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Estro

Estro do meu ego guarda o que sou: poemas. contos, pensamentos, artes plásticas, fotografias, produtos do meu sentir.

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Livro de Poesia - Devaneios de Estros Imémores - Fuzeta da Malta... - XI (Último)

Fuzeta da Malta.JPG

          XI

 

"FUZETA DA MALTA..."

 

Sou um homem solitário...

Foi um Verão quente: Fuzeta!!!

Sou daqui originário, um Romeu sem Julieta...

Ali, Ali Bábá, tu és a Gruta, a minha grande Gruta,

E eu sou o ladrão dos teus tesouros durante o Verão...

 

E já...entrei em ti, ó mágica miragem...

Já...só eu em ti, em cada margem,

Margem...margem... já...foi ali...

 

No café bem junto ao cais,

Quem desconhece o Farol...?

A não ser talvez meus pais,

Que só saem quando há Sol...

No Farol te conheci,

Na ilha em ti me banhei,

A conquilha eu comi,

Salgado o molho provei...

 

E já...entrei em ti, ó mágica miragem...

Já...só eu em ti, em cada margem,

Margem...margem... já...foi ali...

 

Foi no Abalo que eu me ofereci,

A ti, a ti... atirei o pau ao gato,

Mas o gato não morreu...

Dona Chica assustou-se,

«Cu» berro «cu» gato deu...

Hei! Chica... «deixó» gato em paz...

Ora... ora... Chica vem ao rapaz ....

 

E já...entrei em ti, ó mágica miragem...

Já...só eu em ti, em cada margem,

Margem...margem... já...foi ali...

 

Gil Saraiva

 

Notas: 1) Foram usados versos adaptados de várias cantigas populares.

          2) Letra para a Banda de garagem “Rock Spot Alive” (anos 80).

 

 

 

Livro de Poesia - Devaneios de Estros Imémores - Fado da Moody's - X

Fado da Moody's.jpg

X

"FADO DA MOODY'S"

 

Portugal estava no lixo,

Foi a «Moody's» que o pôs lá,

Qual maçã podre, com bicho,

É pra deitar fora já!

 

É pra deitar fora já,

Depois de séculos de História,

Nem importa quem cá está,

Pois tramar o «tuga» é glória.

 

Isto está mesmo a pedir,

Ai, Uma arma de dois canos

Cerrados que é p’ra partir

A cara aos «amaricanos».

 

Mas quem eles acham que somos?

Portugal deu a palavra,

Temos honra no que fomos,

Não somos da sua lavra...

 

Abutre é aquele que explora

O mais pobre ou o mais fraco,

Cheira o sangue e não demora

A deixar tudo num caco!

 

Isto está mesmo a pedir,

Ai! Uma arma de dois canos

Cerrados que é p’ra partir

A cara aos «amaricanos».

 

A Europa que se una,

À nossa volta na luta,

Que forme connosco a tuna,

Gritando: «filhos da dita!»

 

Gritando: «Filhos da dita»,

Novos mundos, deu ao mundo

Este povo que acredita

Conseguir sair do fundo...

 

Isto está mesmo a pedir,

Ai! Uma arma de dois canos

Cerrados que é p’ra partir

A cara aos "amaricanos".

 

Dois terços do mar na Europa

É do nosso Portugal,

Não sujeitamos a OPA

O nosso país natal!

 

Se houve um entendimento,

Com a Troika do dinheiro,

Não nos «lixem» no momento

Deixem-nos provar primeiro!

 

Isto está mesmo a pedir,

Ai! Uma arma de dois canos

Cerrados que é p’ra partir

A cara aos «amaricanos».

 

Gil Saraiva

 

Nota: Letra de Fado escrita para o meu amigo fadista Zé de Angola.

 

 

 

Livro de Poesia - Devaneios de Estros Imémores - O Escritor - IX

O Escritor.jpg

        IX

 

"O ESCRITOR"

(balada para quem escreve)

 

Escritor de letras e canções,

Palavras que se juntam p’ra fazer sentido.

-Ao ritmo da música nascem sentimentos:

Palavras que se dançam ou cantam ao ouvido;

Escritor de emoções ou de momentos...

 

Escritor de letras e canções...

Escritor de vidas e ilusões...

 

Quem escuta as histórias já contadas

Sobre quem tem fome ou solidão...?

Ou sobre quem, entre gargalhadas,

Se descobre em impérios plenos de ilusão...

 

Escritor de letras e canções...

Escritor de vidas e ilusões...

 

Quem dança ao som de versos de amor,

De sonho, de prazer, de sons de lava,

Será que uma só vez lembra o autor

Da música, da letra, da palavra...?

