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Estro

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

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Livro de Poesia: Portaló - Parte II - Portaló - XII - Despedida

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       XII

 

“DESPEDIDA”

 

No Hotel Portaló o ser se reparte

Qual afago, festa ou cafuné,

De chalé em chalé

Cultura é baluarte

Que à natureza se mistura

Com engenho…

Quem chega,

Chega a um mundo à parte;

Quem parte

Não esquece o desempenho

De quem

O acolheu naquele hotel,

De quem

Lhe deu guarida,

Deu quartel,

Deu nova vida…

 

Portaló não é porta,

É como um véu,

Passar por ele só importa

Para quem quer ficar perto do céu…

Quem parte

Leva natura e arte

Quem chega

Tem saudades quando parte…

 

Gil Saraiva

 

* Parte I I - Portaló ou o Sortilégio do Paraíso

 

Livro de Poesia: Portaló - Parte I - Paisagens - VI - O Corcel

Corcel.jpg

 

       VI

 

“O CORCEL”

 

Nas bermas tornadas aquedutos

Onde as águas

Escorrem cristalinas,

Chapinhavam crianças

Bem latinas,

Em brincadeiras mil e diabruras…

 

O táxi não para

E vai seguindo,

Rumo ao destino, nas vias seguras,

E no banco detrás

Nós esgrimindo

Damos

beijos de boca

Em almas puras…

 

A natureza

Parece estar sorrindo,

Banhada de alegria,

Ao Sol fugindo,

Qual corcel que,

Por ravina,

Ao vento correndo

Dá à crina…

 

Gil Saraiva

 

* Parte I - Paisagens ou o Sortilégio da Paixão

 

 

 

Livro - O Próximo Homem: Saudades...

Saudades.jpg

 

"SAUDADES"

 

Saudades

Choro de um riso antigo

Hoje recordado...

 

Saudades

Vou deixando

Aqui, além...

Recordações

Eu guardo dos meus passos:

Daquele alguém que um dia olhou pra mim

E me chamou de amigo...

E num olhar

Disse poder guardar de mim memória

E registar bem fundo o meu sorriso...

 

Saudades

Vou guardando, conformado,

Daqui, de além e de todo o lado

Onde há um abraço de amizade;

Onde a Humanidade for humana;

Onde a Paz existir na Natureza

E onde a Liberdade for amada...

 

Saudades,

Nostalgias, lembranças, emoções

E outros sentimentos pouco claros

Que vão ficando em nós

E que nos tornam

Produtos inventados pela mente

De quem a nosso lado já viveu

E guardou para si a nossa imagem...

 

Saudades

De outrora... de uma hora,

Daquele momento exato,

Inesquecível,

Daquele instante louco, fugidio,

Em que a flor abriu, desabrochou...

Ou de outro que não conto por pudor,

Mas que por certo falava de Amor...

 

Saudades,

Momentos presentes do Passado

Que o Futuro não pode apagar;

Vivências de uma vida,

Lágrimas de dor, felicidade,

Desejos e gritos já vividos;

Anos de sonho e de saudades

E dias que são claras ilusões...

 

Saudades

Vou guardando, vou deixando

Aqui, ali, além, por todo o lado

Onde a lágrima seja borboleta

Ou onde a eternidade iluminada

Se reduza breve, num segundo,

A gotas de orvalho e de saudade...

 

Saudades

Choro de um riso antigo

Hoje, uma vez mais,

Já recordado

Ou novamente,

Até que enfim, reencontrado!...

 

Saudades

Choro de um riso antigo...

 

Gil Saraiva

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