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Estro

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

Livro de Poesia - O Próximo Homem: Adeus Heróis do Mar - Letra Gil Saraiva - Foi Há 30 Anos - Carta de Um Timorense

ADEUS HERÓIS DO MAR - CARTA DE UM TIMORENSE - LETRA: GIL SARAIVA - POEMA DE 1991 / NOVEMBRO POR GIL SARAIVA - FOI HÁ 30 ANOS - HÁ 30 ANOS - 30 ANOS - ANOS - NOS - OS - S...

Adeus Heróis do Mar.jpg

             VIII

 

"CARTA DE UM TIMORENSE"

 

Adeus Heróis do Mar

Das armas e barões já reformados...

 

Adeus a todos vós que edificaram

Este reino que um dia foi Timor

Adeus ó nobre Povo

De quem um dia herdámos

A força, a valentia, a resistência...

 

Faz muitos anos que da dor

Fazemos pão...

 

Desde o dia da vossa despedida

Que caça somos

De um vil invasor...

 

A vós Heróis do Mar

Pedimos hoje

Que com esplendor

Levanteis de novo

A nossa,

Hoje triste,

Terra de Timor...

 

Quando em Dili

Fomos massacrados,

Quem nos ouviu pode comprovar

Que em Português,

Ao morrer,

Dissemos: MÃE

 

Eu sou o Joaquim,

Ele o António,

Da Silva, da Fonseca, do Rosário...

 

Ó Heróis do Mar

Pois foi de vós

Que a palavra saudade

A nós chegou...

 

E que saudades de vós

Heróis do Mar!

 

Gil Saraiva

Adeus Heróis do Mar.jpg

 

 

 

Livro de Poesia - Ântumos Implexos dos Airados: Loucura de Mulher - XVII (Último)

Loucura de Mulher.jpg                     XVII

 

“LOUCURA DE MULHER”

 

Pelos cabelos,

De um maduro trigo,

Um rosto nasce simples, divinal.

E perco-me na obra,

Sem igual,

Por apanhar um sorriso doce,

Singelo, diria mesmo amigo,

Rindo como quem ri para consigo,

Nessa boca de beijos, sensual.

 

Erguem-se uns seios hirtos, naturais.

Move-se o tronco

Sem notar o perigo

Que um ser-se assim

Provoca noutro ser que o observe,

Mesmo que de passagem

E que fique assim retido na paisagem.

 

O caminhar faz os homens volver,

Olhar para trás

Para confirmar,

Como quem viu

E não quer crer,

Como quem pensa

Que está a imaginar.

 

Ancas perfeitas,

Ventre de morrer,

Mulher de sonho assim é,

Por ventura,

O sonho de um homem,

Na loucura!

 

Podes ser tu essa mulher,

Não precisas de ser um ser perfeito.

Podes ser magra, gorda, linda ou vulgar

Que o que importa mesmo é como o meu olhar

Te vê na loucura do que sou e do que sinto!

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Ântumos Implexos dos Airados: Passagem Pela Rede Social - XVI

Passagem Pela Rede Social.jpg                             XVI

 

“PASSAGEM PELA REDE SOCIAL”

 

Aqui, eu procurei uma amizade, auxílio, ajuda, apoio,

À minha imensa solidão. Aqui, eu revelei, sem ter pensado,

O estado do meu coração, a quem me quis ouvir e me deu troco.

 

Sinceridade, foi a palavra minha, a mais correta,

Lealdade, a forma de fugir de uma exclusão,

Faminto eu busquei a emoção,

De amar e ser amado de verdade.

 

Na rede social eu me despi totalmente

Das defesas que temos e, em cada dia,

Com afinco lutei pelo que queria,

Sabendo que se a sorte me quisesse

Poderia ser por ela bafejado,

Ou contrariamente comido ou enganado.

 

Com sorte, que sem ela nada acontece,

Numa tarde, ao anoitecer,

Eu te conheci,

Tinhas numa fotografia,

Esse sorriso teu,

Ali parado.

Como foi bom

Eu te ter procurado.

 

O tempo foi passando

E eu, entusiasmado,

Fiz juras de amor,

Promessas de pecado,

Até nós nos combinarmos encontrar,

Para vivermos juntos esse amar.

 

Finalmente o dia veio

E tu chegaste.

Vinhas de carro,

Com um homem e uma criança

À boleia no banco traseiro.

Paraste, riste,

E disseste ao homem ao teu lado:

“- Querido, este é mais um que ficou apanhado,

Olha só a cara dele, ali, pasmado.”