 

Escritor de letras e canções...

Escritor de vidas e ilusões...

 

Na voz dos outros gritando liberdade,

Anónimo poeta, um criador talvez,

Da voz de quem o canta, da saudade,

Da música, da letra, da palavra...?

 

Escritor de letras e canções...

Escritor de vidas e ilusões...

 

Na voz dos outros gritando liberdade,

Anónimo poeta, um criador, talvez,

Da voz de quem o canta, da saudade,

Daqueles que escutam sem porquês...

 

Escritor de letras e canções...

Escritor de vidas e ilusões...

 

Escritor de letras e canções...

Escritor de vidas e ilusões...

 

Gil Saraiva

 

Nota: Letra para a Banda de garagem “Rock Spot Alive” (anos 80).

 

 

 

Livro de Poesia - Devaneios de Estros Imémores - Amor na Internet - VIII

Amor na Internet.jpg

           VIII

 

"AMOR NA INTERNET"

(rap do engate da net)

 

Foi Domingo à noite, depois do jantar,

Que eu vim «pará» rua, p’ra uma volta dar...

Meu passo alarguei, «prá» Baixa de Faro,

Na Disco, pensei, não vai sair caro...

 

‘Tava chateado, pois não tinha rodas,

Sem carro é tramado, andar nestas modas...

 

A Rua do Crime tava abandonada,

Os bares sem ninguém, a Disco fechada...

De olhos no chão, tão apoquentado,

Chamou minha atenção um papel queimado:

Anunciando o Cibercafé, diversão promete,

Copos e Internet, fui ao «Seu Café».

 

‘Tava chateado, pois não tinha rodas,

Sem carro é tramado, andar nestas modas...

 

Já frente ao PC mostraram-me a rede,

Olhei, já se vê, e matei a sede...

Só que eu afinal queria o prometido:

Diversão fatal - Era-me devido...

Foi-me dito a mim "- O «IRC»

É melhor assim, você escreve e lê...

E com gente fala, deste inteiro mundo,

E quando se cala, resposta: um segundo..."

 

‘Tava chateado, pois não tinha rodas,

Sem carro é tramado, andar nestas modas...

 

Num Canal entrei e lá fui falando...

Muito conversei... e o tempo passando...

Uma da manhã: Foi a gargalhada,

(Nem conto à mamã), tinha namorada...

 

‘Tava excitado, falando de modas,

Namoro encontrado, sem usar rodas...

 

Eu falei no Turma, depois no Patota,

Fui ao Portugal sem fazer batota...

Era de Lisboa, essa rapariga,

P’la foto era boa, era mais que amiga...

Minha namorada encontro marcou,

Disse entusiasmada: "- Ao Algarve vou..."

 

‘Tava excitado, falando de modas,

Namoro encontrado, sem usar rodas...

 

O tempo passou e à data marcada,

Ela lá chegou, meio envergonhada...

Nós fomos à praia, disco e hotel,

Que daqui não saia, foi melhor que mel...

 

‘Tava excitado, falando de modas,

Namoro encontrado, sem usar rodas...

 

Não vem em disquete o IRC,

‘Tá na Internet e basta um PC,

Escrever e ler, um olho piscar,

Fácil de fazer, vou sempre voltar...

 

‘Tava excitado, falando de modas,

Namoro encontrado, sem usar rodas...

 

Gil Saraiva

 

Nota: Letra para a Banda de garagem “Rock Spot Alive” (anos 80).

 

 

 

Livro de Poesia - Devaneios de Estros Imémores - Deixo o Vazio - VII

Deixo o Vazio.jpg

         VII

 

"DEIXO O VAZIO"

 

Dias sem tempo...

Noites já sem brio...

Olhando o espelho

Pra soltar um: "Ai!"

Ele descobre assim

Um rosto vadio...

Foge do medo

Porque a droga atrai...

 

E um dia ouviremos

como um desafio:

" É este o caminho,

De longe o melhor:

Vou! Deixo o vazio,

Vou! Deixo o vazio,

Vou! Deixo o vazio,

Mesmo com suor!

 

E de todo o lado,

Pra fugir à lei,

Vem a tentação

Pra engolir o anzol!

É preciso, enfim,

Ter força de rei

Para dizer: "Não!"

E ir da noite ao Sol!

 

E um dia ouviremos

como um desafio:

" É este o caminho,

De longe o melhor:

Vou! Deixo o vazio,

Vou! Deixo o vazio,

Vou! Deixo o vazio,

Mesmo com suor!

 

Se a droga ganhar

Tudo, em seu redor,

E a SIDA trouxer

Para quem lá vai:

Vão perder os bons...

