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Estro

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

Livro de Poesia - Crença em um Fanal na Chona Lôbrega: Sorrindo - V

Sorrindo.jpg

       V

 

"SORRINDO"

 

Senhor da bruma,

Sou como peça gasta e sem valor

Num imenso jogo universal.

Nada mais sou!

Apenas isso que escrevo e nada mais.

 

A vida é como um jogo,

Num gigantesco tabuleiro de xadrez.

 

O existir é complicado,

Problemático,

Uma imensa arquitetura

De jogadas

Cujos resultados

Demoram a ser vistos...

 

No final,

Ganhará quem melhor souber

Mexer as peças,

Quem soube prever e antever,

Quem teve visão!

Ou sorte, porque não,

Isso acontece…

 

Ninguém quer apenas sobreviver,

Sem qualidade de vida,

Em solidão,

Excluído do convívio

Dos outros seres humanos.

 

Todos procuram manter

A saúde, algum conforto

E o amor dos que lhes são mais próximos.

 

Para se vencer esta guerra

Contra o óbito,

Não é a vida eterna

Que ambiciona

Mas sim, enquanto se existir,

Manter na vida

A qualidade do ser e estar

Até um dia,

Finalmente,

Chegar a hora da partida.

 

O prémio,

Esse,

É morrer sorrindo!

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia: Portaló - Parte I - Paisagens - VI - O Corcel

Corcel.jpg

 

       VI

 

“O CORCEL”

 

Nas bermas tornadas aquedutos

Onde as águas

Escorrem cristalinas,

Chapinhavam crianças

Bem latinas,

Em brincadeiras mil e diabruras…

 

O táxi não para

E vai seguindo,

Rumo ao destino, nas vias seguras,

E no banco detrás

Nós esgrimindo

Damos

beijos de boca

Em almas puras…

 

A natureza

Parece estar sorrindo,

Banhada de alegria,

Ao Sol fugindo,

Qual corcel que,

Por ravina,

Ao vento correndo

Dá à crina…

 

Gil Saraiva

 

* Parte I - Paisagens ou o Sortilégio da Paixão

 

 

 

Livro de Poesia: Portaló - Parte I - Paisagens - V - Rumo ao Mar

Rumo ao Mar.JPG

               V

 

“RUMO AO MAR”

 

Do céu tudo fomos

Mirando,

São Salvador, a baía e umas ilhas,

Que lá no horizonte

Se focando,

Pareciam estar a muitas milhas…

Uns pontos verdes no mar

E na paisagem

Frente à baía,

Quase uma miragem,

Como gotas puras,

Meigas, generosas,

Quais gemas saindo preciosas

Do Atlântico

Que lhes presta vassalagem…

 

Por fim,

As mornas chuvas tropicais

Iam, passo a passo, lavando,

Nas ilhas,

O verde e o ouro naturais

Em instantes, minutos,

Já limpando

Os tons de jade puro e de cristais…

 

E enquanto o avião descia,

Em curva,

Sorrindo às nossas mãos

Entrelaçadas,

Ainda eu sentindo a vista turva

Beijava as tuas faces,

Pela luz, rosadas.

 

Descemos ao solo

Sem ravinas,

Rapidamente

O aeroporto se perdeu,

Pelas estradas brilhando,

Genuínas,

Lavadas pela chuva,

Que choveu…

Seguimos rumo ao mar

Só tu e eu

Nem enlace perfeito de encantar…

 

Gil Saraiva

 

* Parte I - Paisagens ou o Sortilégio da Paixão

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