Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Estro

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

Estro do meu ego guarda a minha poesia, sem preocupações de forma ou conteúdo, apenas narrativas do que me constitui...

Livro de Poesia - Melopeias Róridas Entre Armila e Umbra: Tudo, Mas Tudo - III

Tudo Mas Tudo.jpg                  III

 

"TUDO, MAS TUDO”

 

Grito!

Porque preciso eu de gritar?

De ter de mandar

Tudo cá para fora?

Para que servem as lágrimas

Que não quero chorar?

Porque não as consigo reprimir?

Não creio que pretendas

Magoar o teu amor.

Que estranha forma de amar

E de sentir…

 

Algo te mudou,

Seja o que for.

Quererás tu ver-me zangado

Ou buscas truques para me apontares

Como o mau da fita,

Aquele que grita,

Como o vil culpado?

 

O que pretendes do meu coração?

Porque o procuras afligir

Ou causar dor?

Porque tens a alma em colisão?

Porquê?

Para ganhares o quê?

Nem imagino.

Argumentas em palavras

Sem significado

Talvez me queiras confuso,

Baralhado.

 

Este é o tempo da pandemia

E do radicalismo,

Do oportunismo, da violência vã,

Das notícias falsas e do populismo.

Vendeste a alma a esta gente má?

Ah! Como me faltam

Os teus beijos de presente e de oxalá.

 

Vá lá,

Põe em pratos limpos

O que queres de mim.

Quem te convenceu a seres indiferente?

Arranjaste emprego para seres ruim?

Amor,

Diz-me o que vai na tua mente.

Não aguento mais,

Eu juro por Deus!

Se queres partir

Basta dizeres adeus!

 

Não vês que te amo

Nos versos que escrevo?

Diz-me o que te alegra,

O que posso fazer?

Terei de arranjar a sorte num trevo?

Os de quatro folhas

São tão fugidios…

 

Tu sabes que eu sofro,

E não é à toa,

Porque, entre nós,

A vida era boa.

Eu quero manter viva

A nossa chama.

Quero ser teu homem,

Aquele que te ama.

Ter sexo contigo

No chão ou na cama!

Anda, vem, vamos ser felizes…

 

Vá lá, sorri!

Ainda não há imposto para se sorrir!

Nem há inflação para te poderes vir!

Vem fazer amor que eu quero-te amar!

Se eu te dou carinho, levo um pontapé.

Durante o inverno aqueço-te em mim

E de ti recebo nem um cafuné.

 

De alma gelada apagas o inferno

Transformas La Palma

Em cristal eterno.

Talvez, bem no fundo,

Procures não me magoar.

Conta-me uma história

Que não de partir.

Amor, baixa a guarda,

Que quero ser teu

Diz-me que os dois juntos

Vamos triunfar.

Eu sei que a tua alma não sabe mentir.

 

Desisto!

Entendi.

Não se vive amor

Estando-se só.

Podes partir mulher…

Tudo, mas tudo, menos dó!

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Sortilégio Tropical: .Tudo e Nada - XL

(entre cá e lá...)

Tudo e Nada.jpg

         XL

 

"TUDO E NADA"

 

Amor, num golpe, é espada e cativeiro;

Amor é chave, é vinha e é guarida;

Amor é já, também, a nova vida;

Amor é universo e é celeiro;

 

Amor é flor exposta num canteiro:

Orquídea, rosa, cravo ou margarida?

Não importa saber qual a mais q'rida,

Se em lapela ao amor tomam o cheiro...

 

Amor é coração, amor é dor,

É ter; é ser; é estar; é acordar;

Amor é o primeiro beijo dar;

 

Amor é quando ao vê-la tem calor

Perdida face agora enamorada...

Amor é sempre tudo; é sempre nada!...

 

Gil Saraiva

 

 

 

Livro de Poesia - Gota de Lágrima: A Poesia do Tê - V

A poesia do Tê.jpg

               V

 

"A POESIA DO TÊ"

 

T: de Terra, de Território,

De Tempo, de Ternura, de Texto,

De Timbre, de Terreiro,

De Trabalho, de Tédio,

De Tranquilo, de Transcendente,

De Trato, de Turno, de Turma...