Vai ficar pior...

Corpos derrotados

Sem soltar um "Ai!"

 

E um dia ouviremos

como um desafio:

" É este o caminho,

De longe o melhor:

Vou! Deixo o vazio,

Vou! Deixo o vazio,

Vou! Deixo o vazio,

Mesmo com suor!

 

Ó meu amigo

Tens de olhar por ti,

Vencer a luta...

Ser o rouxinol

Pra cantar comigo:

"Também já venci!"

Brilhando à noite

Mais do que um farol!

 

E um dia ouviremos

como um desafio:

" É este o caminho,

De longe o melhor:

Vou! Deixo o vazio,

Vou! Deixo o vazio,

Vou! Deixo o vazio,

Mesmo com suor!

 

Gil Saraiva

 

Nota: Letra para a Banda de garagem “Rock Spot Alive” (anos 80).

 

 

 

Livro de Poesia - Devaneios de Estros Imémores - Meu Coração Parou... - VI

Meu Coração Parou.jpg

              VI

 

"MEU CORAÇÃO PAROU..."

 

Tomava a bica

No velho Aliança,

«Prá» Baixa de Faro

Até não é caro,

 

Quando ela entrou...

Meu coração parou...

Ai! Ele disparou...

 

Que traços de fêmea,

Que olhos de lince,

Que curvas perfeitas...

"- Estarei a sonhar?"

Foi o que pensei,

"- Não quero acordar"

Foi o que implorei...

 

Quando ela entrou...

Meu coração parou...

Ai! Ele disparou...

 

Abri os olhos

Sorria pra mim

"Ai... Não pode ser..."

Pensei eu por fim...

 

Quando ela entrou...

Meu coração parou...

Ai ele disparou...

 

Mas era verdade,

Chamou-me plo nome,

De toda a cidade

Era comigo, era comigo,

migo, migo, que estava...

Não sei se consigo,

Dizer como a amava...

 

Quando ela entrou...

Meu coração parou...

Ai! Ele disparou...

 

Me disse que a noite,

A noite passada,

Tinha sido louca,

Só nós dois na estrada...

Nos bancos do Alfa Romeu

foi a Julieta

E o outro fui eu...

 

Quando ela entrou...

Meu coração parou...

Ai! Ele disparou...

 

Eu tinha bebido,

Bebido de mais,

De nada lembrava,

Nem dos seus sinais,

Nem mesmo do Alfa,

Pior do Romeu

Que tinha sido eu...

 

Quando ela entrou...

Meu coração parou...

Ai! Ele disparou...

 

Olhei para ela,

Contei que esquecera,

Queria repetir

O que acontecera;

Pedi-lhe pra vir,

Pedi-lhe...

Pedi-lhe...

Para repetir...

 

Quando ela entrou...

Meu coração parou...

Ai ele disparou...

 

Disse-me adeus,

Que assim não valia,

Que me amara

E que agora fugia,

Que nem queria crer

Que eu a esquecera...

Não podia ser...

Que assim a perdera...

 

Quando ela entrou...

Meu coração parou...

Ai! Ele disparou...

 

E então acordei,

E a cara eu voltei,

E ela ao meu lado,

Colchão apertado,

Tão bem que dormia,

Ai! Quanta alegria,

Afinal era verdade,

Uau,

Felicidade...

 

Quando ela entrou...

Meu coração parou...

Ai! Ele disparou...

 

Gil Saraiva

 

Nota:  Letra para a Banda de garagem “Rock Spot Alive” (anos 80).

 

 

 

Livro de Poesia - Devaneios de Estros Imémores - Baile dos Mandantes - V

Baile dos Mandantes.jpg

               V

 

"BAILE DOS MANDANTES"

 

A prova do Comunismo,

Da sociedade de esquerda,

Mas já sem o fanatismo,

Será ganho ou será perda?...

 

Se o sistema tiver falhas

Os verdes da CDU

E os vermelhos do Carvalhas

Não querem levar no... olho...

 

Foi do Cunhal a APU,

PCP de roupa nova,

Agora com a CDU

Carvalhas falhou na prova...

 

Diz não aos reformadores,

Só ele entende da poda,

Este Carvalhas, senhores,

Merece uma grande sova...

 

Digas que queres ou não queres,

A moeda unicista

Fomos pra lá «cu» Guterres

Do Partido Socialista...

 

Saiu p’la porta dos fundos,

Com a rosa na cueca,

Prometeu tamanhos mundos,

E deixou tudo na seca...

 

Vem o Rodrigues de Ferro

Governar a oposição,

Será que dará o berro

Quando for com a Nação?