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Ântumos Implexos dos Airados: Aniversário - XV

Aniversário.jpg            XV

 

ANIVERSÁRIO”

 

Faz anos, hoje, o meu amor,

E muitos fez sem minha companhia,

Quando mais vinte celebrar, um dia,

Apagar, espero vê-la, com fulgor,

As velas, me sorrindo no calor de uma vida,

De risos e alegria. Sem tristeza, remorsos,

Mesmo sem nostalgia,

Mais feliz do que um dia quis supor.

 

Porque é lindo amar e ser amado,

Ter alma gémea sorrindo de bem perto,

Qual gota que dá luz e vida ao meu deserto,

Que me mata a sede de sentir,

Que faz de mim e dela o par mais certo,

Porque basta um olhar para se sorrir.

Um oásis assim, mais do que um desejo é sonho

Já sonhado, quadro imaginado,

Aspiração de um querer concreto.

 

Faz anos, hoje, o meu amor,

É chegado mais um aniversário, não me quero esquecer,

Feito otário, para não me arrepender ao fim do dia.

Não sei que prenda dar… se um respirar na praia a maresia,

Se um bolo com velas torneadas, se umas joias de família

Que tenho ali guardadas, se um quarto de hotel com fantasia…

 

O que lhe dar para sentir a euforia, a felicidade de um rosto

Apaixonado? Um anel, uns brincos, um pendente?

Talvez um brandy velho empoeirado, um vinho especial,

Uma aguardente? Um vaso de orquídea ornamentado ou um

Perfume raro e bem diferente? Uma noite de sexo e de pecado?

 

Se fosse a minha ex-namorada eu já sabia,

Um cartão de crédito dourado,

Carregado de euros, uma boa maquia,

Suficiente para me deixar bem penhorado,

Que para essa uma mais valia

Não era amor e sexo, mas “el contado”.

 

Faz anos, hoje, o meu amor, a minha amada,

Espero não me enganar na prenda dada…

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Ântumos Implexos dos Airados: O Afinismo Humano - XIV

O Afinismo Humano.jpg                       XIV

 

“O AFINISMO HUMANO”

 

Não existe no dicionário a palavra “afinismo”,

É uma palavra só minha, pessoal, por mim criada, um neologismo,

Talvez, de vão de escada, contudo, cheio de significado e de lirismo.

Afinismo vem de afim, ou seja, semelhante, análogo, idêntico, igual

Ou parecido, ou seja, similar e consonante com um pensamento

Envolvido numa mesma forma de estar, de agir ou de gostar,

De seres diferentes, que por concordarem nisso se pensam unir,

Criando clubes, partidos, gerando umas correntes, onde se trocam ideias,

Onde a permuta é algo coerente e onde o objetivo é semelhante,

Próximo, comum, onde se luta pela mesma causa aliciante.

 

Pondo as rimas de parte, o afinismo é aplicação biunívoca entre duas

Ou mais coisas, sejam estas, atos, pensamentos, objetos ou ideias,

Tendo entre elas um denominador comum que une duas ou mais pessoas

Em seu torno e em sua defesa. Quando levado ao extremo, a sério

Ou à legalidade, ajuda a formar casais, partidários, adeptos, próximos,

Amigos, vizinhos, famílias e confrades. Porquê? Porque cada grupo

Se sente unido por perspetivas e projectividades de origem única,

Ou de princípios idênticos, quase iguais, diria… gémeos.

Cada movimento se agrega então, seguindo uma mesma linha reta

Ou uma outra que lhe seja colateral, de preferência paralela

Ou espelhada nos mesmos conceitos primários.

 

O afinismo defende que a sociedade se organiza em volta

Das mesmas analogias, conexões ou tendências,

Sendo que todas elas buscam a combinação associativa,

Ou legal se o direito dos Estados o exigir.

 

A História faz prova disso mesmo, nos milénios até

Hoje conhecidos, pois que sempre nos organizámos assim:

Entorno de uma terra, de um país, de uma língua,

De um líder ou de uma bandeira.

 

O afinismo promove as empatias, gera classes sociais

E sindicatos, ordens, movimentos, princípios,

Direitos e por fim as leis da sociedade.

 

Mesmo do campo emocional e do sentir

O afinismo cria os laços certos,

Seja entre casais ou entre amantes,

Seja no ódio, na dor, ou no amor.

