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Estro

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

Livro de Poesia - Gota de Lágrima: Gota de Lágrima - I

Capa Gota de Lágrima.jpg

Nota do Autor:

 

                 I

 

“GOTA DE LÁGRIMA”

 

Pelo teu rosto se desenha, em movimento,

A lágrima que cai, neste momento…

 

E, se olhares para mim, não me vês chorar.

Jamais conseguirias, pois não sabes

Sequer onde ou como procurar…

Porque a gota de lágrima que choro,

É por dentro, entre a alma e o coração,

Que desce, que resvala, que ecoa,

Por não saberes o quanto eu te adoro,

Nas cavernas das saudades do meu ego

A onde a tua lágrima ocupa um oceano,

Por onde tristemente eu navego…

 

Vem, ama-me mesmo que por engano,

Vem, ó gota de lágrima que adoro,

Junta-te à lágrima que eu, agora, choro…

 

Gil Saraiva

 

Observação: Os poemas deste livro foram criados entre 2003 e 2008

 

Livro de Poesia: Portaló - Parte I - Paisagens - X - Entrada no Paraíso

Entrada no Paraíso.JPG

                X

 

“ENTRADA NO PARAÍSO”

 

Porto e Portal da vila,

Imponentes entradas,

A quem tributo até as aves prestam,

Onde o chegar é natural,

Lembrando talvez outras arcadas

Ou romantismos que se manifestam

Numa vassalagem da memória

De gerações vividas,

Longa história,

De muitas vindas, muitas idas…

 

Pegadas gravadas pelo tempo,

Entre o riso e o contratempo,

De quem ali passou,

De quem dali gravou

O portal, o porto, o movimento,

De quem ali viveu mais que um momento…

 

Este todo é belo,

Fascinante, admirável,

Simples porto,

Onde se chega num sorriso,

Para depois transpor portal austero,

Tão memorável,

Que transpô-lo

Nos deixa, enfim, no paraíso…

 

Assim chegamos nós,

Trocando beijos,

Fazendo do Amor,

A nossa voz,

Nossos desejos,

Com paixão, com fé

E com esplendor…

 

Paisagens,

Puras, com verdade,

Do Morro da Saudade,

Que se vivem plenas

Pelas margens

Do oceano que nos beija os pés.

 

Um vivo sortilégio da paixão

Entre nós dois amor, amante, amada,

Que, sem sentirmos, nos invade o coração,

E que se instala sem jamais nos pedir nada…

 

Gil Saraiva

 

* Parte I - Paisagens ou o Sortilégio da paixão

Livro de Poesia - Paradigmas do Meu Ego: Um Copo - VIII

Um Copo.jpg

    VIII

 

"UM COPO"

 

Um copo de cerveja

E um cigarro...

E a música apalpando toda a gente...

 

Um copo de cerveja

E um cigarro...

E gente sentindo o corpo quente...

 

Um corpo que deseja

E mais um charro...

E o álcool subindo calmamente...

 

Um corpo que deseja

E o mais que agarro...

E outro corpo aquecendo lentamente...

 

Um litro se despeja,

Zarpa o carro...

E o leito se aproxima ardentemente...

 

Um litro se despeja,

Zarpa o carro...

E zarpa o sangue no corpo da gente...

 

Um fogo que se inveja,

Coze o barro…

E… unindo dois corpos fortemente:

 

É movimento,

Ritmo, ternura,

É febre,

Suspiros e loucura;

É infinito

Num tempo finito,

No segundo louco da expansão...

 

Um grito se solta

E é bizarro...

É suor, saliva e sucos de emoção...

 

Um grito se solta,

Coze o barro

No exato momento da fusão!...

 

É já... ainda não...

E mais... agora!...

É vem... amor...

É dia dos sentidos,

É noite, ardor,

É dentro e fora,

É grito que se quebra em mil gemidos!...

 

Gil Saraiva

 

 

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