 

PSD e CDS,

De cintinhos apertados,

Mas quem será que merece

Estes parcos ordenados?

 

Os primeiros «abater»,

São os da linha da frente,

Será que vamos vencer

Ou será sonho somente?...

 

Quem quer o Manuel Monteiro,

A Moura Guedes não tem;

Pra ficares cu primeiro,

Ficas sem Lobo também...

 

CDS: águas mortas

Dum Amaral sem vintém;

O PP vem de Paulo Portas,

Pois de Monteiro não vem...

 

Agora ministro é...

O Paulo Portas do PP!

Uma moderna «torné»,

À defesa já se vê...

 

Tomou banho a sul do Douro,

Foi no Tejo, e se achou belo,

Com aquele ar «sabedouro»

Ninguém atura o Marcelo...

 

Mas se ainda ele repousa,

Nada quer com o Cavaco,

Marcelo Rebelo de Sousa,

Lá entrou pelo buraco...

 

Quem sucedeu ao Marcelo,

Que tudo entende, ditoso,

Sem precisar de martelo

Foi mesmo... Durão Barroso!...

 

Prometeu dias de glória,

Mas será que era gozo?

É sempre a mesma história

Esse tal Durão Barroso!...

 

Gil Saraiva

 

Notas: 1) Letra para a Banda de garagem “Rock Spot Alive” (anos 80).

          2) Cantado à moda do corridinho algarvio (da política).

 

 

 

Livro de Poesia - Devaneios de Estros Imémores - O «Cuentro» - IV

O Cuentro.jpg

          IV

 

"O «CUENTRO»"

 

O Algarve tem «bandêra»,

Linda bandeirinha azul...

Tem praias bem à «manêra»

Para à malta vir pró Sul...

 

Boliqueime «nã» tem poço

Mas uma fonte «porrêra».

«Nã» caias na silva ó moço,

«Lev'ó» cavaco à «foguêra».

 

P'la Via «Infant'ê» vou,

Navegando Algarve adentro...

Quem «ess'» «áçorda» provou,

Viu-lhe a falta do «cuentro».

Leva o cavaco à «manêra»,

E diz-lhe que no «cuentro».

Pela Via «Alfarrobêra»

Bem pelo Algarve adentro!

 

Sou «turist'ó» «an'intêro»,

Por viver onde nasci...

Ganho o «mêsme» «qu'm «tripêro»,

Pago o dobro por aqui...

 

A conquilha no xarém,

Tem um goste especial...

Quem provar o «qu'ela» tem

«Lamb'» os «bêços» - é normal...

 

P'la Via «Infant'ê» vou,

Navegando Algarve adentro...

Quem «ess'» «áçorda» provou,

Viu-lhe a falta do «cuentro».

Leva o cavaco à «manêra»,

E diz-lhe que no «cuentro».

Pela Via «Alfarrobêra»

Bem pelo Algarve adentro!

 

Pôr cuspinho na «orêlha»

Para cá do Caldeirão:

Valentia ou «criancêra??

Vem jogar pra veres então...

 

Todos sabem no país

O «qu'é» uma velha coxa...

Fora daqui quem me diz

O que quer «dezêr» «xoxa»?...

 

P'la Via «Infant'ê» vou,

Navegando Algarve adentro...

Quem «ess'» «áçorda» provou,

Viu-lhe a falta do «cuentro».

Leva o cavaco à «manêra»,

E diz-lhe que no «cuentro».

Pela Via «Alfarrobêra»

Bem pelo Algarve adentro!

 

Gil Saraiva

 

Nota: 1) Letra para a Banda de garagem “Rock Spot Alive” (anos 80).

         2) Letra escrita à moda do falar algarvio.

 

 

 

Livro de Poesia - Devaneios de Estros Imémores - Cuecas Amarelas - III

Cuecas Amarelas.jpg

           III

 

"CUECAS AMARELAS"

 

No Domingo fui à feira,

P’ra comprar umas cuecas,

Vi lá umas e gostei delas,

Só porque eram amarelas...

 

Quis provar as «badamecas»

Lá tirei as que trazia,

Quem me viu sem as tarecas

O que viu... ai, não devia...

 

Comprem todos cuecas amarelas,

Cuecas amarelas, cuecas amarelas.

Comprem todos cuecas amarelas,

Cuecas amarelas, cuecas amarelas,

 

Tinha as calças já no chão

E alguém disse: "- Olhem ali!"

Tinha tudo à mostra então...

 

Comprem todos cuecas amarelas,

Cuecas amarelas, cuecas amarelas.

