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Estro

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

Livro de Poesia: Portaló - Parte II - Portaló - II - O Refúgio

O Refúgio.JPG

         II

 

“O REFÚGIO”

 

Venham visitar o refúgio

Dos poetas, criadores,

Dos amantes, pensadores,

Sem subterfúgio

Entrar com amor,

Vir sentir a paz

E a harmonia,

Num descanso tão consolador

Seja no pôr-do-sol

Ou no raiar do dia…

 

É aqui que escrevo

Eu estas linhas,

É aqui que estou

Eu deslumbrado,

Tentando colocar nas entrelinhas

O quanto aqui me sinto

Apaixonado…

O Portaló tem um manto de magia,

Algo me faz sentir

Enfeitiçado,

Como se num cerne de alegria

Fosse possível tocar

A nostalgia,

Sem ficar triste ou angustiado.

 

Beijar a saudade

Que já sinto deste lugar

Onde a realidade

É lagrima de mar

Em felicidade.

 

Aqui, neste refúgio, não estou só,

Aqui me sinto amado

E desejado,

Aqui, neste hotel de Portaló,

Nem penso no futuro,

Esqueço o passado,

Me sinto tão seguro

E só penso em pecado.

 

Anda amor, vem, vamos amar,

Dançar o dentro e fora,

Com loucura,

Adoro ouvir-te em êxtase gritar:

“- No refúgio, amor, mete mais.

Ah! Está tão dura.”

 

Gil Saraiva

 

* Parte I I - Portaló ou o Sortilégio do Paraíso

 

Livro de Poesia - Paradigmas do Meu Ego: Possa Ser Eu! - X

Possa Ser Eu.jpg

           X

 

"POSSA SER EU!"

 

Meu amor...

No espaço diminuto do meu cérebro

Não consigo enclausurar o amor que sinto...

É vasto demais,

É denso, é forte,

E nem zipado cabe entre neurónios...

 

Poderia eu arquivá-lo nessa rede,

Aquela a que chamamos de Internet,

Em servidores sem fim...

"Terabytes" e "Terabytes" de sentir...

Mas é pequena a "Net",

É curta, é vã...

 

Ah, mas então...

Só dessa forma se tornaria a rede

Um sentimento só,

Somente e apenas...

Mas tanto ficaria por expressar,

Pois está por inventar o “chip”

Ou a memória

Que possa processar o verbo amar

Com a dimensão e a dignidade

Que este deve possuir...

 

Porém...

Um processo existe, um meio, uma forma,

De saberes, ó meu amor, o quanto te amo...

Há um condensador do meu sentir

Que podes ler sem erro,

“Bug” ou vírus

Que o afete...:

 

O brilho dos meus olhos quando a retina

Capta a tua imagem e a retém

Lá para lados desse órgão interno

A que teimamos dar por nome:

Coração!...

 

O fenómeno pode não ser sensível

À ânsia da descoberta do sentir

Através de quaisquer materiais...

Ah... Mas se amares...

Vais poder ler o brilho oculto

Aos olhos de um outro qualquer alguém

E, meu amor, que esse alguém

Possa ser eu!

 

Gil Saraiva

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