em movimento…

 

Gil Saraiva

 

 

Livro de Poesia: Portaló - Parte I - Paisagens - VII - Tinharé

Tinharé.JPG

 

     VII

 

“TINHARÉ”

 

Tinharé

Se desvenda e redescobre,

Do homónimo arquipélago

Se destaca,

Impõe naturalmente um porte nobre,

No vestir rico da verde casaca,

Feita de Mata Atlântica em frescura…

Tinharé é terra, é ilha pura…

Qual esmeralda brilhando

Entre ametistas,

Tinharé deslumbra pelas vistas…

 

Verdejante de vida

E de natura,

Parece esquecer a amargura

Dos dias que pareciam sem saída

Nos tempos velhos da escravatura…

Em plena Mata Atlântica

Sitiada,

A ilha parece quase desenhada

Para, sendo deslumbrante

E desejada,

Se tornar doravante,

De improviso,

No último sonhado paraíso…

 

Aqui chegámos, finalmente,

Tu e eu, ambos, nós os dois,

Um par alado na paixão

Que, ardentemente,

Nos funde, num antes e depois,

Num ritmo que vem do coração,

Num já, num mais agora

E amanhã,

Tudo somado como num aviso,

De ter chegado a hora,

A esperança sã,

Do amor estar a viver no paraíso!

 

Gil Saraiva

 

* Parte I - Paisagens ou o Sortilégio da Paixão

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