Comprem todos cuecas amarelas,

Cuecas amarelas, cuecas amarelas,

 

(frases soltas do refrão)

"Olhem aquilo..."

"Vejam aquilo..."

"Mas é incrível..."

Ó, vejam, ó vejam..."

"Mas que figura..."

"Pois é, pois é..."

 

Desde que eu comprei na feira,

As cuecas amarelas,

Me chamam todos p’lo nome,

Que herdei por causa delas:

 

"- Ali vem «o cuecas amarelas»,

Cuecas amarelas, cuecas amarelas,

Ali vem «o cuecas amarelas»,

Cuecas amarelas, cuecas amarelas..."

 

Comprem todos cuecas amarelas,

Cuecas amarelas, cuecas amarelas.

Comprem todos cuecas amarelas,

Cuecas amarelas, cuecas amarelas...

 

Gil Saraiva

 

Notas:  1) Letra para a Banda de garagem “Rock Spot Alive” (anos 80).

           2) Letra baseada na versão brejeira e portuguesa da música dos The Beatles - Yellow Submarine.

 

 

 

Livro de Poesia - Devaneios de Estros Imémores - "Nou Jóbe 4 de Bóis" - II

Nou Jóbe 4 de Bóis.jpg

              II

 

"NOU JÓBE 4 DE BÓIS"

 

«Nou jóbe 4 de bóis...»

Pastem caracóis...

Lentamente....

Ah! Valente...

Colhe a rosa no jardim...

 

Há quem diga «qué stratégia»,

Engenharia... ou assim...

Outros dizem: "- Norma régia

Tu queres...

E então pra mim?"

 

«Nou jóbe 4 de bóis...»

Pastem caracóis...

Quatro naipes, um só trunfo,

Um só Arco do Triunfo...

 

«Nou jóbe 4 de bóis...»

Pastem caracóis...

Lentamente....

Ah! Valente...

Colhe a rosa no jardim...

 

Mudam tempos

Vidas, esperanças,

Neste mundo de mudanças

Ninguém quer...

Nada dizem...

Ah! Mas quem cala consente..

Não se engana,

Não se mente,

Que o fruto já deu semente...

Que a semente é flor da vida,

De uma laranja perdida,

Numa rota

Já esquecida...

Faz batota;

É bolota

Ou nogueira envelhecida...

 

«Nou jóbe 4 de bóis...»

Pastem caracóis...

Lentamente....

Ah! Valente...

Colhe a rosa no jardim...

 

«Nou jóbe 4 de bóis...»

Pastem caracóis...

Quatro naipes, um só trunfo,

Um só Arco do Triunfo...

 

Na cozinha cai o tacho,

Logo em cima do capacho

Com desenho de Rabelo...

Pela sopa verde sujo,

Que no tacho fervilhava,

Um molhinho de marujo...

Mas que agora tá no chão

E quantos pra lá: «Irão...»

M & M

É chocolate,

É tenrinho de trincar,

Há azuis,

Há amarelos

e outras cores se calhar...

 

«Nou jóbe 4 de bóis...»

Pastem caracóis...

Lentamente....

Ah! Valente...

Colhe a rosa no jardim...

 

«Nou jóbe 4 de bóis...»

Pastem caracóis...

Quatro naipes, um só trunfo,

Um só Arco do Triunfo...

 

Colunistas deram mote

E agora querem cartas,

Não sem antes porem marcas,

Que o jogo se joga forte...

Há quem diga que é de morte...

Já ninguém aqui tem norte,

Nesta batalha sem fim...

Sopram os ventos do Leste,

Fica o jogo mais agreste...

Quem quiser jogar o «King»

Tem de ter Rei ou Rock,

Para não ficar de fora

E pra que nada lhe toque

Ontem, sempre, hoje e agora...

 

«Nou jóbe 4 de bóis...»

Pastem caracóis...

Lentamente....

Ah! Valente...

Colhe a rosa no jardim...

 

«Nou jóbe 4 de bóis...»

Pastem caracóis...

Quatro naipes, um só trunfo,

Um só Arco do Triunfo...

 

«Nou jóbe 4 de bóis...»

Pastem caracóis...

Lentamente....

Ah! Valente...

Colhe a rosa no jardim...

 

«Nou jóbe 4 de bóis...»

Pastem caracóis...

Quatro naipes, um só trunfo,

Um só Arco do Triunfo...

 

Gil Saraiva

 

Notas: 1) "Nou Jóbe 4 de Bóis" “algarviada” inglesa que significa “Sem cunhas para os rapazes”

          2) Letra para a Banda de garagem “Rock Spot Alive” (anos 80).

 

 

 

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