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Ântumos Implexos dos Airados: O Escorpião - XIII

O Escorpião.jpg          XIII

 

“O ESCORPIÃO”

 

“O escorpião é dor, é digno de medo, de respeito, de terror.

O escorpião é sorte, é signo de quem com a morte a seu favor,

Nasce sob a sua proteção, cheio de vida, de encanto de amor,

Porque o restante já lhe ocupa o coração.”

 

Posso eu ser um escorpião, porém, não me revejo nas palavras,

Anteriormente escritas nestes versos e que, a meu ver,

Não passam da ideia generalizada de que o animal é um ser do mal.

Não! Não me revejo eu na citação da primeira estrofe, não sou eu,

Não me reflete, não pode falar de mim, não acredito que seja pessoal.

 

É como afirmar que os meus amigos são como os meus cigarros e que,

Embora andem sempre comigo, no fundo, só me fazem mal.

Mas fazem mal porquê? Se meus amigos são só fazem bem.

Tudo o resto são premissas falsas, Axiomas sem sentido,

Verdade ou fundamento. Banalidades ditas pelo povo,

Habituado a sacudir a água do capote

Das suas próprias culpas e defeitos.

 

Eu sou escorpião, afirma comprovadamente

A astrologia. Nascido em novembro, dia seis,

No centro do signo, a meio do dia,

Todavia, não quero a morte a meu favor,

Mas sim a vida, o sorriso, a alegria,

Nem sou sadomasoquista para da dor

Tirar qualquer prazer, que não a tétrica agonia,

Que rejeito como forma do meu ser.

 

Diz o meu signo que a sensualidade,

O sexo e o amor, são predominantes,

Que gosto de rumar contra a maré,

Que sou solidário, sensível e extrovertido.

Pode ser que sim, mas cada um é o que é

E eu sou somente aquilo que sou

E nada mais do que o que fui e que serei.

Tudo o resto pode vender revistas de cordel,

Mas nada tem a ver com o meu papel

Neste mundo onde vivo e onde existo como ser.

Reconheço que, todavia, não gosto de seguir

A carneirada, talvez por ser escorpião.

Eu sou aquilo que sou (desculpem) e mais nada!

 

Gil Saraiva

 

 

 

 

Livro de Poesia - Ântumos Implexos dos Airados: Dunas - XII

Dunas.jpg   XII

 

“DUNAS”

 

Será preciso o toque para se amar alguém?

Não posso responder assim, de ânimo leve,

Por tudo o que sente a humanidade.

Todavia, para mim, que nunca te toquei,

Tu és a minha pérola oriental,

Para mim, que nunca te cheirei ou sequer senti,

Tu és real como o sangue vermelho e fluído

Que me corre de mansinho nas veias.

 

Como a água que mata a minha sede

Tu és a fonte que sacia o meu desejo.

E a tudo isto eu gostaria de chamar amor,

Porque nada mais há de tão belo,

Tão perfeito, tão divino e tão terreno

Do que o sentir que vem de dentro.

 

Ao pensar nos teus seios de mulher

A imagem que se forma é de beleza eterna,

De perfeição, de arrepio que ilumina o estro

E que a História soube eternizar.

Embora poucas palavras pareçam existir

Para se descreverem as sensações plenas

Que podem uns seios despertar.

 

Seios, são como dunas desenhadas pelo vento

Onde dedos suaves nelas deslizam

Ajustando a forma, a consistência ou rigidez.

Esqueçam os exageros absurdos da pornografia

E lembrem os clássicos que, cada um a seu jeito,

Na mestria da sua arte nos apresentam essas dunas,

Sejam eles os escultores, os pintores, os fotógrafos

E os poetas, que as eternizaram num épico

Erotismo pleno de emoção, quase loucura.

Pensem no respirar das dunas à beira-mar,

Húmidas de oceano, com movimentos suaves,

Que em plano horizontal apontam ao infinito.

Será preciso o toque para se amar alguém?

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Ântumos Implexos dos Airados: O Novo Algarve - XI

O Novo Algarve.jpg

           XI

 

"O NOVO ALGARVE"

 

Na calma das palmeiras,

Paciente, quase preguiçoso,

Passa o Gilão longos dias de repouso,

Medita o rio, reza em cada igreja,

Trinta e sete templos de plena devoção,

Conhece bem Tavira o meigo rio,

Entende as terras deste Algarve

Onde reside o Sol do oriente, a voz do Sul

De uma Europa unida em confusão.

