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Estro

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

Livro de Poesia - Ântumos Implexos dos Airados: O Meu Vulcão - X

O Meu Vulcão.jpg            X

 

"O MEU VULCÃO”

 

Não me deixes só

No universo,

Não me tires a alegria,

O amor, a vida,

Não me faças voltar

A ser perverso,

Não me deixes tu a alma nua,

Não me abandones minha querida.

 

Não me deixes perdido, só,

Na solidão emerso,

Não deixes minha alma ressentida.

Não quero ficar só,

Abandonado neste mundo,

Não quero estar perdido

Ou ser imundo…

 

Ó vida escura, sombria, sem calor,

Estou cego, não consigo olhar.

Quero morrer. Tenho a alma fria

Gelada pela dor,

Eu não vou conseguir aguentar,

Pois não posso viver sem teu amor.

Estou cego, a vida quero abandonar,

Sem teu amor eu quero,

Eu tenho de morrer,

Assim não, por favor,

Assim eu vou fender…

 

Como um raio vou fender meu ego,

Vou estilhaçar-me pelo infinito

Vou gritar ao sonho

Que não nego

Que tu para mim és Sol,

Luz, mito.

Vou gritar que te amo

E embora cego,

Em ti vejo um diamante

E não permito

Que alguém jamais te ame

Como eu te amava,

Porque senão,

Meu vulcão

Vai verter lava!

 

Gil Saraiva

 

 

 

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