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Estro

Estro do meu ego guarda o que sou: poemas. contos, pensamentos, artes plásticas, fotografias, produtos do meu sentir.

Estro do meu ego guarda o que sou: poemas. contos, pensamentos, artes plásticas, fotografias, produtos do meu sentir.

Livro de Poesia - Os Anexins de um Vate Sólito: Paleta - XVI

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  XVI

 

“PALETA”

 

Sempre que um pintor pinta uma aguarela

Na transparência vê a forma e traço.

Se um arco representa, rosa, um laço,

Um borrão, mais além, parece estrela…

 

Pintando, deste modo, moça bela,

Se o cinza de um varão recorda o aço

Qual é o tom a dar a um abraço?

Como tornar a moça mais singela?

 

Que cor dar ao sorriso de que ama,

Enquanto, ali, sorri tão ternamente?

Como meter na tela o que na mente

 

Lhe parece o brilhar que a vida emana?

Na paleta do amor pincel é calma,

Chama, que a cada gesto espelha a alma!

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Os Anexins de um Vate Sólito: Desafio - XV

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    XV

 

"DESAFIO"

 

Voltar, como bonança em tempestade,

A teus braços, que imploram meus defeitos

Como se fossem atos imperfeitos

Sem importância ou mera imparidade,

 

Porque este teu amor tem, na verdade,

O saber desculpar, sem despeitos,

Meus atos, minha ação, meus preconceitos,

Sem que isso seja agir por caridade,

 

Pode até fazer sentido, em si,

Mas não deixa de ser um disparate.

Nem me peças que tal coisa eu acate,

 

Pois sou tudo o que eu fui ou fiz por ti.

O teu perdão não muda o meu feitio,

Amar-me assim… este é teu desafio!

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Os Anexins de um Vate Sólito: Secretária - XIV

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      XIV

 

"SECRETÁRIA"

 

Companheira de sonhos e dilemas

Bem-vinda foste sempre a este lar.

Mais uma vez os dois a trabalhar

Em projetos, em crónicas, em temas

 

De livros, lutas, gritos e poemas,

De tudo o que esta vida pode dar

E mais o que eu puder imaginar.

Bem-vinda, companheira, aos meus lemas.

 

Neste mundo, em que eu vivo, estamos sós,

Não haverá jamais quem nos impeça,

De sermos, tu e eu, uma só peça,

 

Secretária e escritor, somos a voz,

De tudo aquilo que eu sinto, penso, valho.

Nesse teu tampo eu espelho meu trabalho…

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Os Anexins de um Vate Sólito: É Amor - XIII

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  XIII

 

"É AMOR"

 

Por entre abraços, beijos e caricias,

Gritos roucos, gargantas sequiosas,

Murmúrios de prazer, odores de rosas

Em dedos recobertos de perícias,

 

Num contorcer de corpos e malícias,

De ondas loucas de tensões nervosas

Nas línguas que tocando generosas

Aqui, ali, além, buscam delícias,

 

Eu penetrei cruel e orgulhoso

E ela me conquistou entre seus ais,

Com seu pedir por mais, por muito mais,

 

Com sádicas dentadas, com seu gozo.

Sexo sem sentimento tem valor,

Mas feito entre quem ama… hum, é amor!

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Os Anexins de um Vate Sólito: Romance - XII

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    XII

 

"ROMANCE"

 

São nove da manhã de Sol, ali,

Ao fundo, mar e céu, são horizonte,

Mas não têm as ondas, quem as conte,

Ao rebentar na areia, ao pé de ti.

 

Neste tempo de praia a brisa vi,

Com laivos de vento mastodonte,

Envergonhar pudor, assim de fronte,

Ao levantar-te a saia, enquanto aqui

 

Pelas varandas se repete a cena,

No casario que a beira-mar abraça,

Num erotismo pudico de raça.

 

Tudo é, enfim, bonito, sem problema:

O Sol e a brisa fazem com que dance

Contigo esta manhã. Tudo é romance!

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Os Anexins de um Vate Sólito: Massagem - XI

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      XI

 

"MASSAGEM"

 

Em um toque suave destas mãos,

No firme deslizar, destes meus dedos,

Massajando descubro os teus segredos,

Entre o teu murmurar de sins e nãos.

 

Rainha das alturas e dos vãos,

Desse teu corpo feito de arvoredos,

De vales, ecos mil e de penedos,

Que a cada toque meu ficam mais sãos.

 

E dizes tu: “- Amor, tens mãos de fada,

És toque de Midas no meu ser.”

Sereia, deusa, mito ou outro ser,

 

Tudo podes pensar, mas não sou nada.

Apenas porto a energia vera

Que teu corpo, cansado, regenera!

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Os Anexins de um Vate Sólito: Progenitores - X

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          X

 

"PROGENITORES"

 

Passou Cronos na Terra, calmamente,

Mudou-lhe a face antiga, gasta, usada,

Para uma sempre nova, renovada,

Trocando a velha planta por semente;

 

O dinossauro imenso pela gente,

Que mudou mais ainda a Terra amada.

E tentou Cronos nunca deixar nada

Igual ao que já fora anteriormente,

 

Nem tudo a Cronos deixou transformar

Bela Cibele, mais os seus caprichos,

E quer a humanidade quer os bichos

 

Vêm só porque Juno os fez gerar.

Progenitores, foi Gaia que os manteve,

Mas como os meus não sei se alguém os teve…

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Os Anexins de um Vate Sólito: Sal - IX

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 IX

 

"SAL"

 

Voltar a Cabo Verde, Ilha do Sal,

Ao Oásis Hotel, Belo Horizonte,

Ilha de areia sem castelo ou ponte,

Berço de tartarugas, natural

 

Terra de gente quente e jovial.

Quero voltar à ponta norte, ao monte,

E no extinto vulcão ser eu a fonte

Da lava que te invade sensual,

 

Em horas estreladas de magia.

Um fresco vento nos vestindo a pele

Que à beira-mar o calçadão impele

 

A querer voltar a ti, Santa Maria.

Na ponta sul amar é mais romântico,

Luar de prata, a banhos, no Atlântico…

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Os Anexins de um Vate Sólito: Pensando - VIII

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    VIII

 

“PENSANDO”

 

Aqui, neste café, eu estou sentado

Pensando em como tudo começou…

Pensando na razão que originou

Aquele nosso encontro no passado.

 

Aqui, neste lugar, eu sou levado

A recordar um tempo que passou,

A procurar, no cerne do que sou,

Se, amor, ter-te, assim, não é pecado…

 

Gostas de estar comigo e copular,

Tudo, em ti, eu sinto e mais além,

Mas sei que o teu amor é por ninguém,

 

Dizes não entender o verbo amar.

Aqui, neste café, fico hesitante,

Pensando, triste, instante após instante…

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Os Anexins de um Vate Sólito: A Pomba II - VII

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      VII

 

“A POMBA II”

 

Esperam os borrachos o alimento,

Que a pomba mãe há de trazer agora.

Espera a pomba mãe que chegue a hora

De as larvas apanhar, que são sustento

 

De seus filhos, que esperam em tormento,

Porque a fome não espera ou vai embora.

Desesperam os vermes, já demora,

Nos casulos, seu novo nascimento.

 

Esperam que, por fim, tal como as aves,

Os céus possam cruzar batendo as asas.

Esperamos nós, em nossas casas,

 

As borboletas ver voar, suaves,

No azul de um firmamento em primavera,

O qual, impaciente, o amor espera…

 

Gil Saraiva

 

 

 

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