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Estro

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

Livro de Poesia - Ântumos Implexos dos Airados: O Afinismo Humano - XIV

O Afinismo Humano.jpg                       XIV

 

“O AFINISMO HUMANO”

 

Não existe no dicionário a palavra “afinismo”,

É uma palavra só minha, pessoal, por mim criada, um neologismo,

Talvez, de vão de escada, contudo, cheio de significado e de lirismo.

Afinismo vem de afim, ou seja, semelhante, análogo, idêntico, igual

Ou parecido, ou seja, similar e consonante com um pensamento

Envolvido numa mesma forma de estar, de agir ou de gostar,

De seres diferentes, que por concordarem nisso se pensam unir,

Criando clubes, partidos, gerando umas correntes, onde se trocam ideias,

Onde a permuta é algo coerente e onde o objetivo é semelhante,

Próximo, comum, onde se luta pela mesma causa aliciante.

 

Pondo as rimas de parte, o afinismo é aplicação biunívoca entre duas

Ou mais coisas, sejam estas, atos, pensamentos, objetos ou ideias,

Tendo entre elas um denominador comum que une duas ou mais pessoas

Em seu torno e em sua defesa. Quando levado ao extremo, a sério

Ou à legalidade, ajuda a formar casais, partidários, adeptos, próximos,

Amigos, vizinhos, famílias e confrades. Porquê? Porque cada grupo

Se sente unido por perspetivas e projectividades de origem única,

Ou de princípios idênticos, quase iguais, diria… gémeos.

Cada movimento se agrega então, seguindo uma mesma linha reta

Ou uma outra que lhe seja colateral, de preferência paralela

Ou espelhada nos mesmos conceitos primários.

 

O afinismo defende que a sociedade se organiza em volta

Das mesmas analogias, conexões ou tendências,

Sendo que todas elas buscam a combinação associativa,

Ou legal se o direito dos Estados o exigir.

 

A História faz prova disso mesmo, nos milénios até

Hoje conhecidos, pois que sempre nos organizámos assim:

Entorno de uma terra, de um país, de uma língua,

De um líder ou de uma bandeira.

 

O afinismo promove as empatias, gera classes sociais

E sindicatos, ordens, movimentos, princípios,

Direitos e por fim as leis da sociedade.

 

Mesmo do campo emocional e do sentir

O afinismo cria os laços certos,

Seja entre casais ou entre amantes,

Seja no ódio, na dor, ou no amor.

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Os Anexins de um Vate Sólito: O Ser Humano - XXIV

O Ser Humano.jpg            XXIV

 

"O SER HUMANO”

 

Bem devagar devasta o ser humano

A natureza, sem qualquer pudor.

O rio, ao vê-lo, foge incolor,

Duvidoso, o luar, se afasta insano,

 

Tão cansado de o ver, ano após ano.

Pelas veredas só se gasta a cor

E nas nascentes vida, sem sabor,

Contamina quem bebe, causa dano,

 

Por vírus e bactérias faz doentes.

Esse pálido ser quase se arrasta:

Boca, nariz, olhar murcho, uma pasta,

 

Flácido, cavernoso, ombros pendentes.

Se o ser humano der o salto agora

Talvez se salve a Terra que ele ignora…

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia: Achas de um Vagabundo - Toca-me

Toca-me.jpg

"TOCA-ME"

 

Quando aquela mão

Se estende decidida e sensual,

Num caminho seguro,

Até tocar suave

Um membro adormecido,

Despertamos nós...

 

Desperta o príncipe

Com coaxares de sapo,

Porque a magia

Se fez vida

E gozo último...

 

Quantos de nós, homens,

Antropófagos do sentir,

Não atingimos o céu

Antes do tempo

E tudo por um toque apenas?

Ahhhhhh...

Isto é vida!

 

Nada se compara

Ao arrepio da derme

Perante um deslizar

De dedos ao acaso.

 

Nada é mais intenso

Do que sentirmos a mão,

A nossa mão,

Navegar serena,

Pela derme de outro alguém,

Procurando o calor ameno

De um Trópico de Câncer

Ou Capricórnio...

Pra mergulhar ardente

Num vulcão de amor

E nos fazer arder

Sem febre alguma

Que não aquela

A que chamamos de paixão...

 

Partir do que é geral

Para o mais específico,

Íntimo, privado e particular...

Sentir a preocupação das formas,

Das cores, do brilho,

Do estado hipnótico de um toque,

Em impressões táteis

De impensáveis sensações

De loucura frenética e absoluta...

 

Depois...

Procurar uma ordenação tátil

Dos elementos do percurso

E projetá-los em cenas

De luxúria conseguida e integral...

Por fim...

Gritar em êxtase:

 

Toca-me, de novo, meu amor!!!

 

A Mulher,

Mais do que ser humano,

É arte viva,

Sente

Como nenhum outro espécime

À face do planeta...

E faz sentir...

Chegamos ao infinito

Num só toque...

E de lá voltamos para podermos,

Também nós,

Tocar e atingir assim

O despertar de uma aurora

Que nasce pura de êxtase

E plena de prazer!...

 

A Mulher

Faz uivar bem lá no fundo

Aquele ser esquecido,

De ser gente,

De ter vida,

De ter voz...

E provoca do íntimo

A alma ansiosa de sentir,

Perdida de sentido,

De momento,

Já faz muito e muito tempo,

Para gritar, por fim,

Em pleno êxtase:

 

Toca-me, de novo, meu amor!!!

 

Gil Saraiva

 

 

Livro de Poesia - Brumas da Memória: "Sou"

Gil 11 04 2019 c.JPG

“SOU”

 

Eu sou uma parte do que escrevo,

E escrevo para saber aquilo que sou,

 

Sou ego, animal, humano, trevo,

Sou tudo o que fui, o que amou,

Riu, sentiu, viveu e teve medo,

Esperança, fé; eu sou quem já chorou;

E continuo a achar que ainda é cedo,

Para ser muito mais daquilo que sou!

 

Gil Saraiva

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