 

De Tarde, de Tardio, de Tardar,

De Tradição, de Trégua, de Trigo,

De Trânsito, de Transitório,

De Tratado, de Torneio, de Telefone,

De Telegrama, de Telemóvel,

De Televisão, de Taciturno, de Taxa...

 

De Talvez, de Tabuleiro,

De Tatuagem, de Transparente,

De Tentação, de Tráfego,

De Temperatura, de Termómetro,

De Temporal, de Trompa, de Tempestade,

De Tubarão, de Terremoto, de Temor...

 

De Trovão, de Toupeira, de Tornado,

De Tufão, de Teima, de Temer,

De Tragédia, de Treze, de Trunfo,

De Terceira, de Twin Towers, de Topo,

De Túnel, de Tesouro, de Talismã,

De Trade, de Tonelada, de Trampolim...

 

De Testemunha, de Torpedo, de Tranca,

De Talho, de Tímpano, de Truque,

De Transbordar, de Tanque, de Tiro,

De Tocha, de Torrado, de Tomar,

De Tarefa, de Tombo, de Tensão,

De Tecer, de Técnica, de Torcer...

 

De Transpirar, de Tráfico, de Tática,

De Testículos, de Tique-Taque,

De Turbina, de Transporte, de Travessia,

De Tirar, de Trincheira, de Tumor,

De Trilho, de Tripular, de Taliban,

De Tribo, de Trono, de Trama, de Três...

 

De Tirania, de Totalitário, de Tarado,

De Traidor, de Traiçoeiro, de Temível,

De Tenebroso, de Tentáculo, de Terror,

De Terrorista, de Trofeu, de Totalitário,

De Tóxico, de Transtornado, de Tanto,

De Todo, de Total, de Termo...

 

De Terminal, de Tormento, de Trucidar,

De Terça-Feira, de Trevas, de Tumulto,

De Turista, de Tossir, de Tristeza,

De Transfusão, de Trauma, de Tratamento,

De Trémulo, de Túmulo, de Terço, de Tropa,

De Troco, de Tribunal, de Travar e de Tudo!...

 

Gil Saraiva

Livro de Poesia - Gota de Lágrima: Ela - II

Ela.jpg

    II

 

"ELA..."

 

Ela

Não podia estar ali...

 

Talvez...

Nos confins do pensamento,

Longe de tudo...

Não de todos!...

Um rosto jovem no sorrir...

 

Um rosto,

Com raios de Sol

Caindo nos ombros,

Em cabelos de um ouro

Que brilha no escuro...

 

O azul do mar

Repousando nas pálpebras,

De uns olhos castanhos

Que brilham também...

 

Um doce poente

Poisado nos lábios,

De uma boca que arde

E cheira a pecado...

 

Um luar de prata

Em seu meigo rosto,

De uma Lua Cheia

Que ilumina a serra...

 

Os traços de Vénus

Moldados num corpo,

Que Gaia quis tão fértil

Como sensual...

 

O entardecer

Descendo no ventre,

Qual crepúsculo

Anunciando a plenitude...

 

O sabor a sal

Colando-lhe as coxas,

Húmidas de ansiedade,

De ante prazer...

 

O toque da seda

Envolvendo os seios,

Tentando esconder

A derme perfeita...

 

O amor perdido

Em seu terno olhar,

Que busca, sedento,

Outro olhar igual...

 

E um ar de oásis

Cobrindo-lhe a pele,

Qual neblina ténue

Desejando Sol...

 

Ela...

Não podia estar ali...

 

Talvez...

Perto de alguém,

Imaginário ninguém,

A quem espera,

Um dia,

Vir a encontrar!...

 

Ela

Não podia estar ali...!

 

Não!...

Não existe tal paisagem,

Pois as quimeras

Nunca são reais!

 

Mas...

Se por força

De acasos impensáveis,

A paisagem

Não for mera miragem...

 

Se o ocaso

Realmente for poente

Que chega ante meus olhos

Suspensos na exceção,

Então... então...

 

Então tudo eu dou

Pela paisagem!...

O que sou,

O que fui

E o que serei,

O que tenho

E o que possa vir a ter...

Tudo!...

 

Porque tudo é pouco

Se puder na paisagem

Meu ser eu colocar...

Num canto,

Ali...

Mas enquadrado...

 

Ela

Não podia estar ali...

 

 Gil Saraiva

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub