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Estro

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

Livro de Poesia - Plectros de um Egrégio Tetro Umbrático: Poetas do Meus País - XVII (Último)

Poetas do Meu País.jpg

           XVII

 

"POETAS DO MEU PAÍS"

 

Os poetas do meu país

Têm consigo guardados:

Uma chama indescritível,

Uma missão de registo sentimental,

Um fazer do possível impossível,

Um apontar o bem, mesmo se agindo mal.

 

Poesias metafísicas de trovadores sombrios e imaginários,

Onde, nas letras de cada um, vive a nobre perfeição,

A chave de mil dilemas,

De processos temerários,

Sobre a vida, a morte, o amor e a solidão.

Tudo arquivado por temas,

Desde a célula à libélula,

Da anarquia da selva ao fresco leito da relva…

 

Há, nos poetas do meu país,

Muito paleio e conversa,

Um saber de quem tem veia,

Uma doutrina perversa,

Fominha de pança cheia.

Desejos de vai e vem,

Poligamia em fartura,

Uma forte cornadura

E uma vasta presunção.

 

Os poetas do meu país escrevem

Plectros de um egrégio tetro umbrático,

Afirmando que é prático,

Assim escrever a prosa, a rima,

Pois isso vem-lhes da sina,

Da hermenêutica dos esquemas

Transformados em poemas,

Nos haréns feitos palavras, no copular da paixão,

Nos casos acidentais e noutras coisas, que enfim,

Seria falar de mim…

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia: Portaló - Parte II - Portaló - II - O Refúgio

O Refúgio.JPG

         II

 

“O REFÚGIO”

 

Venham visitar o refúgio

Dos poetas, criadores,

Dos amantes, pensadores,

Sem subterfúgio

Entrar com amor,

Vir sentir a paz

E a harmonia,

Num descanso tão consolador

Seja no pôr-do-sol

Ou no raiar do dia…

 

É aqui que escrevo

Eu estas linhas,

É aqui que estou

Eu deslumbrado,

Tentando colocar nas entrelinhas

O quanto aqui me sinto

Apaixonado…

O Portaló tem um manto de magia,

Algo me faz sentir

Enfeitiçado,

Como se num cerne de alegria

Fosse possível tocar

A nostalgia,

Sem ficar triste ou angustiado.

 

Beijar a saudade

Que já sinto deste lugar

Onde a realidade

É lagrima de mar

Em felicidade.

 

Aqui, neste refúgio, não estou só,

Aqui me sinto amado

E desejado,

Aqui, neste hotel de Portaló,

Nem penso no futuro,

Esqueço o passado,

Me sinto tão seguro

E só penso em pecado.

 

Anda amor, vem, vamos amar,

Dançar o dentro e fora,

Com loucura,

Adoro ouvir-te em êxtase gritar:

“- No refúgio, amor, mete mais.

Ah! Está tão dura.”

 

Gil Saraiva

 

* Parte I I - Portaló ou o Sortilégio do Paraíso

 

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