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Estro

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

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Livro de Poesia - Tetrásticos de Supercílio Trépido: Tetrásticos de Supercílio Trépido - III

Tetrásticos de Supercílio Trépido.jpg                                              III

 

"TETRÁSTICOS DE SUPERCÍLIO TRÉPIDO"

(primeiros contactos com a poesia

ou quadras soltas de tempos idos)

 

A PRIMEIRA QUADRA

(aos 7 anos de idade)

O mar é dos pescadores

Porque eles assim o acham,

Mesmo quando têm dores

E quando os barcos se racham.

 

NASCE O SOL

(aos 10 anos de idade)

Nasce o Sol no dia-a-dia,

Brilha muito e tem calor,

Nasce o Sol com alegria,

Nasce o Sol, nasce o amor.

 

A PAIXONETA

(aos 11 anos de idade)

Todo o mundo tudo quer,

Chora o arco pela arcádia,

Todo o homem quer mulher,

Eu apenas quero Nádia.

 

FIM-DE-SEMANA

(primeiro trabalho de férias aos 11 anos)

Por semana cinco dias

Se passam a trabalhar,

Ficam dois p’ra que sorrias

Por poderes ir descansar.

 

MERDA

(primeiro contacto com a droga aos 13 anos)

Merda para toda a droga,

Merda para os drogados

Merda, pois, estão em voga

Esses merdas destroçados.

 

O PRIMEIRO AMOR

(aos 13 anos de idade)

Nos olhos do meu amor

Eu vejo bem refletida

A minha alma que em fulgor

Por eles tem nova vida.

 

MASOQUISTA

(amor platónico aos 13 anos)

Quem gosta de sentir dor

No amor, na sua vida,

Nada entende de amor

Só sabe de despedida.

 

AUTORITARISMO

(contrariedades de adolescente aos 14 anos)

Quem julga que em alguém manda,

Sem licença p’ra mandar,

Um dia a coisa desanda,

Fica o dedo p’ra chupar!

 

ESCOLHA

(1 - primeiras desilusões amorosas aos 16 anos)

Podes tu amar mulher,

Ter muito amor para dar,

Mas se ela não o quiser,

Jamais a vais conquistar

 

JANGADA

(2 - primeiras desilusões amorosas aos 16 anos)

Sem confiança o amor

É jangada que deriva

Entre sentimento e dor,

Sem ter qualquer perspetiva.

 

INSATISFEITOS

(3 - primeiras desilusões amorosas aos 16 anos)

O mundo busca a chama do viver

Até a sua chama se extinguir.

Busca o que jamais vai atingir,

Busca o que não tem e quer ter.

 

A LÁPIDE DO DESAMOR

(4 - primeiras desilusões amorosas aos 16 anos)

Jaz sepultado aqui,

No terramoto da raiva,

Jota Jota Gê Saraiva.

Na despedida escrevi:

 

Morro na ira do inexplicável,

Meu amor, não peço dó,

Fica bem, que eu sou amável,

Volto a ser apenas pó.

 

NON SENSE

(a descoberta do surrealismo aos 18 anos)

Não batas com a cabeça

Na esquina do meu armário,

Não deixes que a mente esqueça

De dar alpista ao canário.

 

LOUCURA

(a paixão aos 18 anos)

Nestas coisas do amor,

Que a vida nos of’rece,

A loucura tem valor

Se pecar nos apetece

 

RESPEITINHO

(quadras de Ariana Telles)

Toca aqui, a ver se eu deixo,

Que isto não é da Joana.

Um beijinho, só no queixo

Ou um outro na pestana.

 

Queres namorar comigo?

Mas não deixas a Maria…

Ah, assim eu não consigo,

Prefiro ficar p’ra tia.

 

Amor é vela, é chama

Que pode nunca acender.

Só se acende quando se ama,

Nem se apaga se um morrer.

 

Gil Saraiva

 

 

 

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