Afinista do amor, da simpatia,

Tavira aguarda, uma vez mais,

A invasão das línguas e dos povos,

Na sombra das muralhas de um castelo

Que foi de romanos, mouros e outras gentes,

Antes de ser pedra lusa, austera, gótica e secular.

 

Os turistas vêm do mundo e de outras partes

Prestar homenagem rendida ao Gilão.

Rendidos pela calma,

Que invasões bárbaras são guerras do passado.

E hoje o que os conquista é a harmonia,

É fé caiada de branco por entre alvas açoteias.

Chegam em bando os visitantes,

Migram buscando as praias e o lazer.

Nestas terras lusas de cor, de tradição, de mar,

Migram na procura de um valor esquecido

E encontram-no aqui,

Reconhecem-lhe a forma e o feitio

E chamam-lhe: humanidade.

 

Seria quase poético o poema terminar

Seu curso no verso anterior, todavia,

Depois da chaminé e da amendoeira,

Depois do Sol, depois das praias,

Depois do D. Rodrigo e da Ria formosa

O novo Algarve elegeu a grua…

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Ântumos Implexos dos Airados: O Meu Vulcão - X

O Meu Vulcão.jpg            X

 

"O MEU VULCÃO”

 

Não me deixes só

No universo,

Não me tires a alegria,

O amor, a vida,

Não me faças voltar

A ser perverso,

Não me deixes tu a alma nua,

Não me abandones minha querida.

 

Não me deixes perdido, só,

Na solidão emerso,

Não deixes minha alma ressentida.

Não quero ficar só,

Abandonado neste mundo,

Não quero estar perdido

Ou ser imundo…

 

Ó vida escura, sombria, sem calor,

Estou cego, não consigo olhar.

Quero morrer. Tenho a alma fria

Gelada pela dor,

Eu não vou conseguir aguentar,

Pois não posso viver sem teu amor.

Estou cego, a vida quero abandonar,

Sem teu amor eu quero,

Eu tenho de morrer,

Assim não, por favor,

Assim eu vou fender…

 

Como um raio vou fender meu ego,

Vou estilhaçar-me pelo infinito

Vou gritar ao sonho

Que não nego

Que tu para mim és Sol,

Luz, mito.

Vou gritar que te amo

E embora cego,

Em ti vejo um diamante

E não permito

Que alguém jamais te ame

Como eu te amava,

Porque senão,

Meu vulcão

Vai verter lava!

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Ântumos Implexos dos Airados: La Palma, Cascata de Lava - IX

La Palma Cascata de Lava.jpg                                  IX

 

“LA PALMA, CASCATA DE LAVA”

 

Revolta-se a Terra e logo pelas Canárias,

Grita, em tremores pela ilha fora,

Em nome do planeta pois que demora

O Homem a parir reformas ordinárias

Sobre o clima, o ambiente, já sem hora,

Minuto, segundo ou mesmo instante

Para tudo mudar porque é flagrante

Que o destino não espera e a chama chora

Rios de fogo pela encosta agora,

Desembocando cascatas de lava no oceano,

Numa guerra invulgar, sem mano a mano.

 

E monte da velha enxofre fede,

Rebenta de raiva o vulcão adormecido,

E em torrentes de sangue nada impede

Os rios de devorar casas e terras num rugido,

Sem dimensão, sem forma, sem sorriso,

Sem consideração, espera e sem aviso,

Que não seja o da confusão, do alarido.

Para as vítimas o drama cheira a desespero

De nada serve a luta, o orgulho ou o esmero.

 

Ali reina um caos sem ter vertigens.

Plantações de banana viram estrume,

Em torresmos derretidos, desde o cume,

Que a civilização volta às origens.

Chega o rei, ministros e dinheiro,

Entram promessas pela televisão,

Que imagens de espanto são viveiro

De audiências, de sofá e de emoção,

De quem ao longe assiste ao formigueiro

De uma La Palma recreada em cinzeiro.

 

Em La Palma, as cascatas são de lava.

Laranja, amarelo, negro e vermelho

São as cores da revolta que se trava

Numa ilha para quem não há conselho

Que ajude a suportar tamanha dor,

De quem vive dessa terra, de quem viu

Desaparecer o fruto de todo o seu labor

E sem comos, nem porquês, se despediu

Dos seus haveres, das memórias, no calor

Porque as chamas tudo em volta consumiu.

 

A natureza acordou um vulcão adormecido,

Nem requerimentos, sem razões, sem um pedido!

 

Gil Saraiva

 

 

 

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